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PETER PAN (1911)
Autor: J. M. Barrie
Realizadores: Wilfred Jackson, Clyde Geronimi e Hamilton Luske (1953)
A fabulosa produção dos estúdios Walt Disney universalizou a história do rapaz que nunca deixou de ser menino. Livro e filme equivalem-se: ambos continuam a fazer sonhar gerações de miúdos e graúdos embalados para a Terra do Nunca.

Com os filmes da Disney dobrados em Pt-Br, tantas crianças houve, que andes de articularem uma frase já sabiam dizer ” a voar, a voar, a voar”.
Eu sempre quis crescer. Com 10 anos queria ter 15. Com 16 queria ter 20.
A verdade é que felizmente o espírito não acompanha o corpo, e esse ainda voa por aí, porque pensamentos felizes, fazem-nos voar .
Li o livro, li-o ao meu irmão mais novo e às minhas filhas e a minha neta adora o filme.
“Então venha comigo, onde nascem os sonhos, e o tempo nunca é planejado. Basta pensar em coisas alegres, e seu coração vai voar nas asas, para sempre, na Never Never Land!”
Vi o filme em miúdo – foi mesmo um dos primeiros que vi no cinema. Dobrado em português do Brasil. E fiquei deslumbrado.
Ao mesmo tempo o meu Pai ofereceu-me um disco de 45 rotações com as principais canções do filme, mas na versão original, em inglês.
Misturo as duas versões e volta e meia dou por mim a cantarolá-las, com frequência: “Pense em castelos no ar / em estrelinhas a voar…”; “We’re following the leader / wherever he may go…”
É sempre bom sinal.
Feliz Natal, Maria Dulce.
Feliz Natal para si também, Pedro Correia.
May you always follow the “Second star to the right and straight on ‘til morning. ”
Se é verdade que Disney universalizou a história, também é certo que acabou por deslavar a sua complexidade e algum negrume.
O ponto central da peça: “Do you believe in fairies? Say quick that you believe! If you believe, clap your hands!” mantém-se extremamente provocador e divisor.
Certo. Mas o filme incentiva muito a leitura da obra, que de outro modo passaria hoje bastante mais despercebida.