
Nada tenho ligado a estes excêntricos Jogos Olímpicos, nem sabia a data da sua inauguração. Não há dúvida, longe me vão os tempos do fervor de Montreal e Los Angeles. Agora mesmo à simpática notícia da medalha de bronze apenas me ocorreu um nada mórbido “quantas mais olimpíadas viverei?” – e também revivi o sarcasmo de bloguista que já se me assomara no recente Mundial de judo num “este Fonseca, mais o Évora e a Mamona [que nariz!, que nariz!] serviriam para um postalito sobre académicos de ademanes, o dr. Ba e aquela deputada algo esquecida”, tivesse eu paciência neste Verão.
Enfim, o relevante que tenho entrevisto nos cabeçalhos sobre estes JO nem tem sido sobre resultados. Pois parece que neste mundinho ignaro de ecran shopping e de locutores de “boas causas” anda tudo centrado em que há levantadoras de peso ex-homens, e até atletas homossexuais, imagine-se a novidade, como se a telenovela global não tivesse aquele decatlonista de Montreal que entretanto se amputou em mulher. E, já para nem falar de outras coisas, não tivessemos crescido com todos aqueles patinadores e todas as tanques de Leste. E, surpresa das surpresas, consta que há atletas que padecem, coitadinhos deles, de distúrbios, segundo dizem os espectadores, solidários e até chorosos…
E lembro-me do meu campeão favorito, o grande Mamede, esse que tinha a grandeza do falhanço. Raios partam estes patetinhas, os da imprensa e os que a consomem. Burguesotes e ignorantes, a descobrirem a paróquia todos os dias, como se não tivesse havido ontem.

O Greg Louganis não se assumiu (“assumiu”) mas tenho ideia dele ser reconhecida e abertamente gay. Participou nuns JO (88?) diagnosticado com hiv, o que foi um escândalo.
Nao segui a polémica sobre a polémica da Biles, limito-me a ver as provas, mas a ginástica feminina é um mundo à parte. Aquilo é uma brutalidade, desde os treinos em si, até a treinadores, passando por alguns papás. Perdão, progenitores e progenitoras. Já tive um cheirinho de um treinador que veio de um país com uma mentalidade mais, competitiva.
Sim, o Louganis é um desses casos mais célebres. Mas bem antes do que me mais me lembro é do grande patinador John Curry, anunciando-se homossexual aquando dos JOs de 1976. Quanto às questões da ginástica – que muito por isso devia, tal como alguns outros desportos, ser vedada a menores como desporto olímpico – é assunto antiquérrimo. É claro que uma grande campeã a quebrar num momento olímpico mas esta vaga de notícias, a “atenção sobre a saúde mental” como se se tivesse descoberto a pólvora, é mesmo uma patetice.
Para já, gostei do bronze de Jorge Fonseca. E gostei da atitude do atleta. Não ligo grandemente a jogos olímpicos, nem a teatros que nele se passam, mesmo sendo peças genuínas que a comunicação social amplia e exagera quanto pode não sei bem com que objectivo mas deve haver.
Também eu gostei. E espero que venha a conseguir a entrar na polícia, como é seu grande desejo.
E o trabalho que eu vou ter para convencer os infelizes que têm de me aturar que não fui, o JPT, a escrever isto? Tantas vezes eu os tenho lembrado (coitados) do Mamede, e de que Herói ele seria nestes tempos em que o mais rotundo fracasso (medido objectivamente) se converte em épica vitória (medida nas redes sociais e respectivos papagaios) se se tiver jeito para a lamúria, a confissão chorosa e/ou a acusação iracunda.
Fernando Mamede: o alentejano mais rápido de sempre. O seu recorde do mundo dos 10.000 metros foi extraordinário e Mamede, quase quarenta anos depois, continua a ser o sexto europeu nos rankings dessa prova. Se ele tivesse tido o acompanhamento psicológico de que os atletas de alta competição dispõem agora, teria dominado a disciplina com as qualidades físicas que possuía.
Estes jogos vieram reforçar o fim da mulher – agora palavra quasi proibida nos governos progressistas – tal como pai e mãe.
https://twitter.com/scotgov/status/14200 51357495664648
Scottish Government
Over 55,000 pregnant people in England & Scotland have had the #coronavirus vaccine.
Os JO foram há muito colonizados para a demonstração da supremacia preta — e há muito que não têm interesse nenhum. Coisas de músculos afinal interessam pouco. O problema é que querem fazer o mesmo com as universidades — para o mundo acabar numa única grande favela.
O michael phelps discorda.
Há sempre o tiro e o ténis de mesa
Ó V. tem com cada ideia.
Quantos países africanos, com excepção dos quenianos e etíopes no atletismo de fundo, conseguem ganhar medalhas ?
Então deveria de haver uns Jogos só para brancos? Os chineses e os japoneses podiam entrar?
A pergunta está torta. A pergunta certa é quantos países europeus não têm africanos a roubar medalhas aos seus países de origem.
De resto estou-me a borrifar. Até podia não haver jogos nenhuns ou morrerem todos quero lá saber.
Demonstração da supremacia preta?
Então, antes do há muito, porque é que havia supremacia branca?
Claro que nos países africanos não havia autorização para os pretos praticar desporto, quem praticava desporto eram os brancos e nos outros países praticamente só a partir dos JO de Roma é que os pretos começaram a “entrar” no desporto ex. basquetebol nos EUA, o resto os pretos era gente para trabalhar qual desporto qual quê.
E quanto as músculos interessar pouco, no desporto até no xadrez é preciso ter músculos.
porque é que havia supremacia branca?
Não havia supremacia nenhuma. As coisas eram praticadas por quem as inventou. Depois vieram os intrusos a querer mudar as regras e a usurpar aquilo que nunca tiveram miolos para inventar como se fosse deles por direito natural. Não há direitos naturais nenhuns. A condição natural do homem é a indigência.
A verdade é que dos outros mundos, não há praticamente nada que valha a pena ser vivido. Ou não estariam todos a tentar fugir para cá e a colonizar isto à força de argumentos mentirosos que as esquerdas defendem — sem saber que estão a trabalhar para a sua própria extinção.
O Mamede era o anti herói, um personagem realista, ambíguo, mais das vezes motivado ou vergastado pela rivalidade!!
E como já não há paciência, para os Ba e as hidras do ressentimento, a coisa queda-se assim. Ganha o rancor totalitário das novas religiões por falta de comparência dos que querem viver a vida como viviam os seus antecessores e saber com o que contar amanhã. Já não têm paciência, já não têm cu para arremeter contra estes profetas fandangueiros!!