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O ANO PASSADO EM MARIENBAD (1961)
Autor: Alain Robbe-Grillet
Realizador: Alain Resnais (1961)
Provavelmente o mais entediante filme de todos os tempos: planos fixos, monólogos interiores debitados sem traço de emoção, enredo nulo, secura humana. Tudo começa neste guião editado em livro: uma inenarrável chumbada.

Não li e não vi, mas parece que Robbe-Grillet se colou sem grandes pruridos à história genial de Bioy Casares (“A Invenção de Morel”) e arriscaria dizer que a estética monocórdica e maquinal do filme pode ter a ver com a própria trama.
Não relaciono o filme com ‘A Invenção de Morel’. Já o vi há muitos anos e certamente não voltarei a revê-lo. O livro do Bioy Casares, se bem recordo, passa-se numa ilha.
Não é uma afirmação minha.
Mas, por exemplo, aqui:
http://sensesofcinema.com/2000/novel-and-f ilm/marienbad/
http://www.propellermag.com/Feb2014/DeWe eseMarienbadFeb14.html
Creio que a página de Marienbad na Wikipédia e algumas outras também referem essa relação — que aliás não seria estranha dado o impacto dos livros de Borges e Bioy em França nos anos 60.
Ofereceram-me o livro. Grandes expectativas, mas na verdade não terminei de ler nunca.
Não tive curiosidade alguma quanto ao filme, que foi lançado com o nome do argumento adaptado ( que é o mesmo do livro que tenho) e não do livro no qual foi inspirado, que, quem sabe é o melhor dos três
Um imenso bocejo, o filme. Uma interminável chumbada, o livro.
Ambos altamente recomendáveis contra insónias.