
Hoje lemos: Suzanne Brockmann, “Kiss and Tell”.
Passagem a L-Azular: “Isto não era a Esquisitolândia, era o maldito País das Maravilhas. A Alice aqui já era adulta, mas ainda comia muito daquele cogumelo psicadélico.”
(Kiss and Tell: Anglicismo que significa divulgar publicamente um escândalo de cariz sexual com o intuito de recolher dividendos).
Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?
Em pleno século XXI já deveríamos saber todas as respostas para as mais triviais questões existenciais. Mas não. E não estamos a chegar mais perto do conhecimento, muito pelo contrário. A evolução tecnológica deu lugar a uma involução do raciocínio lógico. O lema é seguir as tendências sem pesar as consequências, o que me leva muitas vezes a crer que vivemos encerrados numa bolha de alucinação colectiva onde nada é o que parece e tudo parece que é. Tudo isto me relembra a Revolução Francesa ou mesmo a Rainha de Copas… Cortem-lhe a Cabeça!, que a tendência actual e generalizada é tudo sem cabeça. Mesmo.
(Imagem Google)

Tudo sem cabeça, não. Felizmente ainda há alguns Don Quixote a lutar contra os moinhos de vento. É uma luta inglória, é certo, não por falta de moinhos, mas por excesso de vento.
Não vento a mais, é demasiado ar na canalização
antes Rubiales vi
The Kiss (in German Der Kuss) is an oil-on-canvas painting with added gold leaf, silver and platinum by the Austrian Symbolist painter Gustav Klimt.
Desculpe-me o urinator, mas comparar o quadro de Klimt ao ” filme” do seleccionador, é o mesmo que comparar o olho do c* , com erva de cheiro! Basta constatar o que o “retratado” tem e o que não tem, em relação ao ” filmado”, como termo de comparação. Tem cabelo , um. Não terá partes pudendas agarráveis, pelo menos à vista. Dois. O ósculo é bochechal, caramba! Três. E a retratada estará de joelhos, o que podará dar azo a variadíssimas interpretações. Quatro… e mais e mais , mas penso ser quanto basta.
não mergulho nesses campos
como dizia o esquecido Gabriel Tarde:
« o que se passa fora mim é supérfluo »
Pois olhe, se não mergulha, não parece