Já li o livro e vi o filme (302)


Pedro Correia,

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A LESTE DO PARAÍSO (1952)

Autor: John Steinbeck

Realizador: Elia Kazan (1955)

Como condensar um monumento literário com mais de 740 páginas num filme com menos de duas horas? Kazan superou o teste adaptando ao cinema apenas a última das quatro partes do romance, com o estreante – e malogrado – James Dean no principal papel. A película não supera o livro, mas é capaz de concorrer com ele.

6 comentários em “Já li o livro e vi o filme (302)”

    1. Nem sempre. Por vezes há grandes filmes que resultam de livros medíocres. Lembro-me do genial ‘Ter e Não Ter’, do Howard Hawks, inspirado numa novela muito fraca de Hemingway.

  1. Não li o livro, embora goste bastante do autor.
    Vi o filme, há muitos anos e uma única vez, e recordo que me provocou uma angústia profunda, certamente devido à interpretação arrasadora do James Dean, todos os sentimentos dentro dele, sempre no limite.
    Gostei muito mas não conseguiria ver de novo.

    1. Há uma cena antológica entre o filho e o pai (James Dean e Raymond Massey), superiormente dirigidos por Elia Kazan, que foi do melhor que o cinema já nos ofereceu.

  2. Este livro está na lista dos meus projectos futuros. 😉 Do Steinbeck só li As Vinhas da Ira, que me impressionou muitíssimo, quando era adolescente.
    O filme vi também há muitos anos e achei notável. Tenho de o rever.
    James Dean e Elia Kazan foram verdadeiros mestres da sétima arte.

    1. ‘As Vinhas da Ira’ é obra-prima. Infelizmente com má tradução portuguesa (aliás brasileira, adaptada ao português de Portugal), muito desactualizada. Mas é um romance tão bom que resiste a isso.
      ‘A Leste do Paraíso’ – muito inspirado na dicotomia Abel/Caim, do primeiro livro da Bíblia, está quase ao mesmo nível. Só peca por algum excesso de gigantismo nas suas 740 páginas. Seria perfeito se Steinbeck tivesse eliminado cerca de 200.
      O enredo desdobra-se por cerca de seis décadas, centrado sobretudo em duas famílias. Kazan, para o filme, aproveita apenas a época mais recente do romance, contemporânea da intervenção americana na I Guerra Mundial.

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