José Tolentino Mendonça


Patrícia Reis,

“Desejo muito que a humanidade do futuro se deixe desconcertar pelo esplendor inexplicável de cada amanhecer; que se conserve sem palavras perante o mar; que se sinta irresistivelmente atraída pela variação de cores, de volumes e de odor da paisagem diurna e noturna; que estremeça ao primeiro contacto com a água; que mantenha a capacidade de espanto perante o modo como o vento arrasta as nossas vozes felizes na distância…”

10 comentários em “José Tolentino Mendonça”

    1. Manuel, eu devo ser muito burra, portanto não compreendo – ou não quero, não me apetece, não tenho tempo – para compreender o seu comentário, logo teremos de concordar que discordamos com amizade e respeito. Boas festas!

      1. Um boi na atafona, anda as voltas, convencido que segue sempre em frente, assim é a humanidade, as voltas numa História que apenas se transforma.
        O seu desejo é bonito e nobre, é fé, afinal o alimento da alma.
        Bom Natal

  1. E tudo isso parece tão simples, não é? Engano… conservar a inocência e a capacidade de encantamento é talvez a tarefa mais difícil que temos pela frente. Mas também é a que nos reserva melhores surpresas. 🙂
    Bom Natal, Pat.

  2. Na minha opinião, tretas. Lirismo fácil, como tão facilmente sai da sofrida alma portuguesa, como o Miguel de Unamuno demonstrou há uma centúria atrás. Palavreado bonito mas vápido, sem qualquer substância, tudo abstracto, nada de concreto, parece que está a desejar para a humanidade um futuro feito de esferovite…

  3. O que texto faz alusão é à esperança do autor de que a humanidade do futuro saiba conservar o espanto perante o mistério da criação. Belíssimo texto como todos os do autor alias.

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