“Paulo Silva contou que, em Março de 2001, Oliveira Costa comprou 1,7 milhões de acções do banco a um off-shore do grupo, a 2,10 euros cada, tendo no mês seguinte, do mesmo lote de “acções próprias”, vendido a um particular, 250 mil, a um euro cada, o que tem implícita uma perda de 275 mil euros. Nem os advogados, nem o Ministério Público, nem o juiz, inquiriram a testemunha sobre quem era o particular “desconhecido”.
Ficou assim por esclarecer se o privado que negociou com Oliveira Costa é o Presidente da República, Cavaco Silva, que adquiriu acções da SLN no início de 2001 e que, em conjunto com a filha, comprou um total de 250 mil acções pelo valor de um euro” – Público, Cristina Ferreira, p. 23
Bem sei que as presidenciais já foram e que o ramerrão voltou. Mas esta notícia tem nomes. E há uma jornalista que a assina. Será que isto ainda tem interesse para a nossa democracia? Será apenas uma extensão da vileza? Ou a vontade de saber a verdade morreu no dia das eleições presidenciais?
