D. CAMILO E O SEU PEQUENO MUNDO (1948)
Autor: Giovanni Guareschi
Realizador: Julien Duvivier (1952)
Esta sátira à tensa relação entre comunistas e democratas-cristãos na Itália do imediato pós-guerra teve a sua época e os seus risonhos cultores, multiplicados graças à divertida versão filmada, com Fernandel e Gino Cervi.

![1001395[1].jpg 1001395[1].jpg](http://7.fotos.web.sapo.io/i/B9308176e/19384185_Hn4iQ.jpeg)
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E curioso que seja uma sátira ao “compromesso storico”, quando este ocorreu nos anos 70 e o livro (e o filme) tem uma data bem anterior…
Parabéns por estar (ser) tão atento. Já retoquei o texto.
Eh pá! Sei lá quantas vezes já li este livro… e vi o filme. E rio-me sempre como se fosse a primeira vez. E vivam os livros da Unibolso!… Como os havia da RTP… Bons tempos!… Ou então já estou velho…
Belíssima colecção, esta da Unibolso. Hoje muito disputada em alfarrabistas. Com óptimas traduções em regra e excelentes capas quase sempre.
Tenho ” D.Camilo e o seu pequeno Mundo”, ” D.Camilo e o seu rebanho” e ” O regresso de D.Camilo”, em edição Bertrand, excelentes traduções de Francisco Costa e A.Dias Costa, dos anos 50. Tenho também “D.Camilo em Moscovo”, Bertrand 1963, tradução boa de José Quelimane.
Os três primeiros, que já reli incontáveis vezes, foram dos poucos livros, honra ao autor e tradutores, que me fizeram “ver” a paisagem, física e humana, do seu enredo.
E são comoventes na sua aparente simplicidade. Boa Páscoa, caro Pedro.
Muito boa Páscoa, caro Fernando. É sempre um gosto vê-lo por cá.
Após ler alguns deles, nos anos 70 e visto alguns filmes – comprei uma caixa de dvds com todos eles,
Humor e emotividade semi-seráfica, neles.
Dissensos políticos quase parecem pretexto.
Impossível resistir à veia irónica de Guareschi – muito bem transposta para as versões filmadas. Sobretudo esta, que foi a primeira.
O que eu adoro o D. Camilo. Livro de casa dos meus pais que li e reli sei lá quantas vezes.
Há momentos em que me dá a sensação de que o Papa Francisco é uma personificação de D.Camilo.
É um paralelo muito interessante, Francisca. A ficção antecipa tantas vezes a realidade…