
Há um livro de Michael Moore, Dude, Where’s my Country?, publicado em 2003, que constitui uma sátira feroz à presidência de George W. Bush. Há uma cena em que ele se imagina no futuro, a ser interrogado pela sua bisneta, ironicamente denominada Ann Coulter Moore, que lhe pergunta como foi possível terem deixado acabar o petróleo no mundo. O bisavô Moore responde que tal resultou de uma política enérgica errada dos EUA, mas que não se lembrava se a mesma tinha sido tomada no mandato do segundo ou do terceiro Bush, estando, porém, seguro que já não tinha sido no tempo do quarto Bush. Conclui dizendo: “O culpado foi um desses Bush que nós estávamos sempre a eleger”.
Há muito que na América se sabe que o candidato mais forte da dinastia Bush é Jeb Bush, que já tinha voluntariamente recuado em 2000 para permitir ao seu irmão George Walker assumir a presidência. O desastre que foi o mandato deste levou-o a guardar-se para o futuro, pois percebeu que não tinha quaisquer condições de suceder directamente ao irmão. Em 2008, desde o seu primeiro discurso no Iowa, que se percebeu que Obama seria imbatível nas eleições. Mas a presidência de Obama está a acabar e Jeb Bush assume assim finalmente a candidatura que todos na América esperavam.
Obama foi indiscutivelmente um bom presidente, mas tem um grande calcanhar de Aquiles na política externa. No seu mandato apostou no isolacionismo americano, o que o levou a perder completamente o controlo sobre o mundo árabe, tendo hoje o Estado Islâmico a ocupar um grande território no médio oriente. Para além disso, assistiu pacificamente à ascensão da Rússia como potência regional, que assumiu uma vocação expansionista que não tinha desde os tempos da guerra fria.
Curiosamente, a Obama pretende suceder Hillary Clinton, que não é uma candidata muito apreciada pelos americanos. Teve um papel muito controverso como primeira dama, não fez nada de relevo como senadora de New York e não conseguiu bater Obama nas primárias de 2008. Foi depois por este recompensada com o cargo de Secretária de Estado, mas não se se desembaraçou bem do cargo, já que, como se referiu, foi na política externa que Obama foi mais fraco. Não por acaso, abandonou o cargo no segundo mandato de Obama, para se resguardar para as presidenciais.
Tudo indica que iremos assim assistir a um segundo duelo Clinton-Bush. Mas, ao contrário do que aconteceu com Bill Clinton e George Bush pai, desta vez não me parece que Hillary Clinton tenha qualquer hipótese de bater Jeb Bush. Depois de ver esta campanha, fiquei seguro de que é este o próximo Presidente dos Estados Unidos.

Vou resumir em poucas palavras o que vossa Exa quis dizer nesse poema extenso..os Bush são uns incultos rednecks, eleitos pela mesma seita. O que demonstra a quantidade de retardados existentes nessa fraude de País. O Obama foi a escolha certa no momento certo. Não deixa de ser uma campanha publicitária à Americana ” yes we can”
Peço desculpa, mas ou este post está percorrido por uma ironia fina que se me escapa, ou encontrei o post mais errado do dia.
Quando escreve:
“Obama foi indiscutivelmente um bom presidente,”. Não, é até bastante discutivel que tenha sido, embora bastante limitado pela oposição republicana, que tem a maioria no congresso e no senado.
“No seu mandato apostou no isolacionismo americano, o que o levou a perder completamente o controlo sobre o mundo árabe, tendo hoje o Estado Islâmico a ocupar um grande território no médio oriente. Para além disso, assistiu pacificamente à ascensão da Rússia como potência regional, que assumiu uma vocação expansionista que não tinha desde os tempos da guerra fria.”
Sim, foi o isolacionismo americano, e não o facto de George Bush ter iniciado uma guerra na região que se arrastou por 10 anos e destabilizou a região por completo. Obama é tão isolacionista que:
1) Conseguiu retomar negociações com o Irão.
2) anunciou o retomar de relações com Cuba , rompendo com uma polica de 50 anos
3) Intervenção na Libia (é aqui que se menciona BENGHAZI!BENGHAZI! ?)
4) Sanções economicas extensas contra a Russia, mesmo contra a vontade de aliados (Alemanha e Reino Unido) .
“fiquei seguro de que é este o próximo Presidente dos Estados Unidos.” é duvidoso que JEB ganhe a nomeação republicana , na ultima sondagem que pode ser consultada em:
http://monmouth.edu/assets/0/32212254770/3 2212254991/32212254992/32212254994/32212 254995/30064771087/1c2a9e72-6933-46c4-9d 68-87d264821039.pdf
Bush (Ou JEB! ou !JEB!, um candidato tão confiante no seu nome de familia que o apagou do slogan da sua campanha) aparece em 4º lugar, com uns impressionantes 9% da preferência de voto dos republicanos.
BUSH até pode ser o candidato preferido do “aparelho partidário” republicano, mas a sua nomeação como candidato republicano é dubia, quanto mais a sua eleição como presidente.
PS: valores de uma sondagem de Abril: 016/president/us/general_election_bush_v s_clinton-3827.html
http://www.realclearpolitics.com/epolls/2
uma media de 5% de diferença entre Jeb e Hillary, que num ambiente tão dividido como o leitorado americano é como se fosse 25%
PS2: uma sondagem da FOX NEWS tem Bush e Hillary empatados! Quando um republicano não consegue ganhar conclusivamente uma sondagem da fox news, alguma coisa está muito errada.
Não é certo que Jeb Bush sobreviva às primárias, quanto mais vença Hillary que em todas as sondagens vence qualquer dos Republicanos.
Curiosa análise , que deixa de fora um território periférico cujo nome é China…
E quanto ao “compère” revisteiro da Casa Branca que afundou os estados por enquanto unidos : não é o tipo que está em causa, mas sim o “lobby”, “think tank” ou associação recreativa que congeminou a sua eleição.
A esses iluminados escapou-se-lhes um pormenor sem qualquer importância : em Moscovo e em Pequim há sempre, mas sempre , um Czar e um Imperador, respectivamente – e tanto faz serem designados por Secretário Geral, Presidente, Paizinho dos Povos, Grande Irmão ou Zé dos Anzóis.
E as consequências estão à vista do respeitável público…
EUA, um país erigido através do maior, do mais cruel e do mais desprezado genocídio da triste história da humanidade, assente num ininterrupto estado de guerra. Num país em modo contínuo de ditadura militar corporativista, que se arvora em líder da virtude e transparência politica, mas que é exatamente o oposto e onde os direitos humanos vogam ao sabor da cor da pele, do dinheiro que se possui e do interesse de estado, as eleições para a presidência não passam de uma farsa carnavalesca para mentecaptos, onde o que menos importa é quem é eleito presidente, pois que, quer seja republicano, quer seja democrata, o vencedor não irá passar do mesmo testa de ferro do regime permanente. As “famílias” que controlam este país conseguiram a forma perfeita de perpetuar um regime corporativista totalitário, revestindo-o com máscaras grotescas de democracia e liberdade, que estão constantemente a cair, revelando a verdadeira face tenebrosa da mais genuína barbárie.
Porque diz que o Obama foi indiscutivelmente um bom presidente?
É uma frase que se tem de colocar…
Obama é essencialmente um Presidente fora da lei. E o pior desde Nixon.
– Entrega de armas aos carteís mexicanos que acabaram matando nos EUA. Imagine-se se fosse com Bush. ics/2014/12/16/obama-presidential-memora nda-executive-orders/20191805/
– Imigração sem controlo violando a lei americana. – Neste particular aliado à família Bush-
– Usa o IRS para intimidar os adversários.
– Ataca as instituições da Republica. Como o Supremo Tribunal.
– Entra em Guerras sem o apoio do Congresso.
– Usa drones com uma frequência que não saíria dos telejornais caso o Presidente fosse Republicano. Como os jornalistas são os maiores censores obviamente esconde-se.
– Usa sem pudor o apartheid construído pela esquerda americana para ganhar eleições. Nunca as tensões raciais foram tão pronunciadas nos últimos 20 anos. Para servir Obama.
– Entidades do Governo Americano violam a lei mesmo depois de determinado como ilegal pelo tribunal: DHS, TSA etc.
– O executivo Obama é o que tem mais actos Governamentais secretos,
e:
http://www.usatoday.com/story/news/polit
– Uso de emails e formas de comunicação oficial paralelos aos canais próprios. Logo não ficando registados.
-Expandiu o Socialismo Americano tendo o Estado e as Entidades burocráticas cada vez mais poderes.
Admito que sim, que a campanha “Making a Difference” tenha um forte impacto. Na realidade vivemos no mundo do parecer. Repare que os gregos até vão para a reunião do Eurogrupo sem gravata. E também concordo consigo que deve existir um dress code.
Quero com isto dizer que cada um deve vestir-se de acordo com a sua condição. Portanto, entendo que os nossos representantes, assim como os da Grécia, assim como os de Itália, assim como os da França, assim como os da Bélgica assim como os da Finlândia, assim como os de Espanha, assim como os da Irlanda e outros mais deviam apresentar-se vestidos de croquete. Isto é: todos nus com pão ralado no corpo e um palito na boca. Esta vestimenta indica-nos a verdade e a condição que cada um deles representa, isto é, o de serem comidos à mesa de negociações. É isto que os credores pretendem que todos sejamos: croquetes que alimentem seus apetites.
Vamos agora às Américas que também estão na mesma situação face a seus credores.
Obama não se isolou em nada do mundo, e muito menos no mundo do médio-oriente. A guerra que hoje se vive por lá é feita entre o Irão e Arábia Saudita com os seus aliados Israelitas.
Em termos estatísticos deixe-me dizer-lhe que na era Bush a América lançou cerca de 170 misseis cruzeiro sobre aquela região. Na era Obama já se ultrapassou os 300, e nada se resolveu.
O que o médio oriente necessita é de países sólidos e com as fronteiras sólidas, tais como: Iraque, Síria, mas também, lá mais acima, uma Líbia íntegra.
Significa isto que a política americana anterior, assim como a israelita, traduziu-se no desmantelamento de sociedades, acção típica de terroristas, a que a Europa, em particular França e Inglaterra, não foi alheia.
A Rússia foi convidada a despertar não só como potência regional, que o é, como também como potência internacional, que sempre será. E esse convite foi endereçado pela NATO e pela Europa. Já tinha começado com os desafios alemães em torno do dinheiro que os russos tinham no Chipre. E depois quiseram ser mais atrevidos na Ucrânia e na Crimeia.
Adiantando. Sim, Bush pode parecer mais bem posicionado, mas a sua política, caso vença, não trará nada de novo ao mundo. Fará o mesmo que Obama tem feito. Com os S300 a serem instalados no Irão, e os S400 a serem negociados com a China, só poderemos ver uma escalada sem precedentes.
A América já não é o que era, e a era Reagan/Tatcher morreu definitivamente.
https://www.youtube.com/watch?v=h7TbrEwc vM8
https://www.youtube.com/watch?v=yxUnnbZD qAc
Para confirmar o que escrevi, permita anexar esta notícia fresquinha das 23H08m:
http://www.sapo.pt/noticias/russia-deve-d efender-se-se-for-ameacada_55809ea8053c1 b1b19ffe3cb
Repare que Putin não diz se for atacada, mas se for ameaçada. Aquela estória da NATO estar pela zona do Báltico, e se fizer pressões, só significa uma coisa: A Ucrânia, a Estónia e a Letónia vão ser engolidas pelo URSO (símbolo da Rússia). Aliás eles já colocaram várias divisões nas fronteiras com estes três países. Num abrir e fechar de olhos estão lá dentro e certamente que já têm quem colocar a governar esses países.
Venha Bush e/ou Clinton a decisão acertada para a sua política externa terá de ser um acordo com a Rússia, retirando as forças do Báltico, e concertarem o reerguer do médio oriente. Israel vai ter de se contentar em ter um vizinho independente e ajudar esse estado a criar raízes sociais normais. E têm de perder a ambição de enfraquecer o Irão. Israel não é menos perigoso com as armas nucleares na mão que um qualquer outro estado na região.
Serão os americanos básicos a ponto de ser tão fácil adivinhar-lhes as intenções? Ainda me lembro da certeza com que por cá se considerava que o John Kerry ia derrotar o mano mais velho do Jeb.
Talvez no final a Hillary possa dizer: “as notícias sobre a minha derrota eram manifestamente exageradas”.
A coisa com o Tramp na contenda julgo ficar negra para todos os outros republicanos