A HISTÓRIA DE UM SONHO (1926)
Autor: Arthur Schnitzler
Realizador: Stanley Kubrick (1999)
O livro conduz-nos à Viena do início do século XX, a película (De Olhos Bem Fechados) decorre na Nova Iorque do fim do século. A atmosfera onírica prolonga-se do texto literário para a longa-metragem, dividindo opiniões. Eu voto no filme.

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O filme nada tem a ver com o livro. Se não soubesse nunca diria que havia sido baseado no livro.
O filme não “ilustra” o livro, longe disso. Mas inspira-se nele. A partir de uma leitura necessariamente subjectiva do realizador.
Não gostei do filme, tampouco do livro, que creio ter sido um dos poucos que não finalizei.
Entre o leitor e os livros que lê, se não existir uma espécie de química, a leitura é insalobra e fastidiosa. Ler só por ler e dizer que já se leu, não é leitura de valor.
Subscrevo esta sua frase, Dulce: “Entre o leitor e os livros que lê, se não existir uma espécie de química, a leitura é insalobra e fastidiosa.”
A literatura, para mim, é indissociável do prazer de ler. O que não quer dizer que não tenha lido por inteiro vários livros de que não gostei ou achei até ilegíveis. Aconteceu-me, ao fim de muitos anos, com ‘A Montanha Mágica’, de Thomas Mann. A partir de certa altura – e só à terceira tentativa – tornou-se uma teima minha com o livro: haveria de chegar ao fim. E cheguei mesmo.