José Magalhães, o javardo


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Como é sabido Paulo Rangel – estando a ser alvo de uma campanha na imprensa com alusões à sua vida privada – enunciou publicamente a sua homossexualidade. À esquerda criticam-no. Acusam-no de duas coisas: de preparar uma recandidatura à presidência do seu partido. E de não ter participado há uma década na luta por alteração legislativa favorecedora de aspirações do movimento homossexual, como tal não tendo cumprido preceitos considerados necessários à dita “identidade”. Sonantes nisso são vários membros da “identidade” socratista, esses que na referida época tudo faziam para defender o poder PS das acusações da evidente roubalheira que acontecia, o enorme ataque às instituições democráticas e seus gigantescos efeitos nas finanças públicas e na economia nacional. Essa gente – entre a qual muito soa o velho eixo do blog “Jugular” e seus sequazes – tem essa “incoerência” e “hipocrisia”. Pois dizem-se de “identidade” democrática mas foram (e decerto que o são) cúmplices ou coniventes com a corrupção, integrando a evidente “identidade” ladroagem. Ou seja, em termos de “coerência” com os preceitos de alguma identidade é caso para sobre eles clamar agora “dizem os rotos ao nu”. E é lamentável que gente dessa laia seja presença habitual como “comentadores” na imprensa estatal e ocupe postos públicos de incidência política.

Ainda mais denotativo do ambiente intelectual dessa abjecta mole é a reacção às inaceitáveis declarações de ontem do deputado socialista José Magalhães. Autor da recente Carta Portuguesa de Direitos Humanos na Era Digital foi então basto criticado. Mas logo sufragado pela imprensa do Estado, através de um inenarrável servilismo da apresentadora Cautela, em programa em horário nobre, que culminou com ela roçando-se no veterano político. Mas mais o defenderam e, entre outros apoios, recordo que no muito activo mural de FB de um ex-bloguista surgiu o deputado Sérgio Sousa Pinto – antigo inventor do mote “causas fracturantes” e mudo durante a década de paixão socratista mas que, por estuporada amnésia colectiva, se tornou agora o xuxu do centro-direita porque faz algumas “críticas” ao PS – afirmando-o “grande deputado”, elevando-o acima das fundamentadíssimas críticas a uma lei excessiva. Nesse fluxo Magalhães, e a sua iniciativa legislativa, saiu reforçado aos olhos da plácida opinião pública. 

Pouco depois o deputado solidarizou-se com um autarca do PCP que propunha o espancamento dos militantes e simpatizantes do PSD do seu concelho. E aconselhou, explicitamente, o uso de armas para esse efeito. A amálgama de identitaristas calou-se diante do despautério. E agora Magalhães atinge o “grau zero”, fazendo insinuações sobre a vida sexual de Paulo Rangel, atingindo – que me lembre – o ponto mais baixo da refrega política em Portugal. De novo se calam os identitaristas, paladinos do movimento homossexual. Silêncio também nas lideranças do PS: nem o seu presidente, nem o seu líder parlamentar, nem o seu secretário-geral falam, distanciando-se desse modus operandi político. Nem a sua secretária-geral adjunta, de quem até por razões pessoais se poderia esperar mais atenção a este tipo de argumentação. Pois é – ou foi – casada com Paulo Pedroso, também ele em tempos alvo de acusações por práticas sexuais. Já agora também este ex-ministro socialista, ainda que tendo sido lesto a criticar Rangel pela sua ausência na luta pelos “direitos dos homossexuais” não encontrou vagar ou motivo para se distanciar da aleivosia de Magalhães. Como também o presidente da Assembleia da República não o fez, nem o grupo de eurodeputados do PS. Nada, o silêncio total das estruturas partidárias do PS diante desta execrável atitude José Magalhães. O javardo. No fundo mostrando que eles partilham, de facto, uma identidade: esse javardismo.

Certo, haverá quem diga que muitos se calam por receio da influência maçónica de Magalhães. É possível. Serão então javardos medrosos.

Termino  com uma proposta para os tempos de lazer. Vejam (ou revejam) a série “Billions“. Poderão perceber melhor este javardismo. E constatar que, por si só, não tem grande sucesso.

57 comentários em “José Magalhães, o javardo”

  1. Ainda bem que temos o jpt a defender os homossexuais. Haja ao menos um homem aqui no blogue que assume as causas fracturantes. Bem haja!

  2. Gostava de perceber o porquê ser obrigatório um homossexual (ou gay como diziam ontem) defender o casamento entre pessoas do mesmo sexo. É menos gay se não o fizer, perde autoridade, credibilidade ou assim…

    1. A história do casamento de pessoas do mesmo sexo, homens com homens, mulheres com mulheres, tem a ver com o contrato conjugal ser abrangido pela mesma Lei dos “normais” contratos de casamento. Nos contratos de casamento o normal era “marido e mulher” e, assim, sendo do mesmo sexo não estaria legal. Julgo que agora passou a simplesmente “entre …e…”.
      Agora há dois “maridos” e duas “mulheres”. Nesta questão fica de fora a tendência hormonal de um ser “mariquinhas” e outra ser “machona”.
      O que eu digo é que seja felizes e não me chateiem com olhadelas/mirones doentios, nos urinóis públicos, onde os há, parem moscas inconvenientes.

        1. Nunca foi a um urinol público, por necessidade evidentemente, e levar com mirones do parceiro do lado? Era conhecido, nos antigos urinóis do Rossio, p.ex., junto das floristas, as bichas faziam fila entrando e saindo conforme o utente. .
          Era assim em todos os urinóis, agora penso que seja nos Centros Comerciais, bom se não lhe coube pobre fado … isso é consigo.

  3. jpt, desculpe a minha confusão: confundir uma artista com servilismo.
    A Cautela, julgo referir-se a Filomena Cautela, é uma artista de teatro/cinema/televisão que eu considero de qualidade e faz ou representa papeis de apresentadora que segue o guião do autor/realizador de determinado programa. Aquele programa que ela apresentou qualquer coisa “Cautelar” , não me recordo do autor/realizador, é de um grande profissionalismo e nunca visto tanto tempo a representar um texto, só em teatro em peças de monólogos. Tomara as tvs privadas terem a Cautela, ou não, levávamos com ela de manhã à noite pela sua qualidade de artista/apresentadora de televisão. Pela menos ela tem cultura, sabe falar português e não anda aos gostas das revistas da treta, só tem um tique de estar sempre a mexer no cinto ou no umbigo, mas há quem tenha piores.
    E a propósito de piores e da Lei da rolha, do Magalhães, não deve ser muito ‘aquilo não se tolera’, com razão, e tolerar o mesmo em casa.

    1. Saúdo o seu apreço crítico pela referida artista, que apenas conheço como apresentadora de televisão. Dela apenas recordo algum irreverência boçal em trechos que vi em mau programa televisivo anterior. E de a ter visto a higienizar por completo uma muito problemática lei proposta pelo PS, num programa político com ares de variedades, no qual – como digo no texto – se roçou no político que defendeu, tendo depois implicitado uma posição de felação ao actual Presidente da República. Se é este lixo “artístico” que V. aprecia nada mais posso dizer. Apenas que, enojado, o lamento.

      1. Bom, uma coisa é não gostar, e gosta do que muito bem entende, outra coisa é confundir o desempenho profissional.
        Não gostou do programa que ela apresentou e por isso também não gosta dela por ter apresentado e representado naquele programa. A representação do encosto roça-roça fazia parte do programa.
        Quantos artistas ou apresentadores de programas de televisão nós gostamos e dizemos ‘mal aproveitado a fazer aquela figura’. Isso até acontece no cinema com o artista que tem de fazer o papel de Hitler.

        1. Anónimo, você está propositadamente a confundir. Não se tratou de uma actriz a representar uma peça autoral. Tratou-se da apresentadora de um programa televisiva, simulando um trabalho de análise jornalística, enviesadamente promovendo uma medida legislativa. Ou seja, não se trata de “gostar” ou não de uma expressão artística mas sim de analisar um trabalho de propaganda política.

          1. jpt, ’tábem.
            Mas ela apresentou o que o autor do programa pretendia, ela não foi a autora. O que pode é dizer que ela não presta como artista/apresentadora, qualidade profissional, e não prestar pela tema que representa/apresenta.

          2. O programa não é uma peça ficcional, tinha uma dissertação (por assim dizer) sobre uma proposta legislativa e ainda uma entrevista com o seu autor. É tão evidente a falsidade da sua argumentação que explicita bem a questão do anonimato com que comenta. Pois qualquer pessoa com um mínimo de decência intelectual terá vergonha de seguir a sua linha de argumentação. E só o fará, por ímpio desígnio, a coberto de um anonimato.

      2. Bem, jpt, como adenda ao seu texto, será que o dito cujo procura seguir o ditado (?): “cautela e caldos de galinha não fazem mal a ninguém”.
        Porém a análise celestial, em resumo, poderá ser simples: a filha da putice anda por aí com a jugular entupida e, por falta de oxigenação, a javardice entranha-se no cérebro.
        Tou certo ou tou errado (pergunto chacoalhando as medalhas do pulso)!?

        1. Está errado, é a minha opinião. Isto não tem nada a ver com eventuais maleitas, falta de oxigénio. É característica. Se inata se adquirida variará, consoante os indivíduos.

  4. ” Discurso sobre o Filho da Puta” , de Alberto Pimenta…assenta como uma luva a este verdadeiro canalha.
    JSP

    1. Lá por o homem ser invertido, pega de empurrão, veado, larilas, maricas, paneleiro, ou homossexual não é motivo para lhe chamar canalha.

      1. Aqui ninguém aludiu, de modo insultuoso como você ou de outra qualquer forma, às característics da sexualidade de Magalhães, o tal “canalha”.

  5. Há uns anos discuti com Miguel Vale de Almeida, então muito activo na blogosfera o significado de duas palavras, opção e orientação.
    Eu defendia a utilização de opção sexual, já ele dizia que o termo consagrado, internacionalmente, é orientação sexual, blá, blá, blá, a argumentação dele, caracterizava-se pela ausência de um raciocínio sólido que sustenta-se a utilização da palavra orientação naquele contexto.
    Ainda aventei e se fosse “ocidentalização sexual” fui acusado (palavra curiosa neste contexto) de desconversar, os juristas diriam litigância de má-fé.
    Passados tantos anos, oiço falar que a opção sexual de Paulo Rangel não devia ser notícia e que a opção de Paulo Rangel em sair do armário muito menos.
    Em que ficamos?
    Uns (os de esquerda) caiem na homossexualidade de forma ingénua, são o capuchinho vermelho que passeia no bosque, vem o lobo mau e zás, orientá-los para a gayzice.
    Outros (os de direita) são por opção, têm o que escolheram, não se venham fazer de vítimas.
    Caricaturei mas as palavras têm significado.

    1. Neste e outros “debates” de redes sociais vem à memória uma reportagem do Daily Show, em que um indivíduo se sentia só pois nenhum dos 2 partidos o aceitava. Ele era pró-aborto e direitos dos LGBT, mas por outro lado era a favor do porte de armas e da pena de morte. Ou seja, não cabia nem nos Democratas nem nos Republicanos.
      O problema do Rangel é um e apenas um, não preenche todos os requisitos (ou checkboxes, ou piscos) para ser um verdadeiro membro da comunidade gay. Portanto, tem é que ficar quietinho no armário e não expor publicamente a sua gayzice, sob pena de fazer retroceder em décadas a luta pelos direitos da comunidade.

    2. Não me alongarei sobre os seus debates com o deputado socratista e apoiante das fake news portuguesas Miguel Vale de Almeida. Apenas recordo, nos tempos bloguísticos, que ele se atrevia a proclamar a homossexualidade dos políticos “de direita”. Em puro português, apenas um imundo filhodaputa.

      1. jpt, não recordo o que referes, daquilo que conheço da personagem acredito, piamente, na filhadaputice que referes. Realço, ainda, que começou encostado ao Bloco mas depois foi embarrar-se no PS para aprovar uma lei específica e deixou a carreira de deputado.
        Estou a desviar-me da questão, gostaria de realçar o seguinte, o primeiro deputado negro foi do CDS-PP, o primeiro alto dirigente a assumir a homossexualidade foi Adolfo, também, do CDS–PP (e do Delito de Opinião), o primeiro ministro a assumir problemas com drogas foi do PSD, agora outra alto dirigente do PSD, assume a homossexualidade.
        Parece existir aqui um padrão, dum lado pessoas sérias que assumem o presente e o passado, do outro os “Robles” que nem as negociatas imobiliárias assumem quanto mais o resto.

        1. Honestamente, não vejo pessoas melhores à direita ou à esquerda. Como se diz na tropa, por aqui – em todo o lado – há filhos de muitas mães. Mas há ambientes – e esta Situação está um tétrico ambiente – que potenciam a vilania. E que calam a decência. O silêncio sobre este gajo é demonstrativo de um estado tétrico.

  6. Este caso Rangel faz-me lembrar a pandemia.
    Já se falou sobre tudo e mais alguma coisa, mas ainda ninguém questionou o motivo e a oportunidade da revelação.
    Fez a revelação porquê?
    Para desviar as atenções do vídeo em que aparece alcoolizado?
    Para ganhar apoio da comunidade LGBT?
    Ou para aparecer como vítima numa sociedade que discrimina os homossexuais?
    E porquê nesta altura?
    Para ganhar visibilidade televisiva antes das eleições?
    Para mostrar que é laico e não precisa do apoio da Igreja?
    Ou está apenas a criar condições para meter o namorado na política?
    Não há almoços grátis, e na política nem tudo o que parece é.

    1. Ao que parece, houve um jornal que decidiu botar a boca no trombone (por iniciativa de algum jornalista da casa ou por sugestão de alguma fonte completamente inocente) e o coitado do deputado decidiu vir a público para controle de danos.
      Tempo de eleições é propício à descoberta de esqueletos no armário…

    2. Carlos Sousa, como já lhe respondeu o comentador anónimo a explicação para a enunciação pública de Rangel será menos complexa do que as razões por si aventadas. O pasquim Tal & Qual lançou o lamiré em primeira página e provavelmente iria continuar nessa campanha. Será só isso.

    3. deve ser qualquer coisa assim porque o importante é um deputado da nação , já entradote, com idade para ter muito juízo, e que processa pessoas por “danos à imagem” , andar bêbado pela rua . o facto de ser gay não interessa nem ao menino jesus. ( tirar macacos do nariz e come-los também é um bocado nojento , como se vê noutro vídeo)

      1. Marina, um deputado da “nação” (como V. diz) ou da “república” (como eu digo) apela ao espancamento armado dos opositores políticos e faz insinuações sobre a vida sexual de um dirigente político adversário. E sobre isso vem aqui V. abordar que o alvo pessoal desse javardo tira macacos do nariz. Eu procuro conter-me neste blog, fundamentalmente devido a ter algumas Senhoras como co-bloguistas, mas face ao seu comentário não o consigo fazer: foda-se.

  7. Eu já comentei isto no Blasfémias e nem entendo o fariseísmo.

    Qual é a crise?
    E se o tipo decidir que não colocou apenas um pézinho fora do armário mas está todo solto cá fora e confirmar o que o da viúva contou “à boca pequenina” depois dele ter contado parte à grande?

    Que sim! qual é o azar de frequentar casas de sexo se outros vão às meninas?

    Onde é que está a nojeira?
    Em não ser de água benta e flor de laranjeira mas rabetice desviante e sado-maso?

    É mentira? é verdade?
    Que interessa?
    Se interessa tudo, e eu acho que sim, que interessa tudo por ser figura pública, interessa logo pelo básico. A sexualidade não termina nos genitais e toda a gente sabe que, como dizia o Herman, à Jaquina, Jaquina, el@s são muito retorcidas, muito mázinh@s , muito dad@s a tric@s e paneleirices.

    Isso basta para o julgamento acerca da oportunidade de votar em pessoas assim.

    Se não interessa, então quanto mais grotesco, mais borderline, mais depravado, mais progressista, mais moderno, mais verdadeiro, mais relativista e mais votos dá, porque a rabetice tornou-se sagrada e tudo o que sai da norma é “mais normal”, logo mais respeitável.

    1. Ok Zazie eu nem sequer elaboro sobre vícios privados de cada um. Torço o nariz às públicas virtudes. São mesmo essas que me irritam. Quanto ao resto “vive e deixa viver”, desde que respeitem o livre-arbítrio alheio socialmente ancorado.

      1. Sim,

        Mas, o que me intriga é o motivo pelo qual consideraram que o que aquela besta de avental disse ser mentira.
        Por que motivo só podia ser mentira e uma calúnia?
        E é nojo pela prática em sim ou por se saber mais detalhes do tipo de sexualidade que o próprio veio contar para os media?

        1. Eu não abordei nem abordarei o conteúdo do que é aludido pelo deputado. Ou seja, não discuto a hipotética actividade sexual do eurodeputado. Nem quero que a propósito de um texto meu isso se torne assunto publicado nos comentários desse texto (E por isso cortei um comentário seu, subsequente). – não me interessa se é “mentira” ou “calúnia”. Não me é assunto. O meu assunto é que um deputado da República (e antigo governante e autor de uma importante lei que estipula limites à expressão pública) se permite apelar ao espancamento armado de opositores políticos e fazer insinuações sobre a vida sexual de outros políticos e isso ser aceite pelas estruturas do seu poder, por fazedores de opinião e por apoiantes do seu partido. Isso é que me enoja, O resto é cada um por si (desde que, insisto, se respeite o livre-arbítrio alheio socialmente ancorado).

          1. Isso de acordo.
            O tipo que promoveu a censura usar as redes sociais para fazer pior, é um nojo, sim.

            Mas não confundir com calúnia.
            Ou bem que é verdade e sabe ou bem que é mentira. O modo como desdisse ainda é mais cínico.
            A questão em si é sim, tão pertinente quanto foi pertinente o próprio Paulo Rangel ter dito publicamente em vez de esconder. Porque agora anda a “concurso” que pode levar a querer ser PM. E essas coisas contam.
            Pelos motivos que o Arroja aflorou, mesmo que seja apenas vingança pela bruta cretinice e “paneleirice de despeitado” que lhe fez.
            10 milhões para limpar a honra a quem nem passa recibo pelos milhões ganhos em tribunal, é fraca honra.

            Já não temos Sá Carneiro com o escândalo da amante nórdica.
            Bons tempos que acabaram- literalmente em todos os sentidos.
            Portugal podia ter sido diferente com Sá Carneiro.
            Assim ou tem corruptos e vigaristas a sacarem no poleiro ou coisinhas alternativas ou de alterne que nem se sabe a diferença

          2. Vamos la a ver- o que o JPT abordou no post é isso que disse. Correcto. O julgamento incide nessa contradição que é porca.

            Agora vamos a pensar politicamente no efeito da questão.
            Para a opinião pública, o facto da lei da rolha e do Magalhães é perfeitamente secundário (é um detalhe que muita gente não sabe e outra pode achar falta de educação a boca) mas não tem a menor comparação com efeito político sobre o Paulo Rangel.

            Em 3 tempos viu-se um video antigo (mas que passou por ser recente) com ele a cair de bêbado em Bruxelas. Depois outro a tirar macacos do nariz e a comê-los. E agora insinuações em capa de revista que é rabeta. E ele torna-se candidato a líder do PSD e confirma que toda a santa vida foi rabeta só não contava por causa da mãezinha (do paizinho ficámos sem saber).

            A seguir um outro aproveita a deixa para fazer política baixa (mas toda a política se tornou baixezs, pelo que nem se nota a diferença).
            E conta mais- conta que a rabetice lhe dava para frequentar casas de body-sapnk em Bruxelas onde leva no lombo para ter prazer sexual.
            Isto já deu um sketsh pythoniano- spank, spank, spank. E ninguém é estúpido para fazer leitura literal que o outro estava a recomendar para toda a gente o espancar na net.

            O efeito é tramado, pois.
            Não tenha a menor dúvida.
            E é pelo lado que não pretendeu ler. Mas é.

            (You must spank her well, and after you are done with her, you may deal with her as you like… and then… spank me.

            All : And me. And me too. And me.

            Dingo : Yes. Yes, you must give us all a good spanking.)

  8. O único detalhe a avaliar ao javardo de avental e ao jarvardinho a quatro, é se iam juntos e lhes passavam recibos e declaravam às finanças.

    1. O putativo novo lider do PSD Rangel assumido e a desfilar na Marcha do Orgulho será no mínimo um novo respirar da sexualidade portuguesa.

  9. Como um comentador já referiu o “discurso sobre um filho da puta” do Alberto Pimenta (que ando a reler) assenta que nem uma luva sobre o sr. (?) em questão.
    Se os líderes do PS permaneceram sempre ao lado de P.P. quando este era suspeito de certas práticas (de nível completamente diferente das que agora J. Magalhães insinuou sobre P.R. já que envolviam menores desprotegidos), entre eles o actual presidente da AR e o actual primeiro-ministro (tendo mesmo sido apanhados numa eloquente conversa telefónica) pensa que dali (PS) viria agora alguma decência? Ainda por cima por um adversário político? Reveja a “série” dos comentários (na TV, redes sociais) sobre os miúdos da Casa Pia, de comentadores PS e de comentadores não-PS para sentir o conceito de javardice na sua plenitude. Eu fiquei completamente esclarecida.
    Catarina Silva

    1. Não tenho expectativas sobre o PS. Mas isto é tão mau que se poderia esperar algo melhor do que o consentimento mudo da pertinência destas declarações de um deputado.

    2. Essa foi a maior treta arranjada pelo MP para lixar o PS e arredores.
      Não se safava ninguém até o PR foi “acarinhado”.
      São coisas que o “império tece” concretamente para fins específicos.

  10. Caro Senhor
    O dito Magalhães tem um percurso que dispensa de ser chamado de Javardo ou qualquer adjectivo:
    _ Jovem comunista desde tenra idade, deputado pcp aos 30, descobre, por acaso, em 1990 que a bondage sado masoquista dos comunistas não lhe iria trazer proveitos, e passou a vender-se a quem lhe desse mais.
    Passou da bondage para a prostituição, lambendo o falo, autoritário ou não, do patrão, seja ela sócrates, costa, ou outro qualquer acabado em ..ão ( só para rimar).
    No alentejo chamam-se javardo a uns animais nobres, apesar de destruirem muitas culturas, a quem se faz batidas de controlo, mas se respeita.
    O j magalhães é apenas uma ..ta (só para rimar)

    Melhores cumprimentos

    Vasco Silveira

    1. É-me indiferente o longínquo passado político do indivíduo. Sei que há décadas é socialista e maçónico, que foi membro do governo e é deputado. E que propõe que se espanquem cidadãos por razões políticas. Deveria ser suficiente. Mas não é.

  11. O cunhado de um amigo meu morreu há uns anos com o mais extenso catálogo de doenças que a medicina terá alguma registado num único organismo.
    Entre uma imensa lista de padecimentos detinha à época a maior longevidade na condição de insuficiente renal com hemodiálise, o que acumulava com um exuberante alcoolismo. Apesar de tanta mazela era uma pessoa muito bem disposta e tinha sempre seis novas anedotas para trocar com o cunhado, este meu amigo.
    Quando os médicos entenderam que já não tinham pano para mais remendos, chamaram a família.
    Depois de trocadas três ou quatro novas anedotas, algumas aprendidas nos corredores do hospital, o doente fez questão de elencar todos os seus padecimentos. Por não ter dedos suficientes para contar tanto problema, e tendo chegado ao décimo, o cunhado abriu as mãos para o acudir. Toda esta manobra foi entrecortada por convictas gargalhadas daqueles dois.
    Depois de ter ouvido todo o relatório com atenção, disse ao doente:
    – Olha que se não te esqueceste de nada… tens uma bela memória.
    – Ah! Esqueci-me de um joanete que anda a dar cabo de mim!
    Uns minutos mais tarde, logo que a respiração o permitiu, este meu amigo acrescentou:
    – Pelo menos, não tens caspa!

    O Dr. Magalhães com os seus maus exemplos e más práticas fez-me lembrar esta história. Mas ele, até caspa deve ter.

    1. Não sei se padece dessa irritação. Mas que apela a que se espanquem os adversários políticos isso li. Como também ouvi e li o silÊncio dos pares.

      1. Pois, temos que ver quem espanca com a lei da rolha e corte com o lápis da censura comentários que não são do agrado de quem post iga. Do agrado ou de não crível resposta.

        1. Anónimo, ainda que não tendo a certeza de ter percebido o conteúdo do seu comentário, respondo-lhe assumindo o que dele retirei: como já aqui referi ene vezes, por definição num blog não há censura. Não é um órgão de comunicação social, é um espaço conversacional privado, obedece a outras regras e pressupostos éticos. Cada um aceita os comentários que lhe apetece aceitar. E quem quer escrever as opiniões (concordantes, discordantes, alheias, neutras, seja o que for) abra um blog ou espaço similar.

          1. Já percebi, então quem comentar ‘gosto muito do seu programa’ passa, quem comentar ‘isso não é bem assim’ é avaliado para haver sempre resposta ‘por cima’, doutra forma corta!.
            Sim senhor, a Lei da rolha do Magalhães, p.ex., não entra nesta ‘abra um blog ou espaço similar’, quer dizer ‘vá reclamar ao marreco’ diria o javardo.
            E quanto a faks news?
            Prontus. E viva os blogs e quem os apoiar.

  12. Eles querem, podem e mandam.
    PS trata bem os seus. Lealdade custa. Ou fidelidade, como queiram.
    Saudades do Carlos Candal.

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