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ORGULHO E PRECONCEITO (1813)
Autora: Jane Austen
Realizador: Joe Wright (2005)
A mais recente versão cinematográfica, com um magnífico desempenho de Keira Knightley, conduziu uma nova geração de leitores ao universo romanesco de Jane Austen, coroado nesta obra-prima da literatura.

Comecei a ler este livro numa altura da minha vida e não achei piada. desisti dele, quase logo no inicio.
Anos depois voltei a ler. Adorei, reli partes, voltei a ler. enfim …amei.
Por isso agora estou a reler os livros mais marcantes. É bonito ler com outros olhos… estou a adorar a experiência e aconselho vivamente a quem gosta de ler.
(Esta a acontecer com outros que lí, que gostei de uma forma, e que agora vejo-os de outra. É interessante).
Se a Jane fosse viva estreava- se, hoje, com as 50 Sombras de Gray
VW, comigo tem sucedido o oposto. Sobretudo com Aldous Huxley. Foi uma estupada reler a “Ilha” do meu outrora autor predilecto. Basicamente o ideal descrito nesse livro por Huxley é estado totalitário
A propósito da fotografia que ilustra o post, eu permito-me duvidar que, na época em que decorreu a ação do romance, as mulheres se vestissem daquela forma num baile. Com os braços à mostra e amplo decote. Provavelmente estariam bem mais cobertas. O que desnuda as pretensões de genuinidade do filme.
O director e a argumentista preferiram situar a acção do filme no fim do séc. XVIII, de que data o primeiro esboço do livro (1796-1797). São poucos anos de diferença, mas era de facto uma outra época, revelada também pelo vestuário utilizado.
Ai, Lavourinha, se te desses ao trabalho de te informares antes de abrir a boca…
Está a dizer que no fim do século 18 as mulheres mostravam a pele daquela forma em bailes? Hmmm… Tenho as minhas dúvidas…
As modas variam muito entre mostrar e tapar. A História do vestuário feminino não é linear, tipo: do tapado ao cada vez mais destapado. Há várias fases. Este tipo de vestido era típico da chamada “época imperial”, a época de Napoleão, mais ou menos. No século XIX, os costumes tornaram a endurecer e as mulheres começaram a tapar-se mais. Aliás, o século XVIII, a época do Iluminismo e do Rococó, é conhecido pelos seus decotes generosos.