Escritor em greve de fome contra ditadura “benevolente” de Obiang


modosdever,

 

 

Festeje-se depressa a queda de Mubarak, porque há muito a fazer: um escritor da Guiné Equatorial, Juan Tomás Laurel, declarou-se hoje de manhã em greve de fome, durante a visita ao país de José Bono Martínez, presidente do Parlamento espanhol, atraído pelo mesmo que levou lá Luís Amado no ano passado – o aroma inebriante do petróleo do senhor Teodoro Obiang Nguema, cuja ditadura os Estados Unidos consideram benevolente. O protesto foi anunciado pelo grevista, pelo próprio punho, no Facebook e numa carta enviada ao seu editor em Espanha. Merece a pena lê-la e mandá-la c/c ao nosso MNE e a todas as empresas que foram com ele ao coração das trevas do homem que governa a tiro e a tortura os guineo-equatorianos há mais de três décadas. Aqui vai ela, senhor ministro e senhores do Grupo CGD, Grupo Fominvest, Galp, Marfilipe, EuroAtlântico, Grupo Pestana, BKAT Consulting, Alert, Cunha & Vaz Assoc., MSF Engenharia, Soares da Costa, Manuel Costa Alves, ETERMAR, ENSUMECI e ADRIPARTE, SGPS, e ainda representantes dos sectores de actividade Banca, Energia e Ambiente, Petróleo e Gas, Mármores e Granitos, Aviação, Hotelaria, Serviços de Saúde, Gestão de Eventos, Turismo e Telecomunicações, Construção Civil e Serviços. Mesmo que não ganhem nada em lê-la, pelo menos ficam ao corrente, o que poderá vir a ser útil.

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