Israel e Gaza: Are you out of your fucking mind?


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Resha’im Arurim (Maldita gente má) – é uma imprecação celebrizada do folhetim televisivo Shtisel. 

Não sou muito versado em línguas bárbaras, imunes ou demasiado afastadas do latim – ainda que por vezes com este algo mescladas. E detesto a mania dos estrangeirismos – os anglicismos de agora, os galicismos de antanho -, que sendo uma arrivista estratégia pessoal de “distinção” é também, o que é muito  pior, uma estratégia empresarial de obscurecimento de realidades lesivas dos incautos monoglotas – e que melhor exemplo actual desse aldrabismo do que o uso  bancário do termo “spread”?

Mas ainda assim há momentos em que termos ou expressões idiomáticas se impõem, pelo seu conteúdo ou ênfase tornando-se inultrapassáveis para descreverem alguma realidade insuficientemente descrita pela nossa língua. Por exemplo, alguém poderá compreender a política do primeiro quartel do XXI português sem utilizar o galicismo – de origem norte-americana, ao que consta – “bobo” (bourgeois-bohème)?

Vem-me isto a propósito da situação em Gaza. Não tenho grande apreço pelas teorias conspiratórias – e contra elas sempre me procuro disciplinar. Seja como for, a verdade é que naquele Israel, um nicho com um quarto do tamanho do “pequeno” Portugal, se congregam as atenções de imensa Resha’im Arurim, essa maldita gente má. Residentes, vizinhos. E poderosos “influencers”, mais um anglicismo aproveitável. Pois não recuso a hipótese de que o inopinado ataque aos israelitas não teve como única causa o exaspero da teodiceia fascista do Hamas. Deixo aos especialistas – que são muitos – levantar as hipóteses da influência no acontecido daquele mudo conflito (extra-futebolístico) entre Catar e Arábia Saudita. E da coalizão multicultural entre Teerão e as estepes siberianas, estas envoltas num longínquo e atabalhoado guerrear. 

Mas para além de tudo isso – ou melhor dizendo, também por causa de tudo isso -, ao assistir-se a esta “operação militar especial” de Israel na Faixa de Gaza um tipo  só pode perguntar, invectivar, às gentes israelitas “Are you out of your fucking mind?” – pois não há em português expressão com celsitude e ênfase comparáveis.

13 comentários em “Israel e Gaza: Are you out of your fucking mind?”

  1. «Lupus est homo homini lupus é uma expressão latina que significa “o homem é o lobo do próprio homem”.[1] Foi criada por Plauto (254-184 a.C.) em sua obra Asinaria,[2][3] mais tarde sendo popularizada por Thomas Hobbes, filósofo inglês do século XVII, na sua obra Do Cidadão.

  2. O barbudo-mor do Hezbola ao afirmar repetidamente que a (muito) triste ideia -matar civis israelitas- foi dos hamases, esclarece isso mesmo: estes foram ingenuamente empurrados, um teste para ver se pega, não pegou, carne para canhão. “Domage”.
    Entretanto o cavalheiro Bliken, em público, diz ao Bibi para se conter.
    Em privado provavelmente não consegue evitar “blincar”, piscar o olho, e vai entregando mais armas e fortalece a presença militar.
    A ver vamos, como diria o maravilhoso Steve.

  3. Temos um simples ‘está todo queimado’, no calão da minha geração – alguém que perdeu para sempre a capacidade de raciocinar e, embora diga umas coisas mais ou menos pela rama, não alcança o essencial e estagna.

    1. “estás todo queimado” é forte, é da minha geração também – mas não tem a mesma intensidade … “Ouçam lá, vocês estão todos queimados?”, hum…, não vai tão fundo.

  4. Aos atentos humanistas, sempre me questiono sobre qual a recomendação que fazem a Israel para se livrar das bombas e massacres do Hamas.
    Procurarem estabelecer o país num outro qualquer planeta?
    Negociar terrenos num qualquer outro lugar?
    Declarar a diáspora como o destino natural para os judeus?
    Orar para que o Hamas mude de doutrina?

  5. Quem está out ….parece ser o o autor. Como europeu vive ás custas do escudo americano há décadas por isso tem uma existência sem escolhas dramáticas, mas os filhos vão aprender o que é uma guerra civil contra o Islão em solo Europeu.
    Os Israelitas já há muito tempo o deveriam ter feito e duvido que o saibam fazer sequer, mas o Iron Dome protegeu as suas cabeças e as dos palestinianos durante quase 2 décadas. Aliás na altura da saída de Gaza disse logo que teriam voltar contra todos os imbecis do kumba yaya que pululam nas TV’s do Ocidente produto do jornalismo neo marxista que se recusa a traduzir o que o Hamas, a Fatah dizem que vão fazer aos Judeus.

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