In memoriam


Sérgio de Almeida Correia,

(São Roque do Pico, 1930 – Almada, 2014)

2 comentários em “In memoriam”

  1. Rendida confessa que sou ao fado, qualquer que ele seja (só a ignorância pode criar despiques entre fados de Coimbra e de Lisboa, mas compreendo que o primeiro seja agora difícil de compreender, porque exige cultura, vivência, e sobretudo uma cultura histórica e musical que é, hoje em dia, quase, quase meramente local), gostei do teu apontamento, Sérgio. Embora nunca tenha sido seduzida pelo MS , cantor de ocasião em Coimbra, mas cantor de cartaz no Senhor Vinho… (onde e com quem tive por duas vezes diálogos kafkianos e erráticos), encarnava uma voz operática , nada a meu gosto e ainda menos representativa do século de Luís Góis, ou, se quisermos, do tempo do pós greves de 69, quero dizer, mais ou menos, quando eu era criancinha. Ainda assim, talvez ele tenha prestado um serviço à nação… lá foi dando a conhecer um género cultivado por uma elite especial, embora na sua forma mais decadente. O que é dizer: não há mais fado de Coimbra em Lisboa, depois de Machado Soares. E quanto ele, o fado do burgo, é absolutamente lindo, 4 gerações depois, em versões tão mais actuais.

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