

O ÚLTIMO MAGNATA (1941)
Autor: Scott Fitzgerald
Realizador: Elia Kazan (1976)
Último livro de Fitzgerald, já póstumo. Último filme do genial realizador de Há Lodo no Cais. Sobre a época áurea de Hollywood. Robert de Niro, em início de carreira, interpreta Monroe Stahr, que espalhava magia no cinema mas era infeliz na vida privada. Pena o romance ter ficado incompleto: prometia superar O Grande Gatsby.

Apercebi-me nos escritos do P.G. Wodehouse (entre histórias cómicas e autobiografia, fogem-me os pormenores) de como nos primórdios de Hollywood tentaram fazer criação de êxitos.
O sistema passava por contratar por bom dinheiro um escritor reconhecido, e alojá-lo numa espécie de motel nos terrenos do estúdio. Depois iria produzir obra filmável, a ser inspeccionada em reuniões com os produtores, etc.
Um dos que se deu mal com o sistema foi Scott Fitzgerald.
Grandes escritores escreveram para os estúdios de Hollywood. Incluindo Faulkner, Steinbeck e Fitzgerald.
Este romance inacabado centra-se na recriação do quase mítico produtor da MGM Irving Thalberg, responsável por quase cem êxitos de público e de crítico do estúdio (à época o maior), antes da sua súbita morte, antes de completar 40 anos.