A propósito deste espectáculo lembrei-me de outros em que o Irão é infinitamente mais competente, talvez porque não são inspirados nos modelos do corrupto e infiel ocidente.
Não fosse há uns tempos ter tomado conhecimento pela Amnistia Internacional de que a lapidação, uma das especialidades do país de Ahmadinejad, está rigorosamente regulamentada, essa informação continuaria a passar-me ao lado. Claro que qualquer pena capital carece de regulamentação, mas certamente pela repulsa que a matéria me inspira nunca tinha dedicado dois minutos a semelhante reflexão.
Fiquei então a saber que o tamanho das pedras não é dispiciendo. Para efeitos de lapidação não podem ser tão pequenas que não provoquem dor suficiente, nem tão grandes que matem ao primeiro arremesso. Assegura-se deste modo que os condenados à morte por apedrejamento sofram o mais possível.
A diferença entre o espectáculo das eleições "democráticas" do Irão e isto é que ao primeiro falta a eficiência e o requinte que sobra ao que emana – de acordo com os fanáticos que o governam – da vontade de Deus.

Trituram mais do que os votos, as pedras regulamentadas… vicissitudes de um estado de direito, reconhecido internacionalmente como tal.
Credo, isso tem requintes de Alemanha nazi!
É por isso que as relações do Ocidente com o Irão têm de ser cuidadosas mas firmes… não se pode ignorar que, em matéria de direitos humanos, o Irão ainda não passou da Idade Média. Nas tuas pesquisas deves ter encontrado também uma informação significativa: o valor de uma mulher é metade do de um homem, e isto está escrito na constituição.
Ana, são inúmeros os exemplos de discriminação sexual. A lapidação, por exemplo, é a pena que eles normalmente aplicam às mulheres adúlteras. Um homem se incorrer no mesmo delito, safa-se com umas chicotadas.
O adultério masculino, penalizado? Já é um progresso…
O mundo não gira para todos nem no mesmo sentido, nem à mesma velocidade. No Irão ainda vivem na Idade Média, mas é preciso que no Ocidente perecebam isso e saibam lidar com a situação. Como fez, quanto a mim bem, Hillary Clinton ontem e Obama há uns dias.
A foto de capa de hoje, do DN, é bastante impressiva. Não é desse género de juízos que precisamos, mas a extrema direita israelita ainda não percebeu, apesar de, aparentemente, viver no mesmo tempo e no mesmo sentido do Ocidente.
Carlos: Sempre que estão em causa os direitos humanos, não alinho em relativismos culturais. Admito que tenha que haver alguma diplomacia por parte dos políticos, mas a sociedade civil pode e deve denunciar e condenar reiteradamente estas e outras práticas. Neste momento discute-se, precisamente no Irão, a abolição desta forma sádica de execução. A pressão da opinião pública não é alheia a isto, com certeza.
oramos para que ala venca a ervolucao democratica e os ditadores possam ser julgados em tribunal penal internacional
VIVA A LUTA DE MOCRATIZAÇAÕ IRANIA