Lápis L-Azuli


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje lemos: Suzanne Brockmann, “Kiss and Tell”.

Passagem a L-Azular: “Isto não era a Esquisitolândia, era o maldito País das Maravilhas. A Alice aqui já era adulta, mas ainda comia muito daquele cogumelo psicadélico.”

(Kiss and Tell: Anglicismo que significa divulgar publicamente um escândalo de cariz sexual com o intuito de recolher dividendos).

Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? 

Em pleno século XXI já deveríamos saber todas as respostas para as mais triviais questões existenciais. Mas não. E não estamos a chegar mais perto do conhecimento, muito pelo contrário. A evolução tecnológica deu lugar a uma involução do raciocínio lógico. O lema é seguir as tendências sem pesar as consequências, o que me leva muitas vezes a crer que vivemos encerrados numa bolha de alucinação colectiva onde nada é o que parece e tudo parece que é. Tudo isto me relembra a Revolução Francesa ou mesmo a  Rainha de Copas… Cortem-lhe a Cabeça!, que a tendência actual e generalizada é tudo sem cabeça. Mesmo. 

(Imagem Google)

6 comentários em “Lápis L-Azuli”

  1. Tudo sem cabeça, não. Felizmente ainda há alguns Don Quixote a lutar contra os moinhos de vento. É uma luta inglória, é certo, não por falta de moinhos, mas por excesso de vento.

  2. antes Rubiales vi
    The Kiss (in German Der Kuss) is an oil-on-canvas painting with added gold leaf, silver and platinum by the Austrian Symbolist painter Gustav Klimt.

    1. Desculpe-me o urinator, mas comparar o quadro de Klimt ao ” filme” do seleccionador, é o mesmo que comparar o olho do c* , com erva de cheiro! Basta constatar o que o “retratado” tem e o que não tem, em relação ao ” filmado”, como termo de comparação. Tem cabelo , um. Não terá partes pudendas agarráveis, pelo menos à vista. Dois. O ósculo é bochechal, caramba! Três. E a retratada estará de joelhos, o que podará dar azo a variadíssimas interpretações. Quatro… e mais e mais , mas penso ser quanto basta.

      1. não mergulho nesses campos
        como dizia o esquecido Gabriel Tarde:
        « o que se passa fora mim é supérfluo »

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