Já li o livro e vi o filme (41)


Pedro Correia,

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POR QUEM OS SINOS DOBRAM (1940)

Autor: Ernest Hemingway (Nobel da Literatura, 1954)

Realizador: Sam Wood (1943)

O mais emblemático romance de Hemingway, centrado na Guerra Civil de Espanha, teve uma adaptação frouxa para cinema mesmo com Gary Cooper e Ingrid Bergman.

0 comentários em “Já li o livro e vi o filme (41)”

  1. O filme desconheço, mas o livro marcou-me, mais ainda a cena em que o protagonista, que sem dúvida se identifica muito com o escritor, se surpreende com a violência e vingança gratuita dos seus correlegionários a quem estava a ajudar descobrindo que numa guerra não se pode justificar tudo e não há apenas bons e maus.

    1. Não por acaso, este romance tão heterodoxo esteve décadas proibido na União Soviética. Por mostrar uma faceta menos edificante de alguns militantes comunistas. No entanto Fidel Castro confidenciaria a Hemingway em 1959 que foi o livro que mais o acompanhou na guerrilha da Sierra Maestra.

      1. É a natureza do totalitarismo. Por isso os Islamistas matam milhares de muçulmanos.

        Fidel fez o mesmo em Cuba. E Hemingway não teve nenhuns problemas.

        1. Hemingway foi uma das primeiras vítimas do castrismo. Viu-se forçado a abandonar Cuba, no Verão de 1960. Depois da morte dele, o Governo comunista apropriou-se da casa, da propriedade e do iate do escritor. Tornaram-se “propriedade” do Estado cubano.
          A viúva, Mary, foi apenas autorizada a levar a rica colecção de pintura que o casal possuía (incluindo originais de Picasso, Matisse e Miró), os manuscritos originais do marido e algumas dezenas de livros.

  2. Eu li primeiro o livro e vi o filme depois.
    Talvez por isso mesmo, o livro faça parte dos meus livros. Já o filme, vê-se mas não é daqueles que se procura rever apesar de ser fã dos protagonistas.

    1. Comigo foi ao contrário, Dulce: vi primeiro o filme, na TV, tinha 13 anos. Li o livro cerca de dez anos depois – e gostei muito. O filme não me tinha impressionado. Nem a Ingrid Bergman é muito convincente: uma sueca loura a fazer de revolucionária espanhola…

        1. Ele viria a detestar o filme, apesar de ser amigo do Gary Cooper e da Ingrid Bergman. Aliás detestou a maior parte dos filmes adaptados de obras suas (e quase sempre com razão).

    1. Este filme da Paramount tornou-se “invisível”, não sei bem porquê. Acontece com frequência. Ainda há dias me lembrei que nunca mais consegui ver em lado nenhum ‘Gente Vulgar’, do Robert Redford (Óscar de melhor filme em 1980).

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