(1942-2010)
A recordação de um homem bom e competente que soube amar e servir Portugal, país que em cada dia que passa fica mais deficitário de bons cidadãos e superavitário de gente ignorante e incompetente.
(1942-2010)
A recordação de um homem bom e competente que soube amar e servir Portugal, país que em cada dia que passa fica mais deficitário de bons cidadãos e superavitário de gente ignorante e incompetente.
Onde existe “facilitismo”, deve haver “exigência”; onde está “vulgaridade”, pôr “excelência”; onde está “moleza”, pôr “dureza”; onde está “golpada”, pôr “seriedade”; onde está “videirismo”, pôr “honra;, onde está “ignorância”, pôr “conhecimento”; onde está “mandriice”, pôr “trabalho”, e onde está “aldrabice”, pôr “honestidade.
Ernâni Lopes
É isso mesmo, Rui.
Tiraste-me este post do teclado. E fizeste muito bem.
Quando foi ministro das Finanças e do Plano (Bloco Central, 1983/85), Ernâni Lopes teve de lidar com o famigerado FMI.
E lidou bem com ele, tal como aconteceu também com a integração europeia, a respeito da qual ficamos a dever-lhe mais umas quantas coisas.
Ainda bem que deixaste aqui esta merecida evocação, Sérgio. Concordo, subscrevo, aplaudo. E acrescento esta nota: apesar de se saber condenado há muito, EL lutou contra a doença com tenacidade, mantendo quase até ao último dia de vida o espírito de cidadania interveniente e activa que sempre o animou. Um exemplo também por isso.
São exemplos como o dele e do saudoso Saldanha Sanches, desaparecido em condições muito semelhantes, que ainda me fazem olhar para Portugal e sentir que não podemos desistir, Pedro.
Subscrevo, Sérgio. Ainda há exemplos, felizmente. E acredito que sempre haverá. Ernâni Lopes é um deles, sem dúvida.
Devo ser a única mas ficou um vazio… sem conhecê-lo pessoalmente, dou-me conta que “deste já não há” e que o futuro não se vislumbra com gente com este saber ser e estar.