O VÉU PINTADO (1925)
Autor: Somerset Maugham
Realizador: John Curran (2006)
Drama ambientado na China pré-comunista, concebido por um romancista com forte pendor cinéfilo. A mais recente versão filmada, com Naomi Watts e Edward Norton, confirma que literatura e Sétima Arte podem completar-se na perfeição.

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Li o livro e vi o filme duas vezes, infelizmente apenas em dvd. Tenho ambos cá em casa, aliás o Somerset Maugham é um dos meus escritores de eleição desde há muitos anos. Nem sei quantas vezes li ‘O Fio da Navalha’, talvez o meu livro favorito, mas gosto de tudo o que ele escreveu.
🙂 Antonieta
Eu não sou grande apreciador de Somerset Maugham, Antonieta. Mas ele veio hoje a esta série e voltará cá porque tem uma escrita bastante cinematográfica, como é inegável. Não admira que muitos romances e contos dele tenham sido adaptados ao cinema. Desde logo os dois mais famosos: ‘Servidão Humana’ e ‘O Fio da Navalha’.
Neste caso, confesso, prefiro o filme.
Sim, ele tem uma escrita muito cinematográfica, estou-me a lembrar também do Up at the Villa.
Pedro, não consigo encontrar o ‘Running on Empty’ do River Phoenix.
Será problema meu ou o post desapareceu mesmo do DO?
🙂 Antonieta
Retirei-o, Antonieta. Um leitor alertou-me – e bem — para o facto de não haver mais do que mera coincidência entre os títulos portugueses do filme (que só vi uma vez, na estreia, em 1988) e do livro (que tenho desde que foi editado em livro de bolso pela D. Quixote, também em 1988, mas só li no ano passado). Supus, mal, que a “fuga” no filme de Lumet era inspirada na da novela de Roth. Mas não é assim. Aproveito para agradecer ao leitor.
Como não li o livro não me apercebi dessa confusão.
E lá desapareceu o River Phoenix novamente. Talvez cá volte com ‘The Mosquito Coast’ (adaptado de um livro do Paul Theroux) ou o ‘Stand by Me’ (adaptado de um conto do Stephen King).
🙂 Antonieta
Não me parece, Antonieta. Não li esses livros. E julgo que apenas vi o River Phoenix também no ‘Indiana Jones e a Última Cruzada’.
O The Mosquito Coast é mesmo muito bom, é um filme do Peter Weir e tem desempenhos notáveis do Harrison Ford e da Helen Mirren.
É sobre uma família que deixa a cidade para ir viver em comunhão com a natureza, só que nem tudo corre bem…
🙂 Antonieta
A curta carreira de RP coincidiu com uma fase em que eu vi poucos filmes em estreia. Uma fase que durou três anos ou quatro anos em que aproveitei para ver quase tudo quanto tinha ficado para trás – Godard, Fellini, Dreyer, Bergman, Rossellini, Buñuel, Tati, Lang, Eisenstein, Ford, Welles, Hitchcock, Mizoguchi, Visconti, Ozu, Hawks, Powell & Pressburger. E tantos, tantos outros.
Ampliei muito a minha cultura cinéfila e julgo que ganhei com a troca. Só mais tarde vi vários filmes que estrearam nesse período, algures entre 1988 e 1992.
Hei-de falar mais em pormenor disso um dia destes.
Adoro Somerset Maugham, sobretudo os contos, mesmo estando já um pouco datados.
O Véu Pintado é um dos melhores romances dele, logo a seguir ao Fio da Navalha e à Servidão Humana.
Mas os contos, ai meu Deus, os contos, são espantosos. De alguém que percebe a essência da alma humana até ao puro refinamento.
*”mais puro refinamento”
Maugham vai voltar pelo menos duas vezes a esta série, Francisca. Incluindo com um conto que é um dos meus favoritos de sempre.