Lápis L-Azuli


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje lemos: Miguel Cervantes, ” D. Quixote”.

Passagem a L-Azular: “A história é émula do tempo, repositório dos factos, testemunha do passado, exemplo do presente, advertência do futuro”. Implica beneplácito. Deveria ler-se: “Os homens fazem a história no presente sem ligar ao passado nem pensar no futuro.”

O homem moderno procura incessantemente o seu lugar ao sol, a ribalta, os minutos que o darão a conhecer ao mundo como alguém excepcional em quem a vulgaridade não assenta.

Muitos conseguem, poucos mantêm. O reconhecimento nos dias que correm não acontece infelizmente pelas melhores razões. É mais fácil um facínora ter projecção mediática do que aqueles que dizimou e que para o que interessa realmente,  serão sempre e apenas “as vítimas”.

A história repete-se todos os dias. Nem sempre com os mesmos protagonistas, mas quase sempre com idêntico desfecho.

(Imagem Google)

14 comentários em “Lápis L-Azuli”

    1. O presente está cada vez mais bizarro, no sns e em geral. Notícia da última Quinta feira ( no blog oficiais de justiça) tribunal do Entroncamento assaltado de madrugada.

  1. neste país quixotesco existem duas figuras importantes de Quixote e sancho pança (este sempre a perseguir moinhos de vento).
    antes da pandemia em viagem de trabalho visitei Toledo, entre outras razões para passar em Los Cigarrales, onde Gregorio Marañón y Posadillo tinha casa de campo; segui para Castilla-La Mancha, onde no meio do nada encontrei uma tasca com Mercedes à porta e comi um bocadillo de presente e manchego; parti para Aranjuez, onde não ouvi o concerto.
    gostei de ler
    MEDITACIONES DEL QUIJOTE por José Ortega y Gasset

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