
Teocracia islâmica oprime o Irão há 43 anos
O Irão está em pé de guerra. Não contra outro país, mas contra si próprio. Ou antes: o Estado teocrático dos aiatolás declarou guerra ao povo iraniano. Sobretudo às mulheres. Pelo simples facto de serem mulheres.
Há estados totalitários onde impera o ódio de classe ou o ódio racial. No Irão sob a bota dos clérigos barbudos impera o ódio sexual. Os aiatolás – alvos de tanta tolerância e “compreensão” em círculos bem-pensantes do Ocidente – odeiam as mulheres. E agem em conformidade, exercendo sobre elas uma repressão permanente, que agora suscita um gigantesco levantamento popular neste país sujeito há 43 anos a uma das mais ferozes ditaduras do planeta.
Tudo começou no dia 16 com a morte de uma jovem iraniana curda, detida e agredida pela imoral “Polícia da Moralidade” por mostrar parte do cabelo na via pública, algo interdito neste Estado que em 1979 mergulhou nas trevas medievais.
Mahsa Amini, de apenas 22 anos, sucumbiu à violência policial. As suas imagens, já agonizante, indignaram milhões de jovens de ambos os sexos que agora arriscam a vida nas ruas. Revoltam-se contra a brutalidade do totalitarismo islâmico neste país onde nascer mulher é sofrer dupla indignidade.

Mahsa Amini, assassinada aos 22 anos no Irão por «mostrar o cabelo»
Os clérigos, assustados com a revolta popular em todas as províncias do país, fizeram aquilo em que mais se especializaram: ordenaram aos esbirros do poder que atirassem a matar. Pelo menos 50 pessoas já tombaram sob as balas assassinas. A tropa está a ser mobilizada para esmagar a rebelião civil, entre apelos públicos da ala mais extremista do regime à execução sumária dos jovens que se atrevem a desafiar o Governo.
Mas a rebelião cívica continua: mulheres sem véu exibem com orgulho o cabelo na via pública, jovens registam imagens que divulgam nas redes sociais apesar de o Governo ter imposto sérias restrições à internet. Nas ruas, a palavra mais escutada é «liberdade».
A nova vaga de protestos pode ser afogada em sangue, como aconteceu em 1999 e 2009, às ordens de um regime repugnante, que apenas subsiste pelo aparelho repressivo montado ao longo destas quatro décadas. Detenções ilegais de opositores e a prática de tortura nas prisões tornaram-se banais no Irão, como tem denunciado a Amnistia Internacional.
Estes barbudos que odeiam as mulheres são hoje fortes aliados de Vladimir Putin e da sua corte de oligarcas, algo que faz todo o sentido. Estão bem uns para os outros.

deviam entregar as mulheres a quem gosta delas
“Entregar as mulheres”?!
Mas as mulheres são mercadoria, para serem “entregues”?
disse um Tunisino meu colega
« não DAVA minha Irmã a um preto »
Que grande imbecil.
O tempo e precioso. Nao consuma mais minutos com “entulho” que nasceu incognito e PARIDO POR UM HOMEM!!!… Sera? Ele, o “entulho” e um fenomeno da porcaria. O mundo a podrido.
Entenda-se: os iranianos são uns grunhos e não há palavras para o tratamento que dão às mulheres. Isto é óbvio e indiscutivel. 2Bj/
Libertaram imagens de vigilância CCTV do incidente e colapso da rapariga:
https://www.bitchute.com/video/ihtU1Rgs2
Como é óbvio estas imagens não passam cá porque não servem o aproveitameto propagandistico da narrativa. Também não aparentam, mas podem sempre ser fake. E claro não desculpam o problema de fundo.
Há-de aparecer sempre alguém em defesa do indefensável. Nunca falha.
Também nunca falha que estes defensores do indefensável sejam anónimos.
Fosse o dito Ocidente tão veloz em impor sanções com base em injustiças sociais como o é com base em questiúnculas políticas, e talvez não se tivesse chegado a este ponto 🙁
Mas o Irão é alvo de sanções ocidentais há muitos anos, Ana. E bem.
Eu sei. Mas não são duras o suficiente. Não são como as adoptadas em relação a outros países. Nem são tão apoiadas na generalidade. As atitude discriminatória e altamente penalizadora das mulheres que o Irão e outros países têm é tolerada, às vezes desculpada, ou pelo menos ignorada. Fica tudo debaixo da categoria “é uma questão cultural”. As atrocidades vão sendo cometidas e o mundo fica de braços cruzados. Aconteceu no Irão tal como está a acontecer no Afeganistão e como continua a acontecer em vários outros países. Isso é que me indigna ainda mais.
O que me faz ainda mais impressão é “ouvir” o silêncio granítico de movimentos como o #MeToo, que tanto se mobilizam em Nova Iorque e Hollywood, mas nem sussurram sobre as tragédias no Irão e no Afeganistão.
Pois, esse é um exemplo. Os americanos são muito umbiguistas, na generalidade só se interessam pelo que se passa no seu país (e às vezes apenas pelo que se passa no Estado em que vivem).
É isso, Ana. Mas depois pretendem dar lições ao mundo.
Não é uma questão de umbiguismo. É uma questão monetária. Quando se gerou o movimento Me Too nos EUA viam-se no horizonte chorudas quantias de indemização o que deixou muita gente altamente motivada a participar. Desde as vitimas aos advogados de defesa e acusação, passando pelas celebridades que ganharam mais projeção todos se manifestaram em unissono porque lhes foi financeiramente conveniente. Agora no Irão onde é que há uma fonte de rendimento que justifique terceiros lutarem pelas causas dos principais interessados?
Concordo que não só uma questão de umbiguismo. Mas também. Quando estão para ali virados, os americanos sabem manifestar-se e entrar na luta mesmo por causas não nacionais. Pena é muitas vezes ser pelas razões menos meritórias (dinheiro incluído).
#MeToo é a outra face da moeda, Pedro, cada vez são mais As Mulheres que Odeiam os Homens, em vez de serem um movimento em defesa das vítimas do machismo.
Algumas são machistas também.
“Ó meu povo, sede justos na medida e no peso e em nada lesai os outros, e não corrompais a terra”. — 11:85
“Ala não muda o destino de um povo até que o povo mude o que tem na alma”. — 13:11
Eles odeiam mulheres lá.
E têm cúmplices cá.
Esta mesma caixa de comentários é prova disso.
É isso mesmo.
Esses imbecis adorariam ter por cá também uma Policia da Moralidade.
No entanto há imensos ingénuos e democráticos europeus a receber de braços abertos pseudo-refugiados dessa gente que proliferam com as ideias tradicionais por essa Europa fora.
Em que as próprias esposas e mães em poligamia procriam em catadupas, arreigadas aos seus princípios cultivados nas suas terras.
Muita dessa gente já conta para o censo e já forma pequenas maiorias em ambientes europeus, impondo os seus véus e grinaldas.
Tresanda a xenofobia. Que aberração.
Neste assunto, sou tal qual a Meloni…só neste ponto!
Lamento, mas a Meloni tem muito mais bom aspecto.
Concordo plenamente
Chamem-lhe o que quiserem mas não deixa de ser verdade.
E há culpados.
Hoje temos o Irão, há dias foi a China mas passou depressa pra não ferir susceptibilidades conhecidas.
Até parece uma encomenda da Mossad. ‘bora deitar abaixo os ayatollahs, mas nos talibãs do Afeganistão nem uma palavrinha que eles não são desses e pelo menos são contra os russos.
Em Teerão, o que aconteceu acontece todos os dias nos países muçulmanos: as mulheres têm de andar de cabeça tapada. É uma violência praticada sobre as mulheres. Na Arábia Saudita, eu vi, há à paisana os guardas da moral com uma vergasta para bater nas prevaricadoras. São hábitos religiosos difíceis de reformar. Por cá, só há pouco tempo acabou o hábito das mulheres cobrirem a cabeça quando entravam numa igreja, e até andavam de lenço por todo o lado.
Os regimes politicos de religiões do estado têm disto, e no caso do Irão e Arábia Saudita as críticas a acções violentas sobre as mulheres é conforme o lado do apoio USA, mas os talibãs não contam, os talibãs e quem deitar abaixo o Putin.
“HÁ paisana?”
Caramba, cada analfabeto a entrar aqui, abusando da nossa tolerância…
E fácil perceber porque ficam anónimos.
Isto é apenas uma consequência da mistura da religião na política, tal como aconteceu no cristianismo com a inquisição.
No estado do Vaticano a mulher não sofre repressão mas também não entra no poder. É um estado essencialmente machista.
O desenvolvimento das novas tecnologias veio acelerar o fim destes comportamentos. É natural o radicalizar de posições até estabilizar num regime de liberdade. E é o que está a acontecer neste momento na Rússia, apesar da repressão as redes sociais estão a fazer mais danos no regime que as próprias sanções.
Blablablablablá.
Fala-se do Irão que anda a matar todos os dias dezenas de jovens só porque recusam sair à rua sem véu e vem este falar do Vaticano.
Exemplo mais rasca de whataboutism.
E de falta de elementar coragem para denunciar um dos mais repugnantes regimes totalitários das últimas décadas.
Calma. Não é uma questão de whataboutism. É evidente que eu critico o que se está a passar no Irão, é evidente que eu critico o Putin, mas também não posso deixar de criticar o que se está a passar noutros países e que é uma clara violação dos direitos humanos. É o caso da China com a experiência macabra da covid 0.
Na questão do comentário apenas citei a história para enquadrar o argumento, mais nada.
A China vem a propósito deste tema. Ainda hoje há muito mais homens que mulheres na China (ao contrário do resto do mundo) porque durante décadas, no maoismo, havia ali a “tradição cultural” de matar bebés à nascença quando eram do sexo feminino.
Não se fala disso para evitar impor “padrões culturais” do Ocidente à China. O mesmo silêncio em torno da mutilação genital praticada em muitos países africanos (de matriz islâmica). Também para “respeitar as diferenças culturais”.
É precisamente por não se falar disso para não se ferir susceptibilidades que eu sou contra. Detesto hipocrisia, ou há moralidade ou comem todos, não há cá meias tintas.
Porque é que não se há-de equiparar regimes cuja finalidade é humilhar e subjugar o ser humano? Qual é a diferença entre um regime que proíbe mostrar um cabelo e outro que proíbe mostrar um cartaz em branco?
A humanidade evoluiu, e mais tarde ou mais cedo, as ideias tribais vão deixar de existir com ou sem punições.
Não é à toa que as oposições são cada vez mais radicais e em regimes outrora impensáveis.
Apesar de tudo, há diferenças de grau.
Uns regimes “apenas” prendem quem se manifesta. Mesmo que se manifestem com uma inofensiva folha de papel em branco na rua.
Outros, matam.
Atiram a matar com balas reais sobre jovens e adolescentes concentrados na via pública.
No Irão, numa semana, já mataram pelo menos meia centena.
Não faço essas diferenças de grau. Em Tiananmem também houve fogo real, na Rússia os opositores “suicidam-se”, na Coreia do Norte vão “trabalhar para os campos” com a familia toda.
Todos estes regimes podres, mais tarde ou mais cedo irão cair. É a evolução natural.
O Irão é a demonstração prática de que o conceito de “evolução natural” está por comprovar na política.
Quando as revoluções começam nos jovens a mudança de regime está iminente, é uma questão de tempo e as redes sociais estão a encarregar-se de encurtar esse tempo.
Vai acontecer no Irão e vai acontecer na Rússia.
Aguardemos…
Espero que sim, desejo que sim.
Todo o Homem que se diga mensageiro ou que presuma estar em comunicação directa com Deus, configura grave perigo para a humanidade.
No Irão não é preciso invocar essas abstracções.
Elas e eles sabem muito bem, no concreto, quem lhes inferniza a vida. Esta clique cúmplice de Putin que anda a fazer tudo para se munir da bomba nuclear.
Ando preocupado é com as mulheres barbudas portuguesas e feministas iradas que vociferam raios e coriscos sobre os homens.
José Silva
Você também usa turbante?
Já rezou hoje virado para Meca?
Sou hetero e só leve e ocasionalmente machista na medida em que não consigo ultrapassar completamente a herança cultural.
Lamento a situação das iranianas e de outras mas acho que os homosexuais também merecem alguma referência no regime dos ayatollahs que, pelo menos até há pouco, os enforcavam publicarmente.
O anterior presidente do Irão gabava-se de não haver homossexuais no país. 254324.html
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/5
“Há estados totalitários onde impera o ódio de classe ou o ódio racial. No Irão sob a bota dos clérigos barbudos impera o ódio sexual. Os aiatolás – alvos de tanta tolerância e “compreensão” em círculos bem-pensantes do Ocidente – odeiam as mulheres.”
Mais, o Regime Islamico do Irão também tem ódio religioso não só sexual. Veja-se o que aconteceu e acontece ás religiões Iranianas do Zoroastrism e Baha’i . Um dos seus maiores templos está em Israel não no Irão… ahai-activists-condemn/31980580.html
https://www.rferl.org/a/iran-oppression-b
Bem observado. Também há disso lá.
Desde a sua fundação que o islão se caracteriza por uma colonização violenta que não deixa espaço para mais nenhuma forma de culto ou formato ideológico — e a cultura Persa foi a primeira a ser praticamente aniquilada pelos irmão dos Profeta.
Estranho as almas caridosas no Ocidente pensarem que isso mudou, quando nada daquilo mudou e continua tão radical como sempre foi.
Já nem falo das esquerdas, porque as esquerdas gostam de regimes totalitários e não se importam de ser escravos desde que destruam a Europa e a América, mas as pessoas normais têm uma tolerância incompreensível para com o maior cancro do planeta — que é o Islão. Em grande parte os media são os responsáveis por essa ignorância. Impõem uma espécie de véu mediático sobre as nossas cabeças.
Este “V.” é tão burro que acha que a Bósnia ou a Albânia são a mesma coisa que o Daesh. Já “V.”, por ser alegadamente cristão, suponho que seja igual ao Putin.
Estes barbudos trogloditas, não odeiam as mulheres, querem é usá-las como escravas e objetos do seu prazer.
Tratá-las como se fossem objectos, seja para o que for, é outra forma de odiá-las.
Na Arábia Saudita não usam barba e até são contra o putin.
Não há barbas na Arábia Saudita? As coisas que você sabe…