TER E NÃO TER (1937)
Autor: Ernest Hemingway (Nobel da Literatura, 1954)
Realizador: Howard Hawks (1944)
O filme – que reuniu pela primeira vez Humphrey Bogart e Lauren Bacall – é muito superior ao livro, que o próprio Hawks considerava a pior obra de Hemingway.


![to-have-and-have-not-movie[1].jpg to-have-and-have-not-movie[1].jpg](http://4.fotos.web.sapo.io/i/B5009ad5e/19109835_GIDrv.jpeg)
O filme é óptimo. E o facto de sabermos que nasceu ali uma verdadeira história de amor também ajuda muito.
Um filme inesquecível nascido de uma aposta com muitos copos entre Hemingway e Hawks. Este apostou que faria uma obra-prima do pior livro do escritor. E ganhou a aposta.
E no entanto, veja-se que fez Curtiz com o mesmo livro…
Não conheço o filme de Curtiz. Mas sei que recebeu críticas muito favoráveis de Bosley Crowther, um dos críticos mais influentes das décadas de 40 a 70 nos EUA. Gostaria muito de o conhecer.
Lembro-me bem do filme mas nunca li o livro.
Contudo há um outro filme adaptado de um livro do Hemingway de que gosto imenso: ‘As Neves do Kilimanjaro’, com o Gregory Peck e a Ava Gardner. Muitos acham-no um filme menor mas eu gosto tanto do filme como do livro.
🙂 Antonieta
Também gosto do filme, mas considero o livro superior. Acontece-me o mesmo com outros títulos de ficção de Hemingway – ‘Fiesta’, ‘Adeus às Armas’, ‘Por Quem os Sinos Dobram’. Daí talvez o facto de o escritor ter detestado a grande maioria das versões filmadas da sua obra. Houve duas excepções – esta e uma outra de que falarei em breve aqui.
Eu também já li o livro e já vi ( e revi) o filme. As adaptações ao cinema sabem sempre a pouco a quem já leu os livros. Curiosamente, neste caso gostei mais de ver o filme que já revi mais do que uma vez. Nunca me apeteceu reler o livro, eu que sou uma voraz releitora de obras que marcam de algum modo a minha experiência com a palavra escrita.
É isso, Dulce. O filme apetece rever vezes sem conta. O mesmo não se passa com o livro: uma vez basta.
Estou precisamente a ler uma obra de Hemingway neste momento, uma ficção que tem muito de autobiográfica “O adeus às armas” que penso não ter sido adaptada ao cinema, mas toca num dos temas em que o romancista é genial a escrever: a guerra.
Um belíssimo romance, Carlos. Foi pelo menos duas vezes adaptado ao cinema: primeiro nos anos 30, com Gary Cooper e Helen Hayes; depois na década de 50, com Rock Hudson e Jennifer Jones. andes-romances-17-6616568
Escrevi sobre o livro aqui:
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/gr
Nunca li o livro, mas este é um dos meus filmes de eleição… “You know how to whistle, don’t you…?” “Just put your lips together and blow…”
Uma das melhores frases da história do cinema.