Já li o livro e vi o filme (6)


Pedro Correia,

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SÁBADO À NOITE E DOMINGO DE MANHà(1958)

Autor: Alan Sillitoe 

Realizador: Karel Reisz (1960)

Retrato impressionista da classe operária britânica no tempo do pós-guerra, quando a sociedade de consumo dava os primeiros passos. Um extraordinário romance que gerou um extraordinário filme. Empate.

6 comentários em “Já li o livro e vi o filme (6)”

  1. Eu li este livro “há muitas luas”, lembro-me desta capa do Círculo de Leitores, mas já não o tenho e quase não recordo a história.
    Não me lembro de ter visto o filme, mas o Karel Reisz realizou 2 filmes absolutamente inesquecíveis:
    – ‘A Amante do Tenente Francês’, adaptado do romance homónimo de John Fowles: um dos filmes da minha vida e que até poderia figurar nesta série.
    – ‘Isadora’ (1968) , com uma Vanessa Redgrave em estado de Graça.
    🙂 Antonieta

    1. Vi os dois filmes, Antonieta.
      Gostei muito de ambos – o primeiro com uma belíssima Vanessa Redgrave e uma óptima banda sonora; o segundo com uma interpretação excepcional da Meryl Streep, ainda muito jovem.
      Infelizmente não li os livros. Portanto ficam fora do âmbito desta série.

      Recomendo vivamente o filme que hoje menciono.
      A capa do Círculo de Leitores é horrível. Uma calamidade. Mas em regra trarei aqui também as capas das edições que li. É uma espécie de regra implícita nesta série, que vai prolongar-se pelo menos até Fevereiro.

    1. Vale a pena, Dulce. Um e outro são excelentes. Eu comecei pelo filme. Mas também gostei muito do livro, apesar de já conhecer a história quando o li. Tenciono falar dele quando recuperar a minha série Grandes Romances.

    1. É talvez o melhor retrato do ‘milagre económico’ britânico nos anos do pós-guerra, Teresa. Retrato de uma nova classe operária que se tornava proprietária e começava a questionar os valores da geração anterior, que emergira da pobreza e militava num trabalhismo radical. Esta foi a primeira geração que teve automóvel: conduziam Morris Mini, escutavam os Beatles e opunham-se à moral sexual dos pais, mais à esquerda na política mas muito mais conservadores nos costumes.
      Quero escrever sobre este livro quando retomar a minha série Grandes Romances.

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