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CERROMAIOR (1943)
Autor: Manuel da Fonseca
Realizador: Luís Filipe Rocha (1981)
Talvez o melhor romance neo-realista português, esta vibrante e comovente saga alentejana deu origem ao filme homónimo, muito elogiado na época da estreia mas que, à distância, parece ter envelhecido bastante mais do que o livro.

Não vi o filme, não li o livro. Mas, pelo que vejo nas livrarias, Manuel da Fonseca voltou às prateleiras e escaparates.
Grande prosador. Talvez o maior prosador do Alentejo. Um Alentejo que já não é o de hoje, claro, mas até por isso a obra dele adquire nos nossos dias um importante carácter documental enquanto testemunho de uma época irrepetível.
Gostei muito deste romance. E gosto também muito de Manuel da Fonseca como contista. Fico satisfeito por a obra dele estar a ser reeditada. Julgo que a editora dele é a Caminho.
Achei graça à coincidência, ainda ontem Jerónimo de Sousa se referiu a Manuel da Fonseca (“o nosso grande camarada e também grande escritor, já falecido”, disse ele, mais ou menos) numa das suas alocuções.
Em minha opinião o melhor livro de Saramago é “Levantado do Chão”, também ele uma memória de uma época irrepetível no Alentejo, também ele escrito por um comunista.
Lê o do Henrique Raposo, que te vai fazer bem, Lavoura.
Li o livro, mas não vi o filme.
Nem me lembrava que o tinha lido. É um excelente romance, ou não me reavivaria a memória tão rapidamente.
Excelente romance, sim. Li-o na edição original (aqui reproduzida), ainda com ortografia pré-acordo de 1945.
Gostei muito. É, talvez a par de ‘O Trigo e o Joio’, de Namora, o melhor romance sobre o Alentejo rural e pobre que tanto fascinou os neo-realistas portugueses.