O BARBA-AZUL (1697)
Autor: Charles Perrault
Realizador: Edward Dmytryk (1972)
A pequena obra-prima de um dos mais admiráveis contistas de todos os tempos atraiu vários cineastas, nem sempre com bons resultados. O mais desastroso foi este, do veterano Dmytryk, com um Richard Burton inteiramente desperdiçado.

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Não li o livro. Como não gostei muito do filme, achei que nem valia a pena.
O filme é mauzinho. ‘Barba-Azul’ de cinco estrelas é a longa-metragem do mesmo nome que Chaplin rodou e interpretou em 1947. Um filme raras vezes visto, estranhamente.
Note-se que o filme de Chaplin é baseado num caso real.
Comédias negras em ressaca da Guerra eram um risco. Acresce o azar de a saída do filme ter coincidido (que não foi propriamente coincidência) com a caça às primeiras bruxas em Hollywood.
Sim, por isso não trouxe o filme do Chaplin aqui apesar da coincidência do nome do conto com a do título da versão portuguesa da película. É sem dúvida uma das melhores obras do cineasta. E, estranhamente, uma das menos conhecidas.
Tenho para mim que o filme ficou marcado a ferro quente nos EUA e que ainda hoje as distribuidoras americanas têm dificuldade em lidar com ele. Provavelmente estaria hoje na mesma situação o Luzes da Ribalta, não tivesse sido ressuscitado em 1972.
É possível. ‘Luzes da Ribalta’ é uma pequena jóia cinematográfica, salvo erro já de produção britânica, rodada com Chaplin de regresso à Europa. Nos vinte anos seguintes não voltaria a pisar solo norte-americano e suponho mesmo que nunca mais residiu nos Estados Unidos. Houve uma reaproximação com Hollywood na tocante cerimónia dos Óscares em 1972 em que recebeu (tardiamente) a única estatueta em competição. Não pela realização, não pelo desempenho mas pela magnífica partitura de ‘Limelight’.