Nelson Mandela – Os caminhos da liberdade: excelente reportagem de uma equipa da RTP encabeçada pelo jornalista António Mateus. No dia em que Nelson Mandela – um dos maiores ícones universais do nosso tempo – festeja 94 anos vale a pena recordar a evolução da África do Sul desde os dias de chumbo do regime racista de P. W. Botha até à actualidade.
António Mateus – que conhece bem a África do Sul, onde foi correspondente durante largos anos – recolhe os testemunhos de dois obreiros desta admirável transformação do mais próspero país do continente africano, anteriormente banido da comunidade internacional, num exemplo de multirracialismo, democracia e liberdade: Desmond Tutu e Frederik de Klerk. Ambos galardoados com o Nobel da Paz – o primeiro em 1984, pelo seu corajoso combate aos esbirros do apartheid, o segundo dez anos depois (em parceria com Mandela) por ter liderado enquanto chefe do Estado o processo de transição, que atingiu um dos seus momentos culminantes na hora da libertação do histórico líder do Congresso Nacional Africano, em Fevereiro de 1990, acompanhada com emoção em todo o mundo.
De Klerk, num depoimento emocionado, diz uma frase carregada de sabedoria: «Não devemos deixar que o futuro seja minado pelas amarguras do passado.»
Os cínicos de serviço, que lançaram os maiores anátemas à Primavera árabe iniciada em 2011 – e já traduzida em eleições na Tunísia, no Egipto e na Líbia – deviam ver com atenção esta reportagem.
Fazia-lhes bem.


Pensava que o aniversário de Mandela ia passar em claro aqui no Delito. A reportagem de ontem foi excelente, sem lamúrias, sem lugares comuns. Directa e incisiva. Até (isto vai-me custar tanto escrever….) gostei de ouvir Cavaco Silva! A preciosidade de fazer uma reportagem sobre Mandela e não termos a, infelizmente, normal exibição de imagens do próprio sem fim. A coragem de De klerk, vista agora passados todos estes anos, é simplesmente admirável. É destes políticos que se faz a história.
Mandela é o maior Homem do nosso tempo, não digo do século xx, porque também tivemos Churchill.
Não vi a reportagem. Pedro. Tenho uma enorme admiração por Nelson Mandela. Perdoar é talvez o mais difícil com que nos deparamos e Mandela conseguiu erguer-se sem sede de vingança de um regime vil, desumano, abjecto. Pergunto-me como foi possível até aos anos 90 do século passado. Depois da segregação nos Estados Unidos parece que se aprendeu pouco.
Registei o aniversário de Mandela no nosso mural no Facebook.
É como dizes, compadre: os cínicos de serviço, que lançaram os maiores anátemas à Primavera árabe iniciada em 2011, deviam ter visto com atenção a reportagem a que muito bem te referes.
Mais fantasias. A visão dourada da África do Sul de hoje continua só por causa da manipulação jornalista.
O Apartheid continua e agora invertido.
E 50 mortos por dia não fazem notícia, só possível com a pior profissão do mundo: jornalismo.
Tal como hoje se há um ataque com drones no Afeganistão nem aparece nas notícias. Porquê?
O crime na África do Sul. uth_Africa
http://en.wikipedia.org/wiki/Crime_in_So
http://en.wikipedia.org/wiki/South_Afric an_farm_attacks
Depois existe hoje Apartheid das mulheres no mundo Muçulmano, em especial o Árabe, falar da “Primavera Árabe” e não falar disso…
Para comparação com o caso mais extremo os pretos na África do Sul não tinham de andar tapados para ninguém lhes ver a côr, a “segregação” das mulheres árabes e não árabes em vários países é um facto e não há opróbrio nenhum no jornalismo de hoje contra
esse outro Apartheid.
Quanto à “Primavera Árabe” é só um estilhaçar do velho sistema Nacional-Socialista sem direcção.
Aliás alguns eram membros da Internacional Socialista.
Também outra coisa escondida…
Onde vão cair os bocados não sabemos.
Não há o conceito de Limite de Poder.
Eu quando falava em cínicos não pensava em si, LL. Mas se a carapuça lhe serve pode ficar com ela.
Obrigado.
Obrigado pela sensibilidade e o saber Pedro Correia.
Nem toda a gente entende, pelos vistos, que esta reportagem versava um tempo e locais específicos da História. E não constituir um olhar sobre a evolução dos acontecimentos nela reportados ou abordagens colaterais ou transponíveis para outros azimutes.
Como o Pedro notou, procurou-se recordar um evento marcante na história da humanidade, adicionando-lhe olhares/testemunhos que nos ajudam a entender, com maior equilíbrio, as pressões ali cruzadas.