Irena Sendler morreu há cinco anos. Estas linhas são para que não morra mais. Assistente social quando alemães invadiram a Polónia, introduziu à socapa, no gueto de Varsóvia, comida e medicamentos para os sitiados. Valendo-se ainda da sua condição de enfermeira, resgatou, durante um ano e meio, usando de todos os truques, 2500 crianças desse símbolo maior da iniquidade, registando os seus nomes para que pudessem recuperar a identidade e as histórias pessoais. Descoberta em Outubro de 1943, foi presa e torturada. Teria sido fuzilada se um soldado alemão, subornado pela Zegota, organização clandestina de apoio aos judeus, não a tivesse levado para um interrogatório “adicional” e a certa altura ordenado: “Corra!” Irena Sendler morreu no dia 12 de Maio de 2008. Estas linhas são para que não morra mais.


E lembrar que foi nomeada para o Prémio Nobel da Paz em 2007 .
Mas perdeu : ganhou-o o Al Gore com um power-point …
Nem mais, rmg. Causa calafrios. Mas o Nobel da Paz tornou-se no que se tornou.
Tem muita razão, rmg: com um power-point. Ao que chegou o Nobel da Paz nos últimos anos.
Boa homenagem, Fernando, nunca é demais lembrá-la, nem ao horror, porque não existe essa coisa do nunca mais.
Exacto, Laura. E obrigado – por ela. Anda por aí um livro sobre Irena. Mas a versão melhor está aqui: http://www.jewishpress.com/sections/jew ess-press/impact-women-history/irena-sen dler-lets-remember-a-remarkable-heroine/2 013/04/18/