Lata é coisa que não lhe falta


Sérgio de Almeida Correia,

Um tipo está anos e anos, décadas a fio, à frente de uma entidade que tem a responsabilidade máxima pelo futebol português. Durante anos faz que tenta aprovar uns estatutos decentes e de acordo com a lei, sempre sem qualquer sucesso, mostrando a sua falta de independência para com aqueles de quem sempre dependeu para assegurar o cargo. É chamado à atenção várias vezes pelas entidades que o tutelam, dentro e fora de portas. Político, ex-deputado do PSD, dirigente desportivo. Na hora de falhar a eleição para um cargo internacional na UEFA, ao qual nem sequer se deveria ter candidatado, foi preterido, sem apelo nem agravo, a favor de outros candidatos. Mas no momento de justificar o desaire a única resposta que encontrou foi a “má imagem do futebol português”. Como se ele não existisse, nunca tivesse existido, não tivesse culpas no cartório ou não fosse o principal responsável por essa má imagem, chegando ao ponto de condescender, limitando-se a palavras de circunstância, com seleccionadores nacionais que agrediam jogadores adversários e jornalistas. Se o PSD não lhe arranjar um “tachinho” para a reforma, pode ser que desta vez a gente se livre do sujeito.

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