Os portugueses sofrem de sebastianismo? Pois os franceses têm la grandeur. Que, no fundo, é a nostalgia de Luís XIV. Devemos provavelmente ao General Schwarzkopf a definição mais lapidar da França e de la grandeur: ir para uma guerra sem os franceses é como ir caçar sem acordeão. Quando Churchill afirmou que nunca tantos deveram tanto a tão poucos, a maior parte dos devedores eram franceses. E nenhum deles tinha verdadeira intenção de pagar. Sim, porque la grandeur é também o patriotismo e a resistência de Sartre numa tainada com os amigalhaços enquanto os aliados invadiam a Normandia. La grandeur é a eloquência nas proclamações, a frugalidade nos actos e a míngua dos resultados. O francês médio é um homem destinado a grandes feitos não fosse dar-se o caso de ter as mãos nos bolsos. Liberté, égalité, fraternité é o mote nacional de França. Mas o certo é que os franceses que o gritam chegam à última palavra já bastante cansados. La grandeur é a mediocridade feita parangona, é a visão ampla de pequenos espaços. La grandeur é Hollande e é por isso que Tó Zé Seguro gosta tanto dele. Seguro nasceu na Beira Interior devido a uma lamentável imperfeição da natureza. Se o local de nascimento devesse ser coerente com a índole, Seguro teria nascido na margem esquerda do Sena. E passaria a vida por lá a prometer cenas de esquerda a torto e a direito. La grandeur é uma dimensão escondida que a generalidade dos franceses acredita que tem embora, em geral, não saibamos exactamente onde. No caso de Hollande, todavia, a situação é ligeiramente diferente. À falta de outras evidências que o distingam de um pascácio encartado, e perante a recorrência de certos episódios, devemos ser humildes: sabemos exactamente onde a única grandeza de Hollande está localizada.
La grandeur
Rui Rocha,

Vivemos tempos perigosos, não há dúvida.
… sim, quando Hollande passar por garanhão, onde terá chegado o escrutínio das francesas?
Escrotínio…
Estás uma máquina, meu caro.
Mas… cuidado com esse bichinho tentador!
– Nunca deixes que as palavras falem por ti, mantém-lhes a rédea curta.
Digo isto, para ver se me lembro… eh eh!
É, nem o mar está para peixes, TA.
Mas atão a gente cá não temos o Santana das santanetes (29 de Junho de 1956), mais rapazinho que o outro (12 de agosto de 1954)? (O nosso anda é com um ar de muito trabalho, pobre homem).
Sim, também notei isso. Imagino que na Santa Casa da Misericórdia tenha que prover a muitas urgências.
Excelente. (não me refiro à qualidade da intimidade entre Julie Gayet e Hollande, claro)
Sim, eu percebi que se referia ao Tó Zé.
Bruxo.
“Chapeau” !
Pois não, não me parece que a grandeza de Hollande esteja no chapéu.
Os media franceses mantiveram um segredo de Polichinelo chamado Mazarine guardado a sete chaves até praticamente à morte do aristocratico Miterrand, pai da moçinha. Desta vez contam a história com todos pormenores (há lá maior prova de amor do que ir ter com a namorada de mobillette, a altas horas). O respeito já não é o que era.
Pois tem razão. Depois não querem que se fale em decadência.
Sem falar na grandeza de andar a seguir alguém para se poder coscuvilhar com quem ele dorme.
Conversas de tasca (ou de cabeleireiro).
Tem toda a razão. Foi exactamente o que pensei quando toda a gente se metia na vida privada do Sarkozy.
De repente lembrei-me das velhas calhandreiras.
Conheci umas que começavam sempre as frases com “eu nem sou de ligar a estas coisas…”.
Vamos, também não é caso para isso: a auto-crítica é importante, mas não há necessidade de se martirizar assim em público.
assusta-me queo nossoholandinho ainda pareça mais parvo que o outro(esse chateia outros); e mais grave é que não acredito muito no discernimento dos meios co-eleitores.
E se era difícil ser mais parvo do que o outro, meu Deus…
Peanuts!
Hollande não é o Problema tal como Sócrates não é/foi o Problema.
São é sintomas do problema.
E o problema é o poder de corrupção do Estado Social – seja socialismo para as pessoas ou para as empresas.
Hollandi soit qui mal y pense.
Caramba! Que fantástica generalização.
De uma só vez, consegue meter Voltaire, Pascal, Rohmer, Céline, Bergson, Descartes, Chabrol, Boulez, Pasteur, Balzac, Vitor Hugo, Deleuze, Merleau-Ponty, Debussy, Foucault, Onfray, Costeau, Hugo, Zidane, Le Corbusier, Saint-Exupéry, Nouvel, Quesnay, Delors, Truffaut, d’Alembert, Aron, Rousseau, Renoir, Renoir, Bachelard, Barthes, Camus, Castoriadis, Derrida, Tocqueville, Latouche,Diderot, Gauguin, Say, Walras,
Fourier, Satie, Maupassant, Guattari, Levinas, Lipovetsky, Lyotard, Michaux, Lully, Montaigne, Racine, Montesquieu, Morin, Onfray, Rancière, Ricœur, Bourdieu, Comte, Durkheim, Lefebvre, Mattelart, Attali, Mirabeau, Ampère, entre outros, no mesmo saco.
Há-de experimentar com Portugal ou outro qualquer país do mundo. Vai ser divertido.
No fundo, talvez tenha sido a Rive Gauche responsável por permitir (haja Deus) tamanhos disparates e tacanhez de espírito.
A galinha poedeira do génio francês só começou a pôr nomes nos ovos tarde, depois do Séc. XVII, senão até impressionaria a lista de quem andou a ler nomes à volta da Torre Eiffel.
Outra coisa em que os franceses são fortes é na compreensão da ironia.
O senhor traz cada problema.Coisas que nem lembram ao careca,valha-o. lejo,Senhora Santa Luzia,pode-se lá ir
O Sartre não andou no maquis?Também fazia parte do clube da lagosta em tempos de aperto nacional?Iria jurar que o vi,medonho, defender abril depois de abril.O tózé à beira do sena?Está bom da cabeça?Escute:donas,peroviseu,três-
povos,soalheira,alpedrinha,capinha,caste
de Audi,não precisa incomodar o renovador da europa.Ah e o zézito de paris de adonde é afinal?Espero não desencadear nenhum processo recortado.Já basta.
Até porque não há dinheiro para tesouras.
Nada que “Allô, Allô ” ( série muito mais “a sério” do que nos querem fazer crer, qualquer inglês o confirmará…) não nos tivesse exibido – ainda mais gràficamente……
It is I, Leclerc.
http://inimigo.publico.pt/Noticia/Detail/1 619166
E já vai com sorte por não ter sido uma osga.
Muito bom, como sempre.
Mas…
que quem já é imperador
sofra tormentos, enfim
mas o Tó Zé, senhor (Rocha)
porque lhe dás tanta dor?
porque o torturas assim?
Pronto, não faço mais bullying.