Nesta altura dos acontecimentos (para mim foi sempre, mas enfim) é útil não atacar ninguém com as costas da colher e deixar os paninhos quentes. Quando a secretária-geral da CGTP afirma que “estão a mandar trabalhadores embora, quando são trabalhadores temporários ou quando estão no período experimental” e que portanto “é necessária fiscalização para impedir que as empresas cometam ilegalidades e abusos, como têm estado a fazer”, o que ela quer dizer é isto: as empresas que são obrigadas a despedir pessoal porque não têm trabalho devem ser obrigadas a insolver porque a insolvência massiva e o desemprego criam o caldo de cultura para o triunfo da verdadeira solução para os problemas dos trabalhadores, que é uma sociedade comunista, mesmo que possa haver um estádio intermédio em que os atuais governantes desempenhem o papel dos clássicos Kerenskys.
Que Costa parece ter o perfil de um Kerensky não restam dúvidas: para chegar ao Poder meteu, no seu primeiro governo, a raposa no galinheiro, dando-lhe, à raposa, as credenciais democráticas que não devia ter; e agora não percebe o perigo em que está quando vem com o delírio de fazer depender o apoio às empresas de não despedirem.
Parece, e é, um sonho obsoleto, a revolução comunista há muito que tenta entrar pela porta fiscal e da evolução dos costumes, e não da propriedade colectiva dos meios de produção, mas o PCP e a CGTP são fósseis, daquela lura dificilmente saem modernidades.
Isto é assim porque a CGTP é uma organização comunista, mesmo que haja por lá uma prodigiosa quantidade de idiotas úteis, lunáticos do Bloco e gente que genuinamente acredita que está a defender os verdadeiros interesses dos trabalhadores.
Fernando Moreira de Sá, que evidentemente sabe do que está a falar, pinta um quadro realista do que já está e se vai passar no sector do turismo. E diz: “Já para não falar que considero a existência de spreads, nesta situação particular em que vivemos, uma indecência, uma vergonha. Se a banca privada não quer participar no esforço, então o Estado que ponha a Caixa Geral de Depósitos a funcionar no verdadeiro apoio à economia”.
A questão dos spreads é cómica: o Governo acha que, para salvar empresas desesperadas, o melhor caminho é garantir aos bancos que vão fazer muito melhor negócio do que o que têm conseguido com, por exemplo, o crédito à habitação; dá-lhes o poder de graduarem o spread e de selecionarem as empresas; não prevê, e menos ainda sanciona, abusos contratuais, que com bancos são praticamente uma conditio sine qua non para contratar; em lado nenhum fala de prazos para aprovação, como se a urgência não fosse de essência; estabelece, com característica curteza de vistas, prazos de reembolso curtos; e, não garantindo nem podendo garantir que as empresas vão sobreviver, garante que os bancos enchem a burra.
Bem visto. Mas não vai funcionar, e portanto um destes dias ou meses vira o disco e sai um programa novo – basta o Saraiva dos empresários começar a fingir que verdadeiramente os representa, acentuando as suas melífluas discordâncias, ou, mais provavelmente, um empresário qualquer com as barbas a arder e amigo de ministros botar para render o telemóvel.
Incrédulo com a história dos spreads, fui ver à página do Governo “on”, a ver se tinha evoluído depois do meu anterior post, em que a espiolhei. E como estivesse mais ou menos na mesma fui ao sítio do IAPMEI e, no que toca às empresas que não são do sector do turismo, que são as que me interessam, constatei que se lhes aplicam, com ligeiras variações, as mesmas maluqueiras.
A camarilha que nos pastoreia anda a dormir porque julga que com discursos, proclamações, conferências de imprensa, a imaginária clarividência do Ronaldo das Finanças e o optimismo militante e acéfalo do compagnon de route que tem em Belém, mais o bodo de Bruxelas, vai resolver o problema.
Anda a dormir. O PCP, cujos militantes esfregam as mãos porque julgam que é desta que vão partir os dentes à reacção, sonham acordados; e eu lamento os muitos trabalhadores que, por causa da inacreditável inépcia de quem elegeram, vão ter dificuldades em conciliar o sono.

Sim, senhor Meireles.
Até que enfim aparece alguém com um discurso novo, ainda ninguém tinha escrito
isto ou sequer pensado.
Agora, só falta abrir a gaveta tumular e dar uma ideia genial, que os tempos não vão estar para gastos, do prolongamento da pista da portela definitivamente até camarate.
essas questões que coloca nem sequer interessam , a única questão importante é : quem é o palerma que contrai empréstimos para pagar salários de pessoas que nem sequer estão a trabalhar ? ainda para mais numa situação de completa incerteza ? como sabe terão de ser dadas garantias e tudo.
o mais sensato será pedir insolvência tendo em conta o nada que o governo português aplica na salvação da economia. e a SS em vez de financiar todos os trabalhadores em casa um mês ou dois ou três, terá de financiá-los no desemprego, depois, meses e meses a fio. o barato pode sair muito caro , sr.Costa.
outro ponto é a paz social: nunca ficou tão claro que há portugueses de primeira ( sector estado) e portugueses de segunda ( sector privado).
Tanto quanto sei, NÃO são necessárias garantias, isto é, as operações serão cobertas por garantias do Estado. Por essa razão é que, nas condições, se declara expressamente que os financiamentos não podem servir para reestruturação de créditos (isto é, para trocar endividamento garantido pelos sócios por endividamento não garantido). Desde porém que aos bancos se conferem poderes decisórios nada, absolutamente nada, será feito que contemple outro interesse que não seja o dos próprios bancos, na versão que desses interesses têm as suas administrações geralmente ineptas. A razão pela qual a gestão dos bancos é demonstradamente medíocre liga-se (entre muitos outros factores) com a inexistência de mecanismos de sanção/falência, que existem para as empresas mas não para os bancos.
Errado. Devia ser “nunca ficou tão claro que há portugueses de primeira (os que têm muita massa) e portugueses de segunda (os que têm pouco ou nenhum dinheiro).
vai dar ao mesmo : os que têm muita massa , certinha e com isenção de responsabilidades , são políticos , seus assessores . administradores públicos , malta que se passeia pelos ministérios , juízes , catedráticos , funcionários públicos em geral , etc. ; os pobres , que lhes servimos de escudo na “guerra” somos os outros , cujo rendimento depende do andamento da economia.
O Ortega , por exemplo , é espantosamente rico , mas é do privado , logo , os custos das lojas fechadas , da produção parada , do pessoal sem produzir , são todos dele , vai levar um golpe na fortuna ; o senhor presidente da república levará o seu salário inteirinho para casa mesmo não fazendo rigorosamente nada e ficando o país como ficará.
Eu concordo consigo, José Meireles. Aproveitando para dar o meu contributo para esta crise:
1 – O governo deve decretar a requisição das casas para usufruto daqueles que vivem em casas arrendadas e que as estão a pagar ao banco, e suspender de imediato o recebimento dessas rendas ou juros e amortizações por parte dos senhorios e bancos.
2 – Deve também requisitar como reserva para os mais necessitados de 10% dos bens essenciais vendidos em super, mini e hipermercados e qualquer estabelecimento aberto de venda desses bens bem como do que se produz na terra. O mesmo deve acontecer com os medicamentos.
Actualizarei as medidas de acordo com a evolução. Tudo isto para permitir que as empresas continuem a despedir, produzir e pagar seus impostos. Não obstante linhas de incentivo que venham a ser criadas.
Credo, cruzes, canhoto! Vade retro, satanás! Vêm aí os bolcheviques? E pelos vistos, segundo o avisado José Meireles Graça, o PCP nem está para esperar por eles… o camarada líder consultou a biblioteca do partido mas como eram livros com páginas e mais páginas, optou antes por passar pela Wikipedia e deu logo de caras com esta foto (https://en.wikipedia.org/wiki/Alexander _Kerensky#/media/File:Karenskiy_AF_1917.j pg) do camarada Kerensky e, como até o achou igualzinho ao camarada Costa (confirmem sff, para se verificarem como ele até nem se enganou!). Vai daí, telefona para a sua Camarinha (camaradinha? Cara minha?): “ó pá, enquanto os outros não chegam, não podemos é ficar parados! Temos de começar a esfuracar a «porta fiscal e da evolução dos costumes»”. Claro, uns minutos depois, ela, como dirigente da CGTP, abre a boca e só lhe poderia escapar a habitual lengalenga (comuna!) de que «é necessária fiscalização para impedir que as empresas cometam ilegalidades e abusos, como têm estado a fazer»… sim, porque como todos sabemos, esse é o paleio tipicamente comuna: denunciar abusos! O de um verdadeiro democrata até é, o de um António Saraiva, o de defender os “abusos” e que eles sejam recompensados pelo Estado… que subsidie as coitadinhas das empresas (que como sabemos, em tempos de fartura, são propriedade de verdadeiros filantrópicos preocupados com a qualidade de vida dos seus – hmmm! – colaboradores!) enquanto, ao mesmo tempo, elas até possam dispensar toda aquela carga de agora tornados, verdadeiros parasitas… que claro, até podem muito bem ir parasitar para casa (à custa do Estado… porque os democratas são generosos por natureza e, por isso, temperamentais!)… nada de abusos: daqui a uns meses, quem de entre eles, não aceitar os empregos de volta, a 300 euros/mês, é de se lhe acabar com a mama dos 500 euros/mês!
(continua)
(continuação de um anterior comentário aqui – supostamente! – colocado)
Sejamos sinceros. Facto: a culpa do COVID19 não é dos democratas! Todos sabemos que é daqueles comunas lá de longe que, ao pretenderem matar o seu povo à fome, adoptaram aquela política de 1 casal, 1 filho, criando assim uma verdadeira catástrofe… é que na ausência de criancinhas, eles até foram obrigados a virarem-se para os morcegos, gatos selvagens e sabe-se lá mais que bichos esquisitos! Era uma vez… eles até adoravam comer um ou outro cãozinho no Inverno mas depois, apareceu a tal «da evolução dos costumes», claro sob a capa do politicamente correcto, isto é do “marxismo cultural” (secreta e conspirativamente posto em marcha pela Escola de Frankfurt, liderada pelos famigerados Marx Brothers e um seu primo afastado, chamado Gramsci, mas todos eles membros da famosa família judaica Rothschild que, depois de ser desmascarada , resolveu passar a chamar-se de Soros – em Portugal, como se sabe, inicialmente, até adoptou o apelido Louçã mas mais recentemente, os mais tradicionais/nacionais Martins e Silva)…
Hmmmm, peço imensas desculpas mas lá estou eu outra vez a dar razão ao “mestre” Pedro Correia, aqui do DO… a divagar e a escrever idiotices sem sentido: o que eu, de facto, até queria dizer é que o JMG tem toda a razão… vêm aí os bolcheviques! Recolham as criancinhas e, por favor, não insistam, mesmo que o “tempo” convide a isso, em dar passeios pelas vossas mais próximas marginais… porque lá está, segundo os vários machos brancos zangados, sob a tutela do PC, que aqui postam no blogue, isso até passou a ser um privilégio dos membros do Partido, devidamente inscritos na CGTP: os quase bíblicos parasitas dos funcionários públicos que nunca são despedidos; os negros e outros pigmentados (os “pakis” das rosas, cravos, etc e por exemplo), para além de algumas mulheres esgrouviadas que, como em Espanha, perante a umas vezes ameaça, outras vezes até nem por isso, do vírus, resolvem conspurcar-se umas com as outras numa orgia a que resolveram chamar de «assinalar o Dia Internacional da Mulher» («Ignorando todos os avisos e as mais elementares medidas de precaução, distribuíram beijinhos e abraços durante horas…enfim, uma verdadeira orgia típica da imagem que ele tem das “razões da decadência dessa NOSSA grande civilização: a romana”!).. e até aquelas coisas que não se sabe bem o que são, mas que passam a vida choramingar por mais direitos quando afinal, até são eles que dominam o Sistema: não é que “eles” até têm conseguido que o último filme do Woody Allen, ou as suas memórias, até tenham sido divulgadas pelos tais democratas?
(continua)
https://www.youtube.com/watch?v=RdkHA_-x ryk
Continue, para trocarmos opiniões.