«A palavra “revolucionário” só pode aplicar-se a revoluções cujo objectivo é a liberdade.»
Hannah Arendt

Foi preciso morrerem pelo menos 500 pessoas – incluindo muitas crianças – nos protestos iniciados em 16 de Setembro no Irão devido à fúria repressora da ditadura teocrática que ali vigora desde 1979, para os aiatolás recuarem, atemorizados pela imparável vaga de manifestações populares. O regime de Teerão acaba de anunciar a dissolução da sinistra “polícia da moralidade” que perseguia, torturava e matava mulheres só por não cobrirem todo o cabelo com o véu islâmico. É o princípio do fim da tirania, graças à imensa coragem cívica de largos milhares de jovens que correm o risco de ser condenados à morte pelo simples facto de reclamarem direitos, liberdades e garantias considerados banais em diversas outras parcelas do globo – incluindo, felizmente, em Portugal.

Também em Pequim a ditadura está em recuo. Pressionada igualmente por gigantescos protestos em várias cidades e vilas do país. Da parte de gente que vai perdendo o medo e ousa desafiar os mecanismos de repressão do estado policial chinês, controlado desde 1949 em monopólio absoluto pelo Partido Comunista. Destituídos dos mais básicos direitos, incluindo o direito de sair de casa e de circular na rua a pretexto de um “controlo sanitário” que dura há quase dois anos, os chineses atrevem-se a dizer “basta”. Muitos já exigem não apenas o fim das restrições impostas a pretexto do combate ao covid-19 mas a demissão do líder supremo, Xi Jinping. Acossado pelos protestos, o regime começou a suavizar as normas sanitárias. Enquanto a proscrita palavra “liberdade” vai ecoando cada vez com mais força em praças e avenidas por multidões de jovens.

Eh pá a rua da foto tem bom aspecto, pensava que por lá só havia favelas.
Quanto ao resto até que enfim vamos ter refugiados para trabalhar nas obras e chineses na restauração.
Já estava a fazer falta uma revolução a sério que a invasão da Ucrânia está numa de afinal os russos não foram corridos.
Todos os dias recebemos aqui “comentários” abjectos. Este é um exemplo disso.
São pra acalmar o alarmismo encomendado.
Estes colaboracionista tugas dos aiatolás devem adorar ver mulheres torturadas e mortas.
O dito comentário não é meu, mas por um mundo melhor tenho de dizer que os que fazem as coisas pela frente são bem melhores do que os que as fazem por trás.
Seria bom que falasse também na nossa ditadura. Por vezes é mais fácil sabermos o que acontece nesses países do que o que acontece cá, pois os censores de serviço tratam de esconder.
E falar no que acontece em certos países ajuda a passar a imagem que somos “o pais das maravilhas”. E isto interessa a alguns.
Temos manipulação, manipulação, manipulação.
Blogue muito plural, este. Até recebe visitas de quem vive congelado desde 1973.
É um sinal. Oxalá seja visto e entendido. Se a concessão atirar apenas migalhas, os protestos ficam aquém das expectativas.
Não há concessões. Há conquistas. Duríssimas. Pagas com sangue, em qualquer dos casos.
Tudo certo exceto a parte da China ser uma ditadura comunista, tão somente porque os comunistas são uns enormes defensores da liberdade e por cá até se intitulam de pais do 25 de Abril e da democracia portuguesa. O que seria do mundo democrático sem o comunismo?
A chamada República “Popular” da China é uma ditadura comunista desde 1949.
Nada disso, os comunistas nunca são ditadores

Olhe que sim, olhe que sim.
O regime de Teerão acaba de anunciar a dissolução da sinistra “polícia da moralidade”
Segundo disseram no telejornal da 2: ontem à noite, o Irão já desmentiu que tal fosse verdade.
“O Irão desmentiu.”
Não sabia que os países falavam.
Quem não escrever direitinho, não vá o Delito perder credibilidade, come com esta maravilha ‘não sabia que os países falavam’. Nem o Ogusto sem lembraria desta e nunca mais vai dizer que Portugal jogou mal.
“Os países falam.”
Quando Salazar dizia “orgulhosamente só”, segundo este idiota, não era ele a falar nem o regime: era Portugal que “falava” pela boca dele.
Caramba: um verdadeiro facho aqui na caixa.
“O regime de Teerão acaba de anunciar a dissolução da sinistra “polícia da moralidade”
Os regimes também não falam.
Então não falam?
Claro que falam. Berram. Gritam. Se forem ditaduras até espumam.
E alguns colocam-se de cócoras perante elas.
não sei até onde irão ai as tolas e as xi-nesices
Os aiatolas andam com dores nas carolas.
Esses canalhas deviam receber o mesmo tratamento que reservam a quem lá luta pela liberdade. 2/8/iran-conducts-first-protest-related-e xecution
https://www.aljazeera.com/news/2022/1
Vai aparecer com outro nome em vez de polícia da moral.
Por cá chamam-se “activistas” por exemplo.
A imoral polícia iraniana prende, tortura e mata.
Não tem nada a ver com “activismo” nenhum.
Lucklucky, tu ias adorar o Irão, lá, tal como tu, não gostam de jornalistas.
mesmo os que ainda sonham com dom sebastiao nao acreditam que as ditaduras acabem
Havia quem gemesse frases como essa em Portugal no dia 24 de Abril de 1974.
hoje voltei a ouvir o Ribeiro Castro na anedota.
Para fazer uma revoluçao é necessario um general e uma pistola.
Para que a pistola ?
Para obrigar o general.
Eu prefiro ler Hannah Arendt.
Para fazer uma revolução é necessário ter a força da razão e acreditar muito na liberdade.
que exagerado. A liberdade nao é um fim, o fim da linha.
A liberdade é sempre um fim para aqueles que não usufruem dela.
claro, de obvio, de basico…o desejar-se o que nao se tem.
Alias, nao sei se o Palma e se canta o que digo : a liberdade é uma maluca.
De óbvio e básico é que quem felizmente vive em liberdade esteja solidário com todos aqueles que não usufruem deste precioso bem.
“Covid-19 está a propagar-se na China depois de alívio de restrições”
Parabéns ao Delito de Opinião por defender a propagação de doenças contagiosas e as mortes resultantes disso.
Um defensor da ditadura chinesa. Tem tanto nojo das próprias opiniões que se mantém anónimo.
Faz muito bem em continuar assim.