DELITO: oito anos de vida


Pedro Correia,

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O DELITO DE OPINIÃO nasceu a 5 de Janeiro de 2009. Faz hoje oito anos. Assumindo-se como “um blogue apostado na reflexão e na análise dos mais diversos temas relacionados com a actualidade, sem receio de exprimir convicções claras e fortes, nem de confrontar opiniões numa sociedade onde se regista um défice permanente de debate”.

 

Continuamos como no primeiro dia: uma equipa plural, irreverente, solidária, robustecida por laços de cumplicidade que transcendem convicções ideológicas e opiniões políticas.

Continuamos atentos ao que se passa em Portugal e no estrangeiro. E atentos também aos nossos colegas: não passou um só dia sem citarmos outros títulos da blogosfera em rubricas permanentes como o Blogue da Semana ou a Ligação Directa (esta já com 933 entradas, cada uma alusiva a um blogue diferente).

Aqui trazemos também todos os dias – sem falhar, há quase quatro anos – uma sugestão literária. E trouxemos ainda 223 convidados especiais, numa iniciativa inédita que se prolongou por mais de um ano: cada um escreveu sobre o que quis, sem condicionamentos de qualquer espécie. Como se fossem qualquer de nós.

 

Alguns que formam hoje esta equipa tão heterogénea e diversificada chegaram como comentadores e não tardaram a integrar o elenco de autores, confirmando a nossa perspectiva inicial de que um blogue é uma espécie de edifício em permanente construção. Este carácter de perpétua infinitude, longe de ser um sintoma de fragilidade, é um sinal de robustez.

Porque um projecto destes só vale a pena se for assim: uma forma de criar elos com outros, pensem como nós ou pensem de modo diferente.

Elo – essa palavra tão portuguesa e simultaneamente tão universal. Três letras capazes de abraçar o mundo.

 

O nosso gosto de comunicar mantém-se incólume, a vontade de prosseguir é maior que nunca.

Creio falar em nome de todos os meus colegas ao fazer um balanço dos oito anos entretanto decorridos com esta frase singela e sincera: valeu a pena.

0 comentários em “DELITO: oito anos de vida”

  1. Valeu a pena e vale a pena. 🙂
    O “Delito” é uma lufada de ar fresco na blogosfera.
    Muitos parabéns! E venham muitos mais anos delituosos.
    Não há dia que não passe por aqui. Gosto muito de vos ler, quer pelo pluralismo das ideias, quer pela diversidade dos temas.
    Um bem-haja a todos!

  2. Parabéns ao Delito. Pelo oitavo aniversário, mas acima de tudo por todos os dias fazer bem feito o que faz.
    E parabéns ao Pedro, mesmo que num daqueles dias de grande azia… (perdoa-me a brincadeira, estou certo!)

  3. Não sei bem há quantos anos acompanho o Delito, mas será um número próximo do pleno. Parabéns pela diversidade e pela excelência.

  4. Fui silenciado por dois blogues de nomeada.
    Migrei para o Delito.
    Não mudei absolutamente nada do essencial do meu discurso e das minhas convicções.
    Apesar de um ou outro remoque, continuo aqui.
    Pela parte que me toca, não há melhor maneira de celebrar o aniversário.
    Parabéns!
    João de Brito

  5. Já lá vão oito? Como o tempo voa. Enfim, parabéns ao Delito, mas sobretudo parabéns aos leitores, pela preferência, e parabéns a ti, Pedro, sempre incansável.

    1. É verdade, João: o tempo voa. Já cá constam 33 mil artigos e mais de 263 mil comentários.
      E a verdade é que o DELITO está para durar. Vêm aí algumas novidades, muito em breve.

      1. Não tinha visto.
        E sinto-me muito orgulhoso!
        Mas tenho de reconhecer que a verdadeira explicação é:
        ” De sampy a 03.01.2017 às 20:19
        Nem 8 nem 80.
        São dois ablativos diferentes, sem relação de concordância. Um diz respeito à frase principal, o outro à subordinada. Em “mau” latim, a frase seria “…in statu in quo…”.
        A razão em favor do uso “statu” é que, pelo menos nas línguas românicas, a norma é adoptar a expressão latina (a) tal qual, substantivando-a, se caso for, por processo de cristalização.”
        Assumo o erro e agradeço a correção.
        Dito isto, em nome da verdade e da rejeição da falsa modéstia, devo dizer também que facilitei na explicação, porque, tendo em consideração o que é dito no último parágrafo da transcrição, eu apenas quis transmitir que o “quo” é que estava certo e que o “status” é que estava errado.
        E fiz o que fiz, porque não pensei que, por aqui, houvesse gente tão habilitada nestes assuntos, o que muito me agrada e me obriga a, futuramente, usar do mesmo cuidado que tenho quando participo no Ciberdúvidas.
        Mais um motivo para celebrar o aniversário.
        Parabéns!
        João de Brito

        a) Em rigor, se entendermos expressão como parte menor de uma frase (oração, predicação), em latim esta expressão não existe, porque são duas palavras que pertencem a frases diferentes.

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