Francisco José Viegas escreve hoje no seu blog / crónica no CM sobre o juiz que decide defender o homem viril e conta um episódio que, infelizmente, não é ficção. A nossa justiça anda assim, ou melhor, não anda, está assim. É a injustiça, pura e simples. Ora leiam: “Vejamos: em 2011, uma mulher acusou o marido de violência doméstica (e de violação), além de infligir maus-tratos físicos e psicológicos às três filhas. Diante disso, o tribunal condenou-a por difamação, considerando que a mulher, está na cara (com nódoas negras), agiu com o “propósito de difamar e caluniar” o marido, já que as suas acusações são atentatórias (ui, ui) do “bom nome, hombridade, reputação e decoro” do cavalheiro. De acordo. E mais: como não concordar que se trata de “suspeições desprimorosas”? Evidentemente que são. Nojentas. E como não concordar com o tribunal ao considerar que essas “suspeições” põem em causa a “honorabilidade, consideração, honra e dignidade” do marido? Parece, inclusive – que horror –, que ele passou a ser tratado com ‘comentários e olhares vexatórios’, o que não se pode permitir. Os tribunais têm de defender a honra destes maridos viris. Curiosamente, o tribunal, que condenou a malvada (à primeira), não considera falsas as suas acusações; simplesmente são chatas para o marido. A Relação de Guimarães veio agora anular a sentença. Pobre marido.”
Juiz defende o bom nome do marido acusado de abusos
Patrícia Reis,

A justiça é cega, surda, e não muda. ( Georges Najjar Jr )
É a “coutada do macho latino” a voltar da tumba. Estes cursos de juízes saem na farinha amparo?
Os homens são todo umas bestas. Eu que o diga.
António