Lápis L-Azuli


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje Lemos: Dashiel Hammet – O Falcão de Malta

“O maxilar de Samuel Spade era longo e ossudo, o seu queixo era um V saliente sob o V mais flexível da sua boca. As suas narinas  curvavam-se para trás formando outro V menor. Os seus olhos cinzento-amarelados eram horizontais. O motivo em V foi retomado por sobrancelhas espessas que se projetavam de dobras idênticas acima de um nariz adunco, e seu cabelo castanho-claro crescia para baixo – de têmporas altas e planas – num ponto da sua testa.  Parecia-se agradavelmente como um Satanás loiro.”

Passagem L-Azulada. Remete a lascívia. Deveria ler-se “Samuel Spade não era mais bonito ou mais feio do que outro homem qualquer. Tinha o rosto demasiado angular para ser belo e não tinha asas, como é revelado nas escrituras (de alguém) ser particularidade  de anjos e arcanjos, para se assemelhar ao Anjo Caído”. E essa nota persistente sobre o V é insólita e suspeita. Qual o significado por detrás de tanto V (porque a Verdade está sempre no que se pressupõe)? Será Victória? Que Vitória? A traiçoeira Victória do mal? Será Veneno, Vigarice, Vilipêndio, Vitupério? Ou simplesmente Vergonha ou muito provavelmente a falta dela?

(Imagens Google)

12 comentários em “Lápis L-Azuli”

  1. – Qu’est-ce qu’il y a, mon petit ? dit-il à Effie Perine.
    La jeune fille, bronzée, grande – une fausse maigre, portait une robe de lainage mince qui moulait ses formes comme un drap mouillé. Ses yeux bruns riaient dans un visage enfantin. Elle ferma la porte derrière elle et s’adossa au battant.

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