MANHÃ SUBMERSA (1954)
Autor: Vergílio Ferreira
Realizador: Lauro António (1980)
O mais conhecido – embora não o melhor – romance de Vergílio Ferreira adaptado com zelo ao cinema por Lauro António. O filme, que hoje nos parece algo datado, em muito contribuiu para a popularidade do romance.


![MS-Seminaristas[1].jpg MS-Seminaristas[1].jpg](http://6.fotos.web.sapo.io/i/B6f090cd3/19235985_SCAP5.jpeg)
Não li o livro, vi uma série que passou na RTP quando ainda eu era jovem, não sei quem a realizou, e era baseada na obra homónima de Virgílio Ferreira.
É o mesmo, Carlos. O filme começou por ser uma série televisiva. Tal como aconteceu, por exemplo, com o ‘Amor de Perdição’, do Manoel de Oliveira.
A primeira obra que dele li. A segunda, creio, foi Vagão J. Uma e outra, há muito tempo já. Desta segunda a memória é, confesso, muito vaga, mas recordo o seu “denso peso”, sem ponta de suavização, neo-realista.
Não foi acaso o relatório nº 2982, de 9 de Março de 1947, da censura (dei com ele, agora, na internet).
Mais um a reler.
Costa
A reler, sim. Relemos sempre Vergílio Ferreira com vantagem.
Bom livro e bom filme.
Lauro António é um bom realizador.
Pena que não existam tantos assim, por cá…
Pena ter desistido dos filmes demasiado cedo. Ou os filmes desistiram dele, também pode ter sido esse o caso.
Foi o 1º livro que li deste escritor (precisamente o que ilustra o post) e também vi o filme na TV, eventualmente “em série”.
Era o relato de uma realidade e que não sei se está completamente desaparecida.
Cumprimentos
Uma realidade dos anos 20 do século passado. Do tempo em que o escritor a viveu, enquanto seminarista do Fundão.
A série foi inicialmente exibida na RTP, julgo que em quatro episódios, no final da década de 70. Lauro António fez uma montagem posterior destinada à exibição nas salas de cinema.
Neste filme entrava o Jorge Vale, que foi actor antes de ter enveredado pela vida da restauração com a Casa da Comida. Foi nestas andanças dos teatros que se tornou muito amigo da minha mãe e visita assídua lá de casa.
Já não sei repor a sua deliciosa história com toda a exactidão, mas é mais ou menos assim:
Veio para Lisboa, julgo que para estudar teatro, bastante novo e ficou a viver num quarto alugado em casa de uma senhora de idade. Desde logo a começou a tratar por avó, tal foi a relação de empatia e afecto mútuo.
Quem o conhecia não sabia dos pormenores da história. Só sabia que o Jorge vivia em casa de uma avó, de quem falava a toda a hora.
Coincidência, Francisca. Conheci bem o Jorge Vale em criança: tive aulas de expressão dramática com ele. Era muito amigo do meu pai.
Gosto muito de Vergílio Ferreira. Li e vi a série. Pode não ser o meu livro favorito do autor, mas gostei e gostei da adaptação à TV.
Vergílio Ferreira sempre foi um dos meus escritores favoritos. Um dos melhores escritores portugueses de sempre.