Já li o livro e vi o filme (8)


Pedro Correia,

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QUO VADIS? (1895)

Autor: Henryk Sienkiewicz (Nobel da Literatura, 1905)

Realizador: Mervyn Le Roy (1951)

O filme sobre a resistência dos cristãos à tirania de Nero em Roma envelheceu menos mal do que o livro: ainda hoje tem diversas sequências espectaculares. Uma delas protagonizada na arena por um forcado português.

20 comentários em “Já li o livro e vi o filme (8)”

  1. Tauromaquicamente , o termo mais preciso será “forcado”.
    Cpmts – e Feliz Natal,fazendo votos para o(s) poder continuar a ler ao longo de 2016.

    1. Li o livro na minha recente ronda por escritores galardoados com o Nobel que eu ainda desconhecia. O filme, pelo contrário, é um velho conhecido: megaprodução da MGM rodada nos estúdios da Cinecittà, em Roma. Com um elenco de luxo e ainda a presença de Sofia Loren e Bud Spencer como figurantes.

      1. A Elizabeth Taylor também aparece por lá. Aliás ela e o Gregory Peck tinham sido a primeira escolha para protagonistas, foram depois substituídos pela Deborah Kerr e pelo Robert Taylor.
        🙂 Antonieta

          1. No filme em Blu-ray, a Loren aparece no minuto 36, loura e de túnica lilás a atirar flores ao Robert Taylor.
            A Liz Taylor poderá ser uma das escravas cristãs naquela cena dos leões, talvez uma que está de túnica laranja, de joelhos, mas não ponho a mão no fogo. Ela estava em Roma, em lua-de-mel e passou um dia nas filmagens para visitar visitar o amigo Marvyn LeRoy, tendo feito um cameo just for fun.
            Como seria o ‘Quo Vadis’ realizado por John Huston e interpretado por Gregory Peck e Elizabeth Taylor?
            Bem diferente, não?
            🙂 Antonieta

          2. Eu a Taylor, confesso, nunca a vislumbrei nesta fita apesar de constar do registo oficial de participantes da MGM: talvez tudo tenha sido apenas um original isco para captar espectadores.
            Quanto à Loren, que era adolescente à época, percebe-se que não tenha passado de figurante.
            O filme seria ainda melhor com a Liz Taylor, não tenho a menor dúvida. Basta pensarmos que nesse mesmo ano de 1951 ela foi protagonista dessa obra-prima do melodrama chamada ‘Um Lugar ao Sol’.

          3. E admito que também ficaria melhor com Gregory Peck do que com Robert Taylor, presença habitual em ‘westerns’ (embora tenha feito ‘A Dama das Camélias’, ao lado de Greta Garbo).

  2. O número 34 da fabulosa Colecção Histórias, que devorava pelos idos dos meus onze anos… 🙂
    O filme não me desapontou nem um pouco. Talvez porque me encantasse tê-lo visto tão nova, talvez porque ainda me encantem as histórias da História, por muito romanceadas que possam ser.
    As mais belas histórias de todos os tempos encantam sempre e nunca se gastam em leituras ou visionamentos diversos. Nunca se apagam no tempo e serão contadas e recontadas ad aeternum.
    Quo vadis Domine, com o nosso saudoso Nuno Salvação Barreto dando a Ursus o protagonismo salvador de uma pega de caras.
    Li muitas vezes, e vejo quase sempre que passa na TV. Não cansa. O que é doce, nunca amargou

    1. Essa Colecção Histórias fez história, Dulce. Num tempo em que, segundo as estatísticas, se lia muito menos que hoje.
      O filme é uma espectacular produção da MGM, que não poupou meios nem recursos para atrair público (numa altura em que a televisão nos EUA ameaçava as audiências do cinema e este respondia em formato grande). Com alguns desempenhos notáveis – desde logo o do Peter Ustinov, no papel de Nero.

  3. Li o livro ainda muito jovem (e tinha esta capa).
    Vi o filme uma vez no cinema e inúmeras vezes na televisão.
    E tenho ali o filme (não resisti a uma promoção) para rever qualquer dia, embora já o saiba de cor e salteado.
    🙂 Antonieta

    1. Sim. Nuno Salvação Barreto, que durante décadas liderou o Grupo de Forcados de Lisboa. Como duplo, pegou um “bicho” em pontas numa cena crucial deste filme.
      Continuação de boas festas, Isabel.

      1. Caro Pedro:

        Não foi um forcado, foram dois. Nuno Salvação Barreto e o seu (dele), grande amigo Luis Filipe (igualmente do Grupo de F.Lisboa) que o ajuda a completar a pega, sendo essa parte cortada, pois já não aparece no filme.

        Ouvi várias vezes esta história da boca dos próprios e de outros amigos, no salão do jogos do antigo e extinto Café Monte Carlo (Ao Saldanha), de que ambos eram clientes.

        Um abraço e continuação de Boas Festas

        Leão do Fundão

          1. Amigo Pedro:

            Como sei que continua com o “Bichinho” do jornalismo, cá vai:

            Luis Felipe Fausto Dias (Um dos fundadores do GFAL, de que foi 1º cabo Mestre Nuno Salvação Barreto), esteve ligado (Director/Proprietário ?) ao Jornal Vida Ribatejana (de V.Franca de Xira), que foi fundado em 1917 por Fausto Nunes Dias.

            Um abraço

            Leão do Fundão

          2. Muito me conta, meu caro. São sempre bem-vindos todos os elementos adicionais às sucintas linhas que dedico a cada livro/filme.
            Sim, claro, mantenho intacto o ‘bichinho’ do jornalismo. De tal maneira que até tenciono abrir neste blogue, em 2016, um espaço para notícias em exclusivo. Vai sendo tempo.

            Um abraço.

          3. boa tarde e boas festas.
            Parece-me (posso estar confusa) que a Vida Ribatejana era formato revista.
            Gostava de as rever.
            Por onde andarão?
            obrigada

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