
Hoje lemos: Stephen King, “Mr. Mercedes”
Passagem a L-Azular. “Toda religião mente. Todo e qualquer princípio moral é uma ilusão. Até as estrelas são uma miragem. A verdade é apenas escuridão, e a única coisa que importa é fazer um depoimento antes de mergulhar no breu. Cortar a pele do mundo e deixar uma cicatriz. Afinal, a história é isso mesmo: tecido cicatricial.” Arrasa a pedra basilar das sociedades. Deveria ler-se: “A religião é o sustentáculo de todas as sociedades, pois traz-nos algo em que acreditar, quando a humanidade falha.”
Se atentarmos no nosso passado histórico, todas as passagens dignas, ou indignas, de figurarem no livro da humanidade são feitas de um conjunto de gilvazes, muitos ainda abertos e pungentes. Por mais antigos que sejam nunca irão conseguir sanar se dependerem da boa vontade dos homens.
(Imagem Google)

“gilvaz”, uau, palavra que desconhecia.
Só conhecia a deputada da IL que tem esse apelido.
E já foi ver o significado à sua Alma Mater?
Existem autores que precisam de escrever, tocar, filmar obras deprimentes para se livrarem das suas ansiedades. Parece-me razoável para o autor mas como leitor, ouvinte, espectador não sinto falta de conhecer as angústias deles. Nesses casos costumo passar.
Quase todos os livros de Stephen King têm uma componente depressiva ou terrífica sim, o que faz dele um dos maiores autores do género. Afinal todos temos angústias e um neuróniozinho deprimente e virar as costas nem sempre é a melhor solução, jj.
As gilvazes dos nossos egrégios avós eram feitas de glória. Dos fracos não reza a história.
Talvez , mas gloriosas ou vis , as cicatrizes deixam sempre marca e a reparação estética só funciona no exterior, e nem sempre na perfeição.
Uma reparação estética para ser bem feita tem de ser acompanhada da respectiva massagem no Ego para acalmar o SuperEgo. Só assim é que as marcas passam a troféus.
Já vi muitos SuperEgos de rastos com as desgraças do bisturi. Houve quem pensasse, se covencesse e apregoasse que se iria transformar numa apoteótica Roberta Close e no final ficou Um Not-Even Close com o que restava do SuperEgo kriptonitado.
Del azul del cielo al negro de la nada.
NEIL YOUNG in – El Boomerang
em férias na parvalheira city li diversos trabalhos a começar por Apocalipsis e EL UMBRAL DE LA NOCHE
Out of the blue and into the black
You pay for this, but they give you that
And once you’re gone, you can’t come back
When you’re out of the blue and into the black.
Lembro-me de cantarolar isto…
desconhecia esta relação: azul/ preto
Presentemente as relações são tudo ao léu… No bom sentido, claro.