Janeiro negro: retrato do País em títulos do “Expresso”


Pedro Correia,

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«Governo preparado para manter restrições até à Primavera»

Nos próximos dois meses vão morrer tantas pessoas como nos últimos dez.

 

«Lisboa no limite, Centro e Alentejo mal e Norte a piorar»

Situação de pré-rotura de muitas unidades do Serviço Nacional de Saúde está a agravar-se devido à pandemia.

 

«Hospital de campanha fechado há meses por falta de médicos»

Unidade de contingência, com 58 camas, está no estádio Universitário desde Junho e nunca foi utilizada.

 

«DGS selecciona cancros que não podem ficar por operar»

Documento define prioridades entre doentes com intervenções inadiáveis face ao fecho de blocos operatórios.

 

«Portugal é o quarto país da Europa com as casas mais frias»

Nesta lista, só Bulgária, Lituânia e Chipre estão pior que nós.

 

«Aquecer a casa na vaga de frio: são 36 cêntimos por hora»

Consumo global de electricidade cresce 10% este mês, mas subida do consumo doméstico pode ser ainda maior.

 

«Imigração cai 9% em ano de pandemia»

Em 2019, estrangeiros haviam contribuído para 12% dos nascimentos em Portugal, atingindo um peso inédito na natalidade.

 

«Investimento público foi a grande vítima do défice zero»

Milhões de euros gastos pelo Estado não chegam sequer para compensar o desgaste das infra-estruturas.

 

«PIB pode cair até 7% este trimestre»

Caso as estimativas se confirmem, a economia portuguesa terá encolhido 8,2% no ano passado.

 

«Marcelo volta à rua sob tutela da DGS»

Presidente da República já fez mais de 80 testes à Covid-19.

 

«Assembleia da República reduz trabalhos»

Parlamento volta a realizar apenas dois plenários por semana, mantendo a redução do número de deputados por sessão.

 

25 comentários em “Janeiro negro: retrato do País em títulos do “Expresso””

      1. Acho que se diz Janeiro “de cor”.
        E já agora, porquê Janeiro e não Janeira? O mês pode ser transgénero. Acho, sim acho, redutor assumir que o Janeir@ quer ser masculino.

  1. Bom dia Pedro Correia
    Concordo com o António Maria Lamas, temo que o Pedro Correia esteja a pisar terrenos de “gelo fino”.
    Bom fds. Saúde.
    António Cabral

  2. Coitado do Presidente que já fez mais de 80 testes, espero sinceramente que o teste do dia 24 seja o último em que ele vá meter o nariz.

  3. As casas geladas e o preço exorbitante para as aquecer é culpa de:

    a) covid
    b) inesperada vaga de frio no Inverno
    c) governo do Passos Coelho
    d) grande capital neoliberal
    e) todas as anteriores

  4. Não tenho dúvidas de que em Março andaremos nisto, a grande questão que me assombra é: iremos mascarados para o 25 de Abril?

  5. Toca a fechar tudo! Ontem na Av.da Igreja em Alvalade,grupos frente aos cafés em amena cavaqueira, velhos no quiosque das raspadinhas,e grupos de alunos sem máscara a comer alegremente na rua. Isto presenciei da minha varanda. Palavras para quê? Um familiar enviou fotos de ontem de Londres,quase ninguém nas ruas.

  6. «Imigração cai 9% em ano de pandemia»

    Em 2019, estrangeiros haviam contribuído para 12% dos nascimentos em Portugal, atingindo um peso inédito na natalidade.

    Ainda bem. Embora a este ritmo, daqui a uns anos Portugal já não tem razão de existir, assassinado lentamente. Espero que apanhem os culpados.

  7. Muito bem. A assembleia em layoff simplificado. Espero que a entidade patronal recorra aos apoios conforme decreto.

  8. «Portugal é o quarto país da Europa com as casas mais frias»

    O problema das casas frias está na sua construção. De nada adiantam janelas de vidro duplo, ou aquecimento central, se as paredes não forem convenientemente isoladas. E não estou a falar de placas de esferovite com 4 ou 5 cm de espessura, isso não adianta nada.

    A falta de isolamento adequado implica gastos astronómicos de gás ou electricidade, sem resultados satisfatórios. Há cinco anos, gastei mais gás para aquecer o meu apartamento de Macedo de Cavaleiros, numa semana de Dezembro, do que gasto na Alemanha para aquecer a casa durante dois meses! Mesmo assim, passei frio! Não se compreende que, numa região de neve e gelo, se construam casas de paredes finíssimas, sem material isolante. E não adianta dizer isso aos portugueses, o Horst e eu éramos olhados de lado, sempre que abordávamos os problema, do estilo “cá estão estes vindos da Alemanha armados em bons”.

    A construção das casas ficaria mais cara, sim, mas as famílias poupariam rios de dinheiro no seu aquecimento e passariam Invernos muito mais confortáveis.

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