Já li o livro e vi o filme (15)


Pedro Correia,

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FAHRENHEIT 451 (1953)

Autor: Ray Bradbury 

Realizador: François Truffaut (1966)

A ficção científica não era o forte do realizador francês, como comprova esta mediana adaptação a filme do excelente romance do escritor norte-americano.

14 comentários em “Já li o livro e vi o filme (15)”

  1. Vi o filme, há tantos anos que quase não me lembro dele; nunca li o livro e tenho pena, mas não consigo encontrá-lo nem em livrarias nem na biblioteca aqui do burgo.
    Antonieta

    1. Viva Antonieta
      Este Natal “corri” a “miudagem” com conhecimentos para tal, com a versão em inglês, que eu acho bem mais genuína e que é bastante acessível de entendimento e preço. Muitas na FNAC. 🙂
      Bom ano e um grande beijinho. Dulce

      1. Obrigada, Dulce, vou tentar encomendá-lo, as Fnac mais próximas, Coimbra e Viseu, estão a cerca de 300kms cada (ida e volta).
        Beijinho e um excelente 2016.
        🙂 Antonieta

  2. Excelente leitura e releitura. Filme muito aquém da imaginação.

    Mais uma vez, aproveito- me indecentemente da caixa de comentários do Pedro Correia, que tem sido um querido , e aproveito para desejar um excelente 2016 para todos os autores e comentadores do Delito, e também para próprio o Delito de Opinião , um espaço de muitos escritos, diversas opiniões e gente espectacular. Saúde, paz e paciência para 2016. Beijinhos a todos da Dulce.

  3. Curiosamente nunca li o livro, mas vi o filme na minha adolescência e marcou-me tanto que penso que foi com ele que definitivamente me apaixonei pelos livros de modo a querer preservá-los comigo e de me ter tornado num leitor compulsivo.

    1. Isso tem muito a ver, de facto, com o espírito do filme. E, antes dele, com o espírito do livro.
      Curiosamente, este excelente romance de Bradbury levou décadas a editar em Portugal – talvez por se tratar do “subgénero” da ficção científica, a que as pomposas chancelas editorais da época torciam tantas vezes o nariz.
      Quando isso aconteceu, foi mal editado. Julgo aliás que a edição só é acessível hoje no circuito dos alfarrabistas.

      1. “levou décadas a editar em Portugal”

        Foi (bem) editado em 1956, pela Livros do Brasil (colecção Argonauta, nº 33). Tradução de Mário-Henrique Leiria, capa de Lima de Freitas.

        Por se tratar do “subgénero” da ficção científica é que escapou à censura.

        1. Desconhecia. De qualquer modo entre essa edição e a da Europa-América que a minha geração pôde enfim adquirir no mercado português decorreram 46 anos.
          Uma e outra só estão hoje disponíveis nos alfarrabistas – comércio aliás cada vez mais pujante.

          1. Já agora, não esquecer a edição do Público (2003).

            Mas quanto à da EA: houve uma reedição/reimpressão em 2011. Está disponível nas lojas online, e lembro-me de a ter visto à venda na última feira do livro que visitei.

            E quanto à LdB: é (era) uma editora portuguesa. E ainda quanto à obra: foi reeditada em 1967, tendo-se-lhe juntado algumas imagens do filme de Truffaut, uma das quais reproduzida na própria capa.

  4. Li o livro, está agora a fazer um ano. Adorei!
    Tinha visto o filme na adolescência e tinha gostado muito. Quando o revi após a leitura do livro, encontrei-lhe alguma ingenuidade, mas continuo a achar fenomenal a cena final, quando homens e mulheres circulam pela floresta repetindo em voz alta o que memorizaram dos livros. Muito bom!

    1. Ray Bradbury é um escritor que merece ser revalorizado. Foi muito tempo considerado um autor menor, algo manifestamente injusto. Escreveu por exemplo alguns dos melhores contos que já li. Hei-de falar deles aqui.

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