DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Vidal: «Acabo de ver na televisão Sócrates anunciar, no Qatar: “Viemos para ficar”. Finalmente, uma boa notícia!»

 

Fernando Sousa: «Um Presidente dito de todos os portugueses e com ambições a continuar no cargo devia perguntar ao Governo, já hoje, o que aconteceu no Centro de Acolhimento de Xabregas, questão que deveria interessar igualmente qualquer dos concorrentes às eleições do dia 23. Um Governo dito socialista e partidário da inclusão social não devia esperar sequer que alguém lhe perguntasse para explicar o que se passou. Uma Justiça à altura das suas obrigações não deveria esperar nem por um nem por outro.»

 

Luís M. Jorge: «O PS nada lucra em denunciar as ligações de Cavaco Silva ao BPN. A rapaziada de Sócrates compreende os riscos de uma escalada entre gangs rivais. Para cada Oliveira e Costa existem dois Varas, para cada Loureiro há três Coelhos, para cada filho do Presidente um enteado do Primeiro-Ministro. O BPN é um assunto desta campanha porque isso interessa ao Bloco de Esquerda.»

 

Rui Rocha: «Defensor de Moura é um candidato presidencial a que sobram causas, lutas e bandeiras. Tantas são que não ouso sequer enumerá-las. Isso tornaria este post demasiado longo. Por outro lado, correria o risco de esquecer alguma. Sendo todas tão fundamentais, tal constituiria uma tremenda injustiça. Agora, não posso passar em claro que existe uma causa que Defensor invoca mas, na prática, não defende. Refiro-me à protecção dos animais. A pulga (que também deve ser protegida apesar de ser irritante) já me tinha ficado atrás da orelha aquando do vergonhoso despedimento da Águia Vitória. Não ouvi de Defensor uma palavra, numa situação em que se impunha que jogasse ao ataque. Acaso o candidato questionou os fundamentos da decisão? Inteirou-se sobre a existência de justa causa? Nada. Não mexeu um grão de alpista.»

 

Eu: «Pode uma organização virtual, acerca da qual pouco ou nada se sabe, constituir uma ameaça para a segurança dos estados contemporâneos, dinamitando o segredo das malas diplomáticas em nome da necessidade de tornar tudo “transparente”? A resposta é afirmativa. E resume-se numa palavra que percorreu 2010: WikiLeaks. Se a política é a arte do possível, a diplomacia internacional perante a ameaça permanente da quebra do sigilo tornou-se uma tarefa quase impossível. Algo sem dúvida preocupante. Porque a alternativa à diplomacia costuma ser a guerra.»

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