![1176655-61842b8e-01ad-4cff-b0c1-6109c591bc47[1].jp 1176655-61842b8e-01ad-4cff-b0c1-6109c591bc47[1].jp](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2018/21262054_bhWca.jpeg)
Ontem, como de costume, em quase todos os canais “informativos” portugueses só havia bola. Com “notícias” como esta: «Benfica supera a crise goleando o Feirense.»
Deslizei para os raros recantos onde ainda não chegara o futebol – que entre nós é considerado sinónimo de desporto, vá lá entender-se por quê.
Num desses poisos alternativos, logo na frase de abertura, evocava-se o agora falecido presidente norte-americano George Herbert Walker Bush dizendo logo na frase de abertura que tinha “liderado durante oito anos” o poder em Washington: bastaria uma rápida consulta à Wikipédia para perceber que Bush pai esteve apenas quatro anos na Casa Branca, entre 1989 e 1993.
Mas este “jornalismo” que nos entra em casa não peca apenas pela falta de memória: peca também por excesso de activismo político. Noutro canal, a propósito dos distúrbios em Paris, provocados por extremistas de vários matizes, Fulano aludia à Revolução Francesa, Beltrano invocava o espírito da “revolução de 1848” e Sicrano dava por praticamente consumada a demissão de Emmanuel Macron, por pressão “do povo que se revolta nas ruas”. Todos contactados por telefone, todos arengando contra a democracia representativa, todos fazendo tábua rasa da genuína vontade popular expressa no voto. Agit-prop em directo e ao vivo.
Voltei a zapar, de comando na mão. Despedindo-me dos cúmplices morais da anarquia parisiense, regressei ao reino da bola. Mal por mal, antes a crise do Benfica, “superada” pela vitória caseira contra o Feirense.

Bem apontado mas não aprendem.
Analfabetos funcionais rotinados na exposição pacóvia e na ignorância mórbida.
Ou fazem de conta que são burros?
Caro Pedro Correia, talvez não seja sensato, deculpar-me-á, referir-se aos outros que arengam, palavra sua, contra a democracia representativa. Também não faz por menos chamar cúmplices morais aos responsáveis pela anarquia parisiense. Refere-se ainda aos jornalistas? A Le Pen? À estrema esquerda ? A agit-prop de que fala também morou no Comércio do Funchal e no Público que estavam perto da defesa militante da democracia directa. Ora o Pedro orgulha-se muito justamente de ser co-fundador do Público. O Pedro, na sua juventude não foi contemporâneo activo da Revolução de Abril? Se estiver enganado, diga-me que lhe pedirei desculpa. Se não estiver, diga-me onde e quando fez a sua autocrítica. O Pedro, quer queira quer não, ainda é hoje um agitador – de consciências. E isso não é mau. Um abraço.
Democracia Representativa?
Estava no programa eleitoral de Macron?
Estava sim. Estava no programa eleitoral que o imposto sobre o gasóleo deveria ser colocado igual ao sobre a gasolina. E foi a colocação em prática dessa intenção que desencadeou o protesto.
É impressionante o silêncio sepulcral sobre a ida a leilão da Fallen Madonna with the big boobies.
Incompreensível.
Inaceitável.
Anda distraído.
O DN noticiou (com foto e tudo) o facto e falou numa pequena fortuna que foi desembolsada pelo novo proprietário.
Importante notícia, todo o imaginário de uma geração que nunca conseguiu ver o quadro que chegou às mãos de René.
a genuína vontade popular expressa no voto
Macron foi eleito com 26% dos votos na primeira volta (salvo erro).
A En Marche também teve bem menos de metade dos votos, embora tenha abocanhado 2/3 dos deputados.