
Imagem da invasão soviética de Budapeste (1956)
Na última sessão desta legislatura que terá finalmente recebido ontem a extrema-unção, o PCP e o seu apêndice PEV – excluído da Assembleia da República, a partir de agora, por sábia decisão dos eleitores – voltaram a preencher a quota dos serventuários de Putin em Portugal.
Lendo um papel, a nova líder parlamentar comunista, Paula Santos, pronunciou-se sem um sobressalto de consciência contra as sanções decretadas pela União Europeia à Rússia e contra o aumento das verbas orçamentais já anunciadas no espaço comunitário para as questões da defesa.
A cessante parlamentar “verde” Mariana Silva apontou o dedo acusador não ao expansionismo imperialista de Moscovo mas a quem se opõe ao tirano russo. «Promover o armamento e as linhas belicistas é infelizmente o único caminho que os dirigentes da UE têm assumido», disse esta deputada, lendo também um papel.
Como se previa, nem uma nem outra ousaram esboçar a menor crítica a Putin, que em 24 de Fevereiro iniciou a destruição deliberada e premeditada da Ucrânia. À revelia do direito internacional, rasgando a Carta das Nações Unidas e a Acta Final da Conferência de Helsínquia, espezinhando a autodeterminação e a soberania do Estado vizinho.
Quando os blindados do Pacto de Varsóvia esmagaram a insurreição húngara em 1956, impondo ali o jugo soviético à lei da bala, uma onda de comoção sobressaltou muitos comunistas a oeste da Cortina de Ferro, chocados com este “direito de pernada” praticado por Moscovo.
Só em Itália, onde havia então o maior partido comunista da Europa Ocidental, surgiu de imediato o Manifesto dos 101, que congregava artistas, escritores, filósofos e políticos filiados no PCI contestando a brutalidade russa. Nos meses imediatos, 300 mil militantes abandonaram o partido em protesto contra o apoio da Direcção comunista à invasão da Hungria.
Pergunto ao vento que passa: quantos militantes do PCP já fizeram o mesmo nestas mais recentes semanas, trágicas para a Ucrânia, a Europa e o mundo?
O vento cala a desgraça, o vento nada me diz.
Receio que não haja sequer um para amostra.

Só a Dra. Zita Seabra, atempadamente, abriu a pestana.
Glória a quem abre a pestana.
Slava Ukraini.
Muito bem se trabalha nos centros de trabalho para manter a manada nas baias!!!
E o Rio subiu à Tribuna e leu um papel.
E a Paula Santos leu um papel e Mariana também leu um papel.
E o PC Italiano desapareceu
Assuntos muito importantes, sim senhor.
Aumento dos orçamentos com a defesa muito bem, já não era sem tempo
O Putin caiu que nem um patinho, ou calhando também lhe interessava mas tinha que fazer grande mossa. A Ucrânia é que está a paga-las por querer entrar no negócio.
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Lá está a tese dos tugas putinescos, incluindo majores-generais na reforma: a culpa da agressão à Ucrânia é dos próprios ucranianos.
Quem mandou à Ucrânia existir? Se ela não existisse, jamais haveria guerra.
Nem o mordomo do Putin, lá no Kremlin, se atreve a tanto na hora de debitar a cartilha oficial.
É para mim extraordinário ver as pessoas furiosas com o que o PCP apoia que se deixe fazer aos Ucrânianos mas estavam nada preocupados com o que os mesmo PCP faria aos Portugueses que não são Comunistas se o PCP tivesse o poder em Portugal…
Essa é tão velha que nem os leitores de cassetes conseguem desbobinar.
Mas ainda ha PCP? E PEV, nem sei o que e, ou se alguma vez existiu.
Ontem à tarde, pelo menos, havia. Vi deputadas do partido A e do partido B andar aos papéis no hemiciclo de São Bento.
Demos graças à lei da vida – e ao facto de a evolução vencer a hereditariedade – que fará com que a minha filha já não tenha de gramar com essa seita no parlamento.
O verdadeiro Progresso.
É isso mesmo há que combater estes comunas hipócritas que acusam a nato e o EUA de serem responsáveis pela guerra. E é preciso alertar Portugal de que vamos ter um informador de Putin no governo que nos têm que deixar apreensivos. É de certeza uma experiência piloto visualizada remotamente por satélite. Temos que nos preparar para uma possível entrada dos soviéticos em território nacional. Eles sabem as riquezas que temos inexploradas no subsolo: minas de ouro, prata, lítio e até petrólio na costa algarvia.
António Sousa
O seu filme preferido é “Adeus Lenine”?
O filme que eu quero ver é o “Adeus Jeronimo de Sousa vai-te embora de Portugal e não voltes e leva contigo todos os teus camaradas e acólitos para ao pé do Putin visto que são tão amigos”
Acho que tem razão. Estão tão em sintonia que é fazer a trouxa e abalar.
Também por uma questão de coerência e simpatia pelos mandantes da guerra. O horror, a morte e a total devastação de um país soberano nunca terá perdão.
Maria
Vá lá Pedro Correia. Você até gosta de conversa da treta: comece já a atirar, o poder haver um informador de Putin no próximo governo. Deixe-se de botar sempre a mesma cassete, agora até as raparigas não podiam ler uns papeis, mas o Rio podia.
Mas que grande notícia as raparigas ler uns papeis, ou quer dizer que foram escritos pelo Putin? Essa sim, nem o mais mesquinho Goebbels se lembraria.
Quais as raparigas? São mulheres instrumentalizadas da esquerda radical que não bebem leitinho. A teta da vaquinha da mesmo vodka.
Vai ser a última legislatura deles. Como diz o povo: “Faz tanta falta como viola no enterro…”
Estão quase ao nível do MRPP.
Por “mérito” próprio.
E queria esta gente transformar este jardim em uma Cuba.
Se não fosse o Antoninho a cantar-lhas bem cantadas durante 40 anos não sabemos como seria.
Mas como eles se tão bem neste rebaldaria democrática em quer vivemos!