ORFEU DA CONCEIÇÃO (1956)
Autor: Vinicius de Moraes
Realizador: Marcel Camus (1959)
O vibrante drama composto por Vinicius – peça só com actores negros, estreada em 1956 no Ro de Janeiro – chegou à tela com músicas inéditas de Tom Jobim e Luiz Bonfá, deslumbrando o mundo. Orfeu Negro, assim chamado, venceu a Palma de Ouro em Cannes e foi o primeiro filme de língua portuguesa a receber um Óscar.

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Algumas precisões:
A peça foi escrita entre 1942 e 1954, e estreou em 1956.
Data também de 1956 a sua primeira edição em livro.
Embora continue a constar ter sido a primeira peça só com actores negros a subir ao palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro (a sala mais prestigiada do Brasil de então), realmente, ao que parece, terá sido a segunda.
A produção do filme não quis utilizar as composições criadas anteriormente por Jobim para a peça.
O filme concorreu ao Óscar pela França.
Indo ao encontro das suas precisões e acrescentando outras curiosidades:
– Sim, a peça estreou em 1956 após 12 anos (não consecutivos) de elaboração, entre 1942 e 1954. r/vida
– A primeira edição integral em livro data afinal de 1960, como informa o bem documentado sítio digital dedicado a Vinícius: http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-b
– Certo é que foi a primeira vez que actores negros pisaram o palco do Teatro Municipal do Rio, à época o mais prestigiado do Brasil.
– No elenco figurava o campeão olímpico Ademar Pereira da Silva, primeiro bicampeão olímpico do Brasil (medalhas de ouro em 1952 e 1956). Ademar também integrou o elenco do filme.
– Jobim e Vinícius compuseram em cerca de duas semanas a banda sonora da peça, em que figura o célebre tema ‘Se todos fossem iguais a você’.
– No filme, com canções inéditas, destacaram-se os temas ‘Manhã de Carnaval’, ‘O Nosso Amor’ e ‘A Felicidade’.
– Vinícius não se limitou à escrita: foi também produtor da peça.
– Oscar Niemeyer elaborou os cenários de ‘Orfeu da Conceição’.
– O filme é, em rigor, uma produção franco-ítalo-brasileira. Mas é integralmente falado em português.
– Além do Óscar e da Palma de Ouro, ‘Orfeu Negro’ recebeu também o Bafta e o Globo de Ouro para melhor filme.
Permita-me a insistência:
A peça foi publicada em 1954 na revista Anhembi.
Em 1956 apareceu em livro, com ilustrações de Carlos Scliar, em edição comemorativa de luxo, pela Imprensa Nacional.
Em 1960 surge a edição popular, pela Livraria São José.
Em 1967 foi publicada pela editora Dois Amigos.
A primeira vez que actores negros pisaram o palco do Teatro Municipal do Rio foi em 8 de maio de 1945, na peça O Imperador Jones, de Eugênio O’Neill, encenada pelo TEN.
Não recebeu o Bafta.
Já não se pode confiar na wikipédia: heus
https://en.wikipedia.org/wiki/Black_Orp