“Desejo muito que a humanidade do futuro se deixe desconcertar pelo esplendor inexplicável de cada amanhecer; que se conserve sem palavras perante o mar; que se sinta irresistivelmente atraída pela variação de cores, de volumes e de odor da paisagem diurna e noturna; que estremeça ao primeiro contacto com a água; que mantenha a capacidade de espanto perante o modo como o vento arrasta as nossas vozes felizes na distância…”
José Tolentino Mendonça
Patrícia Reis,

Atravessamos a noite com uma vontade irreprimível de cantar
Tem dias, não é? Boas Festas
A humanidade é um boi na atafona.
Manuel, eu devo ser muito burra, portanto não compreendo – ou não quero, não me apetece, não tenho tempo – para compreender o seu comentário, logo teremos de concordar que discordamos com amizade e respeito. Boas festas!
Um boi na atafona, anda as voltas, convencido que segue sempre em frente, assim é a humanidade, as voltas numa História que apenas se transforma.
O seu desejo é bonito e nobre, é fé, afinal o alimento da alma.
Bom Natal
E tudo isso parece tão simples, não é? Engano… conservar a inocência e a capacidade de encantamento é talvez a tarefa mais difícil que temos pela frente. Mas também é a que nos reserva melhores surpresas. 🙂
Bom Natal, Pat.
Um belo natalinho, Ana, com tudo o que mereces, que é tanto:)
Na minha opinião, tretas. Lirismo fácil, como tão facilmente sai da sofrida alma portuguesa, como o Miguel de Unamuno demonstrou há uma centúria atrás. Palavreado bonito mas vápido, sem qualquer substância, tudo abstracto, nada de concreto, parece que está a desejar para a humanidade um futuro feito de esferovite…
Pois, concordamos que discordamos e não faz mal, é civilizado e elegante, diria alguém que eu conheço. Boas Festas.
O que texto faz alusão é à esperança do autor de que a humanidade do futuro saiba conservar o espanto perante o mistério da criação. Belíssimo texto como todos os do autor alias.