Já li o livro e vi o filme (200)


Pedro Correia,

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  CERROMAIOR (1943)

Autor: Manuel da Fonseca

Realizador: Luís Filipe Rocha (1981)

Talvez o melhor romance neo-realista português, esta vibrante e comovente saga alentejana deu origem ao filme homónimo, muito elogiado na época da estreia mas que, à distância, parece ter envelhecido bastante mais do que o livro. 

7 comentários em “Já li o livro e vi o filme (200)”

  1. Não vi o filme, não li o livro. Mas, pelo que vejo nas livrarias, Manuel da Fonseca voltou às prateleiras e escaparates.

    1. Grande prosador. Talvez o maior prosador do Alentejo. Um Alentejo que já não é o de hoje, claro, mas até por isso a obra dele adquire nos nossos dias um importante carácter documental enquanto testemunho de uma época irrepetível.
      Gostei muito deste romance. E gosto também muito de Manuel da Fonseca como contista. Fico satisfeito por a obra dele estar a ser reeditada. Julgo que a editora dele é a Caminho.

      1. Achei graça à coincidência, ainda ontem Jerónimo de Sousa se referiu a Manuel da Fonseca (“o nosso grande camarada e também grande escritor, já falecido”, disse ele, mais ou menos) numa das suas alocuções.

      2. Em minha opinião o melhor livro de Saramago é “Levantado do Chão”, também ele uma memória de uma época irrepetível no Alentejo, também ele escrito por um comunista.

    1. Excelente romance, sim. Li-o na edição original (aqui reproduzida), ainda com ortografia pré-acordo de 1945.
      Gostei muito. É, talvez a par de ‘O Trigo e o Joio’, de Namora, o melhor romance sobre o Alentejo rural e pobre que tanto fascinou os neo-realistas portugueses.

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