O referendo grego tem uma vantagem clara: a alteração imediata das percepções da opinião pública europeia. Ou seja, se até agora os cidadãos da UE encaravam a crise da dívida como um problema que a Grécia tinha de resolver para benefício da Europa, mesmo que fosse à custa da humilhação do povo, hoje sabem que é a Europa que tem de resolver o problema da Grécia para seu próprio benefício, se quiser sobreviver. Repito: se quiser.
E aqui, as análises sobre quem tem a culpa ou quem merece um castigo interessam muito pouco. Pois é mesmo assim (sem culpabilizações) que gente adulta enfrenta tempos desesperados.

Não deixa de ser verdade. Embora também interesse saber quem perde mais com isto…
Ou será que tem de imperar a brilhante lógica do ‘après moi, le déluge’?
Todos, por um país de esquemas?
Sim, sim: muito mais do que Portugal.
(não,Luís, não tenho costela alemã).
Laura, é (ou era) uma questão de estado de necessidade, por isso é q o problema ético não tem qualquer importância. Aprovem isto por mim e deem um calduço ao jaa q eu estou ao telemovel, obrigado.