
Vi na televisão que Lisboa está apinhada de jovens visitantes, peregrinos destas Jornadas Mundiais católicas, idos de imensos sítios (estes da fotografia estavam há dias em Murça). Um amigo avisa-me que só nos nossos Olivais estão 4500 polacos…!
Isto é irritante! Pois são jovens, clamam uma identidade – não só juvenil como católica. E disso muitos deles serão activistas. Mas assim à primeira vista esta gigantesca mole, chegada de tanto lado, não está composta por escarafunchados, visceralmente tatuados, contestatários desarvorados, “activistas” indignadíssimos, cultuando ideologias adolescentes. Na sua imensa heterogeneidade é malta normal. Assim insuportável, cansativa, engraçada, interessante, interessada, mariola, sei lá que mais… E, mais do que tudo, imensa!
Talvez seja de reter isso. É imensa, esta moda (usualmente dita média). Muito maior, muito mais sociologicamente significante do que os barulhentos mas tão menores grupos folclóricos radicais “marginais”. Que seguem carregados de ademanes, cobertos de inscrições “identitárias” e reinvidicações estapafúrdias -, esses bandos de tardo-adolescentes, aos quais a imprensa e funcionários públicos académicos seguem com tanto desvelo, apregoando-lhes um relevo. Dificilmente comparável, diga-se, com o desta malta…
Ainda bem que é Agosto, os “intelectuais” foram-se de Lisboa, a banhos. E assim não têm de conviver com a sua irrelevância. Tão irritante…

Os bandos com quem não nos identificamos são sempre irritantes, aos outros perdoamos as faltas próprias da juventude.
Tribalismos
Não tentes meter tudo no mesmo saco.
As diferenças não são meramente subjectivas.
Esta de não ser uma Jornada Mundial da Juventude e para ser Jornadas Mundiais católicas, não vale mais de 30 paus.
Também vale 30 paus a dos “intelectuais” não quererem aproveitar a rapaziada certinha. Quem é que não quer.
Bravo, meu caro! E não têm de se confrontar com a realidade, que teima em desdizer-lhes a pseudo-ciência que apregoam.
A dimensão da massa humana, mostra como é desequilibrado o peso mediático dos radicais, que reagem com irritação pela constatação da sua incapacidade em dinamizar um ajuntamento comparável.
É, como diz o comentador anterior, um tribalismo acéfalo.
Que alegria é ver a cidade cheia de jovens em folia e boa disposição em contra ponto com as tipicas “trombas” portuguesas. Ainda bem que não tirei férias nesta altura, ainda bem que venho trabalhar para o escritório e sinto esta magia no ar, ainda bem que sou família de acolhimento e ajudo num evento desta dimensão.
O melhor de tudo é que vejo que a juventude não é só aquela das causas “fraturantes”, do ambientalismo insípido, da “equidade” à custa do Estado. Há ainda uma juventude da alegria, da fraternidade e do convívio “ao vivo e a cores”.
Obrigado JMJ
Tão isto! Lisboa está linda! Cheia de jovens ,alegres,de todo o Mundo! Hoje, até me vieram as lágrimas aos olhos! Sejam bem vindos!💚
“Isto é irritante! Pois são jovens, clamam uma identidade – não só juvenil como católica. E disso muitos deles serão activistas. Mas assim à primeira vista esta gigantesca mole, chegada de tanto lado, não está composta por escarafunchados, visceralmente tatuados, contestatários desarvorados, “activistas” indignadíssimos, cultuando ideologias adolescentes. Na sua imensa heterogeneidade é malta normal.” ———– Ora aí está uma interessante diferença.
Profissionais da desordem.
“Um grupo de jovens peregrinos, que participam na Jornada Mundial da Juventude, que hoje arrancou em Lisboa, foram filmados a forçarem a entrada no Metropolitano de Lisboa.
As imagens do momento, divulgadas no Twitter, mostram um grupo de dezenas de jovens, muitos com as t-shirts e lenços da JMJ a forçarem a passagem através dos torniquetes da estação de Metro onde se encontravam, sem validarem qualquer título de transporte, ou usarem a nova modalidade que permite o uso de cartão bancário com contactless diretamente no validador.”
Deportação desta escumalha já!