Já li o livro e vi o filme (290)


Pedro Correia,

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     DON CAMILO E O SEU PEQUENO MUNDO (1948)

Autor: Giovanni Guareschi

Realizador: Jean Duvivier (1952)

As crónicas romanceadas do jornalista italiano que ficou célebre como escritor tornaram-se ainda mais populares com a adaptação cinematográfica. Fernandel como pároco e Gino Cervi no papel do autarca comunista compuseram um duo inesquecível naquele tempo de guerra fria – aqui levada a sorrir. Livro e filme equivalem-se. 

14 comentários em “Já li o livro e vi o filme (290)”

  1. Há umas boas dezenas de historietas no livro, todas elas com um enredo não trivial. Pergunto como se pode fazer um filme na base de dezenas de histórias.

  2. Boa tarde, Pedro.
    Tenho todos os livros, daquela edição Bertrand, realço a excelente qualidade das traduções, que, pelo menos a mim, me levaram a ver/sentir toda a geografia da Bassa, física e humana.
    Os filmes, necessariamente, perdiam um pouco, mas viam-se sem dificuldade.
    E a frase “…Cristo, não dramatizes…” – no baptizado do filho de Peppone – é óptima.

    Abraço

    Fernando Antolin

  3. Sei lá quantas vezes li aquele livro (Unibolso, creio eu) e vi o filme! Retenho a cena que, para mim é de antologia.
    (por detrás do Peppone que reza tranquilo, Dom Camilo faz tenções de atacar, mas é interrompido pelo Crucificado):
    – Dom Camilo, dom Camilo!… as tuas mãos foram feitas para abençoar!…
    – Mas os pés não, Senhor!…

    1. Só se viesse a reboque de alguma série americana, como aconteceu recentemente com os livros de Maurice Leblanc, totalmente fora do mercado até surgir a série “Lupin”. Americanizada, claro.
      Os “américas” vampirizam tudo, como os eucaliptos.

  4. O meu pai era um fã incondicional do Don Camilo e do Fernandel. Dos filmes, bebia-lhes o enredo, as actuações e sobretudo o humor.
    Grande fã também do padre-detective inglês, que como este seu congénere se deslocava afincadamente em bicicleta. Não desprestigiando o protagonista do remake, o Kenneth More, era… more mesmo.

    1. Regressei a este imaginário infantil muitos anos depois, ao ler o livro. Que é, de facto, uma delícia.
      Aqueles diálogos do padre com Jesus a admoestá-lo por ser “mais papista que o Papa” são de antologia.

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