“Jornalismo travestido?”


Cristina Almeida,

Estou um pouco lenta, só agora percebi. Vou já cancelar tudo o que marquei para sexta à noite, comprar umas pipocas, fazer um xi-xi e sentar-me no sofá. Não me telefonem nem incomodem a partir das 20:00. Fica já marcado, encontramo-nos aqui por volta das 21:30. Sexta-feira.

19 comentários em ““Jornalismo travestido?””

  1. Faz bem, Cristina, porque depois das eleições parece-me que Sócrates vai ilegalizar os travestis. E a seguir, os jornalistas. Por isso, é aproveitar, minha gente!

  2. Deve andar mesmo “lenta” para nunca ter percebido a palhaçada que é a informação da TVI ás sextas-feiras!
    Aquilo não é jornalismo, é lama atirada em prime time e enoja quem tem da informação uma imagem bem diferente.

  3. “Estou um pouco lenta, só agora percebi.”

    eu ainda mais, porque só ao lê-la, é que apanhei a ideia…

    tambem não vou perder o jornal de sexta-feira!

  4. Confesso que me fartei de rir com o argumento de Manuela Moura Guedes, indignada por Sócrates ter caluniado o jornal mais visto da televisão portuguesa. Desde quando é que isso é sinónimo de qualidade? A TVI também é o canal com mais audiências, mas a programação é do mais baixo nível.
    Convenhamos que aquilo não é mesmo jornalismo. Ou melhor… jornalismo poderá ser. Mas de qualidade?
    Curioso, o renovar de ameaças a Sócrates, na sequência das que já tinham sido feitas pelo marido. Elucidativo quanto aos propósitos jornalísticos da TVI.

    1. Discordo de ti, Carlos. Achas que, perante os factos, os jornalistas da TVI deveriam ter dito: “desculpe, senhor investigador britânico, mas não lhe admito esse dvd, que põe me causa o nosso primeiro-ministro”? Fizeram a única coisa que os jornalistas devem fazer, a meu ver: investigar e divulgar o resultado das suas investigações.

          1. Como já escrevi aqui no Delito, a última coisa que desejo é ter o PM do meu país sob suspeiata de ser corrupto, durante meses ou anos.
            Claro que nunca perdemos nada em saber mais e por isso mesmo é que recupero as palavras do Manuel Pina na NM de domingo:
            “ao fim de 40 anos de jornais, sabendo como se fazem e quem os faz, é difícil não ser céptico em relação a jornais.”…
            Eu também estou quase a fazer 40 anos de jornais e não foi por acaso que escolhi ser “free lancer”.

  5. Tem piada, faz-me lembrar os meus tempos de escolinha em que de vez em quando íamos ao circo ver os palhaços e as palhaçadas.
    Agora o circo mudou-se, é na sexta-a-noite na “sua tvi” .

    1. Para mim que sou uma vulgar telespectadora o jornal das sextas-feiras da tvi não passa de uma caricatura tendenciosa e obsessiva com propósitos “justiceiros” segundo as convicções intimas da criatura que o apresenta. e não é de agora a propósito do caso friport , é desde que aquele formato foi criado com a criatura a opinar cheia de interjeições com um ar grotesco que o mínimo bom gosto e o bom senso aconselhariam a retirar do écran. Eu, que não perco uma crónica ou um livro do VPV , tentei ver aquilo de novo por consideração a ele. Tive de desistir para poder continuar a lê-lo.

  6. O que tu tens andado a perder, cristina! Eu já sou fã há muito tempo. As coisas que se passam naquele jornal, não se passam em mais nenhum. E não estou a falar das peças. Vê e depois dá a tuas opinião. Voltarei aqui na sexta-feira, às 21h30.

  7. Combinado, Cristina.

    E quem é que se importa com a qualidade do «Jornal Nacional» da TVI ou a falta dela? Não temos todos cabecinha para pensar e discernimento para optar?

  8. Atendendo ás audiências, não faltam telespectadores/as!
    Sou uma delas. É a novela mais interessante de todas!
    Vou vendo e ouvindo a sucessão de notícias como quem vê um programa de humor!
    Uma vezes temos humor de gargalhada e, outras vezes, humor bem negro!
    É o “jornalismo” na sua forma mais agressiva e sem fronteiras entre o sério e o especulativo!

  9. Cristina, a sua observação e consequente marcação para sexta-feira às 20;00 parece-me uma ideia extremamente pertinente. Caminhamos, aparentemente, para a Socrateslândia, em que alguém que se oponha ao brilhantismo do primeiro-ministro é imediatamente processado por difamação. Caso discorde, ouve repetidamente aquela frase de que já todos estamos fartos: “como diz uma juiz norte-americano, a liberdade para dar um murro acaba no nariz…” (By Eng.º Pinto de Sousa). Vivemos num pais em que a inércia política exalta qualquer comum mortal. Não é normal que nos resignemos ao que nos é impingido por alguns agentes da comunicação social (que querem agradar esse grande homem que dá pelo nome de José Sócrates). Tenhamos noção! Mais, percebam que a nossa apatia perante esta ‘grande porca’ é um ‘yes sir’ aos indivíduos que governam o país de forma desgovernada. Tudo isto tem uma irremediável consequência: aos olhos da Europa parecemos uns incompetentes ‘sem vontades’, que digerimos tudo o que nos é impingido. Até certo ponto, concordo que a TVI não constitui uma ferramenta de valor acrescido, mas, por outro lado, é visivelmente independente, objectiva. O filme é verdade, não foi a TVI que recrutou o Charles Smith como protagonista de uma mini novela cujo objecto é o Anti-Sócratismo. Mais grave é o facto, independentemente de os relatos do filme serem verdade ou não, de haver um cidadão qualquer de outro país europeu, que diz vezes sem conta que o primeiro-ministro português é corrupto. Cristina, parabéns pela sugestão mas tenha cuidado, pode eventualmente ser processada por sugerir programas difamatórios… Claro está, que esta é a minha modesta opinião; não querendo não querendo ferir susceptibilidades.

  10. Concordo, nem sequer pensava nisso, mas agora, tenho lugar cativo para a sessão de logo à noite. Lá estarei … e promete!
    Sem pipocas, mas no sofá!
    Surgiu-me assim de repente, esta ideia: se o nosso Primeiro não estará feito com os senhores da TVI, simulando uma zanga e respectivos processos, para passarmos depois a ver para a semana:
    TVI lidera shares de audiência na passada sexta-feira!
    E esta, hein?

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