Autor: Boris Pasternak (Nobel da Literatura, 1958)
Realizador: David Lean(1965)
O romance que condenou Pasternak à glória literária e ao opróbrio político na URSS tem um fôlego épico que o filme pretende imitar sem conseguir.
12 comentários em “Já li o livro e vi o filme (4)”
Se assim é, como escreve, tendo o filme e a sua banda sonora sido tão marcantes, inesquecíveis, para mim, resta-me – finalmente – pedir o livro a meus pais e preencher essa lacuna que se vai eternizando.
É um livro ideal para ler em período de férias, com muitos dias e muitas horas para lhe dedicar. É um livro que merece todo o tempo que possamos dispensar-lhe.
Primeiro vi o filme (num cinema a sério) e só muito depois consegui ler o livro. Revi o filme inúmeras vezes na TV, em K7 e em DVD, sempre com o mesmo encantamento: história, música, paisagens, actores. Talvez por isso prefira o filme… 🙂 Antonieta
Eu vi o filme em datas muito próximas de outras duas longas-metragens de David Lean que achei francamente superiores: ‘A Ponte do Rio Kwai’ e ‘Lawrence da Arábia’. A minha análise ao ‘Doutor Jivago’ (filme) acabou por ser condicionada por essa comparação. Apesar de ter achado deslumbrante a bela Lara da tela (Julie Christie) e ter trauteado vezes sem conta o ‘Tema de Lara’, composto por Maurice Jarre. Do livro gostei imenso – insere-se na melhor tradição da literatura romanesca russa, de Tolstoi e Dostoievski. É um fresco da grande tragédia russa do século XX acompanhada pelo percurso de personagens inesquecíveis. Uma obra que produziu efeitos trágicos na própria vida de Pasternak.
Eu gosto mais de ler o livro antes de ver o filme, mas nem sempre é possível. Gostaria de o reler agora, com outra maturidade, pois li-o ainda muito jovem. Gosto de todos os filmes do David Lean e teria dificuldade em escolher o melhor, talvez o Lawrence da Arábia. A Filha de Ryan também me marcou imenso, tem cenas que nunca consegui esquecer. Antonieta
‘Lawrence da Arábia’ é o melhor filme dele: obra-prima absoluta. A ver no cinema, obrigatoriamente. Na TV fica sempre com o formato adulterado. Gosto também muito dos primeiros filmes de David Lean. Filmes como ‘Breve Encontro’ e ‘Oliver Twist’, por exemplo.
Sim, eu vi-os todos em écran gigante, excepto o Breve Encontro, que vi na tv. Também gostei muito do ‘Passagem para a Índia’ (penso que foi o último filme dele), que me fez lembrar uma série inglesa transmitida pela rtp, também passada na Índia, e que eu adorei: A Jóia da Coroa. Antonieta
Também gostei muito dessa série, ‘A Jóia da Coroa’. Tanto que não voltei a vê-la: não quero decepcionar-me, como tantas vezes acontece quando revisitamos anos depois séries de que gostámos muito numa determinada altura.
Eu tenho os quatro livros do ‘The Raj Quartet’, do Paul Scott, da Granada Paperbacks, comprados e lidos em 1985. A série em 4 DVD foi comprada em 2004 e vista (sem decepções, garanto) duas ou três vezes. Mas tem razão, Pedro, muitas vezes é melhor ficar com as recordações. 🙂 Antonieta
Acredito que ‘A Jóia da Coroa’ mantenha o prestígio intacto aos nossos olhos actuais, Antonieta. Aliás devo confessar que abro excepções àquela minha regra. Por isso gravei muito recentemente as duas primeiras temporadas de ‘Ficheiros Secretos’ – uma das séries que mais me fascinaram na década de 90. Mas vou revê-la com um pé atrás, esperando que não se quebre o efeito encantatório…
Deram-me o livro em 74. Em 76, baseei-me na história para um trabalho sobre a Rússia comunista pós revolução. Estava um primor. Tive um 8. O-I-T-O. O professor era comunista (de pós 74) e não gostou. Eu também não gostei da nota depois daquele trabalho todo. Levei o trabalho ao conselho directivo e terminei o período com 17 valores 🙂 🙂 🙂 Adorei o livro. O film ainda adoro, e revejo sempre que posso e tenho mais do que três horas disponíveis. Inevitavelmente acabo a chorar, mas fazer o quê ? 🙂
Nada mais natural que esse professor comunista em 1976 tenha revelado tanta irritação perante essa obra, Dulce. ‘O Doutor Jivago’ figurava no topo dos livros censurados pelos partidos comunistas então no poder. Obra maldita, mas que sobreviveu contra ventos e marés. Enquanto esses regimes foram morrendo, um após outro. E os poucos que restam em nada se recomendam.
Se assim é, como escreve, tendo o filme e a sua banda sonora sido tão marcantes, inesquecíveis, para mim, resta-me – finalmente – pedir o livro a meus pais e preencher essa lacuna que se vai eternizando.
Costa
É um livro ideal para ler em período de férias, com muitos dias e muitas horas para lhe dedicar. É um livro que merece todo o tempo que possamos dispensar-lhe.
Primeiro vi o filme (num cinema a sério) e só muito depois consegui ler o livro.
Revi o filme inúmeras vezes na TV, em K7 e em DVD, sempre com o mesmo encantamento: história, música, paisagens, actores.
Talvez por isso prefira o filme…
🙂 Antonieta
Eu vi o filme em datas muito próximas de outras duas longas-metragens de David Lean que achei francamente superiores: ‘A Ponte do Rio Kwai’ e ‘Lawrence da Arábia’. A minha análise ao ‘Doutor Jivago’ (filme) acabou por ser condicionada por essa comparação. Apesar de ter achado deslumbrante a bela Lara da tela (Julie Christie) e ter trauteado vezes sem conta o ‘Tema de Lara’, composto por Maurice Jarre.
Do livro gostei imenso – insere-se na melhor tradição da literatura romanesca russa, de Tolstoi e Dostoievski. É um fresco da grande tragédia russa do século XX acompanhada pelo percurso de personagens inesquecíveis. Uma obra que produziu efeitos trágicos na própria vida de Pasternak.
Eu gosto mais de ler o livro antes de ver o filme, mas nem sempre é possível.
Gostaria de o reler agora, com outra maturidade, pois li-o ainda muito jovem.
Gosto de todos os filmes do David Lean e teria dificuldade em escolher o melhor, talvez o Lawrence da Arábia.
A Filha de Ryan também me marcou imenso, tem cenas que nunca consegui esquecer.
Antonieta
‘Lawrence da Arábia’ é o melhor filme dele: obra-prima absoluta. A ver no cinema, obrigatoriamente. Na TV fica sempre com o formato adulterado.
Gosto também muito dos primeiros filmes de David Lean. Filmes como ‘Breve Encontro’ e ‘Oliver Twist’, por exemplo.
Sim, eu vi-os todos em écran gigante, excepto o Breve Encontro, que vi na tv.
Também gostei muito do ‘Passagem para a Índia’ (penso que foi o último filme dele), que me fez lembrar uma série inglesa transmitida pela rtp, também passada na Índia, e que eu adorei: A Jóia da Coroa.
Antonieta
Também gostei muito dessa série, ‘A Jóia da Coroa’. Tanto que não voltei a vê-la: não quero decepcionar-me, como tantas vezes acontece quando revisitamos anos depois séries de que gostámos muito numa determinada altura.
Eu tenho os quatro livros do ‘The Raj Quartet’, do Paul Scott, da Granada Paperbacks, comprados e lidos em 1985.
A série em 4 DVD foi comprada em 2004 e vista (sem decepções, garanto) duas ou três vezes.
Mas tem razão, Pedro, muitas vezes é melhor ficar com as recordações.
🙂 Antonieta
Acredito que ‘A Jóia da Coroa’ mantenha o prestígio intacto aos nossos olhos actuais, Antonieta. Aliás devo confessar que abro excepções àquela minha regra. Por isso gravei muito recentemente as duas primeiras temporadas de ‘Ficheiros Secretos’ – uma das séries que mais me fascinaram na década de 90.
Mas vou revê-la com um pé atrás, esperando que não se quebre o efeito encantatório…
Deram-me o livro em 74.
Em 76, baseei-me na história para um trabalho sobre a Rússia comunista pós revolução. Estava um primor. Tive um 8. O-I-T-O. O professor era comunista (de pós 74) e não gostou. Eu também não gostei da nota depois daquele trabalho todo. Levei o trabalho ao conselho directivo e terminei o período com 17 valores 🙂 🙂 🙂
Adorei o livro.
O film ainda adoro, e revejo sempre que posso e tenho mais do que três horas disponíveis.
Inevitavelmente acabo a chorar, mas fazer o quê ? 🙂
Nada mais natural que esse professor comunista em 1976 tenha revelado tanta irritação perante essa obra, Dulce. ‘O Doutor Jivago’ figurava no topo dos livros censurados pelos partidos comunistas então no poder. Obra maldita, mas que sobreviveu contra ventos e marés. Enquanto esses regimes foram morrendo, um após outro. E os poucos que restam em nada se recomendam.