Julho de 2015: os meus votos


Pedro Correia,

Figura nacional do mês

Maria de Belém Roseira  movimenta-se para apresentar uma candidatura à Presidência da República, cortando assim caminho a Sampaio da Nóvoa, que sonhava desde o início do ano receber o apoio do PS para chegar a Belém.

 

Figura internacional do mês

O multimilionário  Donald Trump domina a pré-campanha presidencial do Partido Republicano nos Estados Unidos, situando-se em primeiro lugar na generalidade das sondagens.

 

Facto nacional do mês

Armando Vara – ex-ministro, ex-deputado socialista e ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos – foi detido a 9 de Julho, no âmbito das investigações da Operação Marquês, que já haviam levado José Sócrates à prisão.

 

Facto internacional do mês

Instituições europeias aprovam um terceiro resgate à Grécia, totalizando 86 mil milhões de euros, acompanhado de duríssimas medidas de austeridade. Um pacote financeiro que recebeu luz verde do Parlamento de Atenas, gerou divisões no Syriza e pôs em xeque as promessas eleitorais do primeiro-ministro Alexis Tsipras.

 

Frase nacional do mês

«Estou a ponderar [se serei candidato presidencial].» (Rui Rio, putativo candidato presidencial social-democrata, aludindo pela enésima vez ao tema, desta vez a 23 de Julho, em entrevista à RTP informação)

 

Frase internacional do mês

«Assinei um acordo em que não acredito.» (Tsipras, falando no Parlamento de Atenas, a 14 de Julho)

0 comentários em “Julho de 2015: os meus votos”

  1. No facto nacional do mês, falta o Marco António denunciado por um ex colega do PSD, por corrupção na câmara de Gaia e não se passa nada.
    Frase internacional do mês, como poderá ele acreditar, se pensa o oposto e o obrigaram a fazer o que eles querem? Perante tal, é melhor não haver eleições e a Alemanha e os outros que governem os desgovernados que têm governado manipulados pela UE, BCE, FMI e Eurogrupo. Poupava-se dinheiro e com esse dinheiro pagava-se dívida ou juros…

    1. Facto nacional: nada mais relevante em Julho do que a detenção do ex-ministro e ex-administrador da CGD, Armando Vara.
      A menos que você ache banal vivermos num país em que poderosas figuras ligadas a partidos, governos e banca sejam detidas…

      Quanto a Tsipras e aos sucessivos ziguezagues do actual Governo grego, já escrevi o suficiente sobre a matéria aqui no blogue. Só voltarei ao tema quando me apetecer e houver novos factos que se justifiquem. Agora não me apetece.
      E factos novos não há. Excepto talvez este:
      http://www.telegraph.co.uk/finance/economics/11779777/Greek-industry-decimated-by-eurozone-crisis-as-capital-controls-crush-output.html
      Ou este:
      http://www.telegraph.co.uk/finance/economics/11779550/Greece-news-live-Bank-shares-collapse-by-30pc-in-first-day-of-trading-in-five-weeks.html

      1. Não, não acho banal e acho que se prevaricou pague pelo que fez. Não posso é esquecer, os outros prevaricadores que andam por aí, como se nada fizessem. Isso é que não. Para se fazer justiça, os prevaricadores, têm de ser tratados de igual modo. Há factos novos há. A Alemanha lucrou com a crise grega cem mil milhões. É obra! Por isso é que lhes interessa que a crise continue. Enquanto uns definham, outros lucram com o definhamento. É lamentável e vergonhoso.

        1. “Prevaricadores que andam por aí”? Quem? “Lamentável e vergonhoso” o quê? É difícil debater com leitores que atiram palavras para o ar sem nada concretizarem.

          1. Por exemplo: Que é feito do Oliveira e Costa, Duarte Lima, Dias Loureiro que por sinal o procurador é o mesmo de Sócrates e…Luís Filipe Menezes, Marco António foi denunciado, por um colega do próprio partido e com factos e não se passa nada? Não gosto de Sócrates, nunca gostei, mas tento ser justo e acho inadmissível que o senhor, venha de França e o vão buscar à saída do avião, como se de um bandido altamente perigoso se tratasse que podia pôr em risco, a vida das pessoas e como se não bastasse, alertam-se os meios de comunicação social, para fazerem disto um espectáculo deplorável. Se isto não é vergonhoso e lamentável, já não sei o que se lamenta nem o que é a vergonha.

          2. Se a justiça funcionasse, funcionava para todos e não só para alguns e não andava há dois anos e meio com o caso do Sócrates e por incrível que pareça está preso quase há um ano sem nenhuma acusação. Isto não é justiça a funcionar, é vergonha da justiça.

          3. Mas você, anónimo, quer uma magistratura prestigiada a combater os indícios de corrupção com plena autonomia do poder político ou quer ser advogado de defesa dos políticos suspeitos ou indiciados de práticas ilícitas?
            Strauss-Kahn, que chegou a ser apontado como candidato presidencial em França, foi detido e algemado e disse adeus a uma carreira política. Rodrigo Rato, que chegou a ser número 2 do governo espanhol e administrador de um banco, foi detido perante as câmaras da televisão com todo o país a ver. José Direceu, que chegou a número 2 do governo Lula (espécie de PM no Brasil), foi preso e condenado e voltou a ser detido há dias.
            Você é advogado de defesa dos Strauss-Kahns e dos Dirceus e dos Ratos? Você fará parte da equipa jurídica que assegura a defesa de Sócrates para atacar a magistratura portuguesa de forma tão feroz?

          4. Quero justiça séria e credível e isso basta-me. Rodrigo Rato é administrador e dono dum banco que teve o desplante de ir falar com um ministro no seu ministério, “assuntos privados” disse ele e o ministro colaborou. Agora, têm a oposição em cima porque querem saber o porquê do senhor Rato ser recebido no ministério, para falarem de assuntos privados. O Stauss-kahn é um tarado sexual, tara essa que só deve interessar a ele, e aos seus e não ao país, pois como político era bem considerado. Era um alvo a abater para que não chegasse ao poder. Não sou advogado de defesa de ninguém, mas tenho conhecimentos suficientes no direito para lhe dizer que isto não é justiça séria. Disse que o Rato foi detido perante as câmaras, aqui o Ricardo Espírito Santo foi poupado a tudo. Afinal que justiça é esta.

          5. Disse-lhe e repito, nunca gostei do Sócrates como político, como pessoa, não tenho nada a ver com a vida dele. Se fez o que não devia que pague e bem, mas primeiro apurem tudo e depois faça-se justiça. Aqui, anda tudo ao contrário, não se sabe do que é acusado e se há provas que o acusem e prendem-no como se fosse um bandido altamente perigoso. Clamo por uma justiça séria e célere, para todos.

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